Não paguei o IPVA: posso ser preso ou ter o carro apreendido?

A cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) referente ao exercício de 2026 já começou nos estados brasileiros, onde os contribuintes podem optar pelo pagamento à vista ou pelo parcelamento. No entanto, essa é uma despesa que pesa no bolso do brasileiro, por isso muitos deixam de pagá-la dentro prazo e isso tem consequências.

Nesta matéria você confere o que acontece se o condutor não pagar o imposto. Ele pode ser preso? O carro pode ser apreendido? Dá multa? Entenda os impactos dessa pendência no documento do carro, penalidades e possíveis prejuízos.

Consequências do IPVA atrasado

Não pagar o imposto na data estipulada gera vários problemas ao motorista e ou proprietário do veículo. Em primeiro lugar, enquanto o tributo não for quitado, o proprietário fica impedido de fazer o licenciamento e uma eventual transferência do automóvel.

Além disso, uma pequena multa é adicionada a cada dia de atraso até o limite de 20% e a cobrança passa a ter juros mensais equivalentes à taxa Selic ou 1%, o que for maior. Alcançada determinada data, quando as autoridades de trânsito passam a cobrar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV,o documento do carro) atualizado, a situação fica um pouco mais complexa.

Não pagar o IPVA 2026, indiretamente, rende multa e apreensão do veículo

Ao contrário do que muita gente acha, deixar de pagar o IPVA não dá multa diretamente, mas, caso você não pague, eventualmente será autuado. Isso acontece pois, para emitir o CRLV, documento de porte obrigatório, é necessário quitar o tributo.

Se você não fizer o pagamento, será impedido de renovar o licenciamento. Dessa forma, sem o licenciamento em dia, aí sim o motorista está cometendo uma infração de trânsito e pode ser punido com multa e apreensão do veículo. Isso está previsto no quinto inciso do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):

Art. 230 – Conduzir o veículo: V – que não esteja registrado e devidamente licenciado”;

Infração – gravíssima (7 pontos);
Penalidade – multa (R$ 293,47) e apreensão do veículo;
Medida administrativa – remoção do veículo;

Além disso, o dono pode ter o nome inscrito na dívida ativa do Estado, fato que impede a prestação de concursos públicos e dificulta financiamentos. Vale lembrar, ainda, que se o veículo for apreendido, o proprietário deverá regularizar a situação do bem. É necessário pagar não só o valor do imposto, mas as multas e as taxas para retirar o automóvel do pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Estar com o IPVA atrasado não dá prisão, apesar de gerar bastante dor de cabeça.

Quem ainda não quitou o IPVA 2026 não será punido (ainda)

Apesar de todas essas consequências, você que ainda não quitou o IPVA 2026 e está circulando normalmente ou planeja viajar, muito provavelmente não precisa se preocupar, já que o licenciamento atualizado não deve ser requisitado por enquanto.

Isso acontece pois em vários estados os calendários de pagamento do são extensos devido à opção de parcelar o valor, sendo que algumas parcelas chegam até o final de 2026. Desse modo, as fiscalizações também serão tardias, logo, se você for parado por alguma autoridade e estiver com o CRLV 2025 pode ficar tranquilo.

Atenção! É importante reforçar que o veículo pode ser apreendido, ou guinchado, mas não por falta de pagamento do IPVA, e sim pela ausência do licenciamento anual atualizado. Guinchar um carro por IPVA atrasado é uma prática ilegal, porque se configura como cobrança coercitiva. Além disso, não há, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um artigo que determine essa prática.

Embora o licenciamento atualizado ainda não esteja sendo cobrado na maioria dos estados, é importante checar o calendário de onde você mora e verificar quando começam as fiscalizações. Também vale lembrar que o atraso no imposto gera juros, por isso não se esqueça de pagá-lo.

https://autopapo.com.br/noticia/nao-pagar-ipva-ser-preso-carro-apreendido/

Entenda como funciona o ponto cego e estratégias para evitar acidentes

O ponto cego está entre os fatores que mais provocam sustos e colisões leves no trânsito. Isso porque carros, motos, bicicletas ou pedestres podem ocupar essas áreas ao redor do veículo sem que o motorista perceba, pois não aparecem nos espelhos, mesmo quando eles estão corretamente regulados.

Por isso, especialmente durante manobras e mudanças de faixa, é importante estar atento, saber identificar onde essas áreas estão e adotar cuidados básicos para preservar a segurança.

O que é o ponto cego e onde ele está localizado?

O ponto cego corresponde à região ao redor do veículo que não pode ser visualizada de modo direto pelo condutor, ou seja, não é possível vê-la apenas pelos retrovisores. Ele está presente em todos os automóveis, independentemente do porte ou modelo, e costuma se concentrar nas laterais traseiras, justamente áreas por onde outros veículos podem se aproximar sem serem notados.

Essa limitação decorre tanto do campo de visão humano quanto da própria posição dos espelhos. Mesmo com o ajuste adequado, sempre existirá uma pequena faixa fora do alcance visual. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais conseguiu exemplificar de forma bem didática o paralelo entre a visão do motorista e os veículos que podem ocupar os pontos cegos.

Por esse motivo, conhecer essas áreas e adotar hábitos que compensam essa limitação natural é essencial para dirigir com mais segurança.

Como reduzir o ponto cego ao dirigir?

Algumas medidas simples e práticas de direção consciente ajudam a diminuir consideravelmente o ponto cego e aumentam a proteção no trânsito:

  • Regule corretamente os retrovisores externos: eles devem exibir apenas uma pequena parte da lateral do veículo, ampliando o campo de visão lateral e reduzindo as áreas ocultas;
  • Ajuste a distância do volante: uma postura adequada melhora a visualização dos espelhos e do entorno. Coloque as pernas sobre os pedais e posicione o banco de forma que elas estejam apenas levemente dobradas;
  • Regule a inclinação: seu banco não pode ser nem muito reclinado, nem muito reto, para não criar mais pontos cegos;
  • Atenção à posição do retrovisor interno: para ajustar de forma correta, é preciso que sua cabeça esteja junto ao encosto para regulá-lo de forma que ele mostre o máximo possível do vidro traseiro;
  • Utilize o retrovisor interno com frequência: ele complementa a visão lateral e auxilia no acompanhamento de veículos que se aproximam por trás;
  • Olhe por cima do ombro antes de mudar de faixa: esse movimento simples cobre justamente a região do ponto cego e pode evitar colisões;
  • Redobre a atenção com motociclistas e ciclistas: eles costumam trafegar exatamente nas áreas mais críticas de visibilidade.

Esses cuidados fazem diferença na rotina e permitem antecipar situações de risco, sobretudo em vias com tráfego intenso.

SUVs e picapes exigem cuidado extra

Em veículos maiores, como SUVs e picapes, as áreas de ponto cego tendem a ser maiores em razão da altura da carroceria e do desenho dos pilares traseiros.

Embora a posição elevada do motorista favoreça a visão frontal, ela pode dificultar a percepção lateral e traseira — principalmente em manobras de estacionamento ou trocas de faixa.

Para minimizar esse efeito, é recomendado:

  • Abrir um pouco mais o ajuste dos retrovisores externos;
  • Usar o retrovisor interno com regularidade;
  • Instalar, se possível, espelhos convexos adicionais para ampliar o campo de visão.
  • Redobrar a atenção com motos e veículos mais baixos, que podem desaparecer com mais facilidade no campo visual de automóveis maiores.

Motociclistas sofrem com ponto cego

Além de representarem um ponto de atenção, pois se escondem facilmente nas áreas que não tem visibilidade, as motos também apresentam pontos cegos graças a dois fatores complicadores:

  • O próprio capacete diminui a visão periférica do condutor, pois tem um campo de visão limitado.
  • Além disso, é comum que os motoristas dificultem a visão ao instalar retrovisores menores, diferentes dos originais.

Atenção continua sendo o principal recurso, mas existem recursos que ajudam

O ponto cego é uma limitação inevitável, mas pode ser administrado com atenção e boas práticas ao volante. Tomar as medidas mencionadas anteriormente, manter postura adequada e observar constantemente o entorno são atitudes simples que diminuem a probabilidade de colisões e aumentam a segurança.

Além disso, nos modelos mais recentes, a tecnologia também pode ser de grande ajuda. O alerta de ponto cego surge como um aliado: por meio de sensores, o sistema identifica a aproximação de veículos nas áreas não visíveis e emite avisos visuais ou sonoros.

Porém, esse dispositivo não deve ser uma ‘muleta’ para o motorista, mas atuar apenas como complemento e nunca como substituto da atenção.

https://autopapo.com.br/noticia/como-funciona-ponto-cego/

Entenda quando o airbag pode se tornar um fator de risco sua segurança

O airbag é um equipamento muito conhecido e obrigatório nos carros no Brasil desde 2014, no entanto, ele pode se tornar um risco grave em caso de acidente. Isso está diretamente relacionado ao fato de que, mesmo com mais de 12 anos de obrigatoriedade, os condutores e passageiros não sabem como se portar em um veículo com esse item de segurança.

Então os carros deveriam voltar a não ter airbag? De jeito nenhum! Ele é um equipamento de extrema importância e que salva vidas. O problema é que o brasileiro não foi ensinado que para esse item proteger de forma efetiva e não causar ferimentos, é preciso manter a postura correta.

Quando o airbag pode te machucar

O acionamento do airbag ocorre em frações de segundos e com muita força, pois as bolsas inflam numa velocidade que pode chegar a 400 km/h. E em alguns casos, esse impacto pode causar fraturas graves, lesões internas e até mesmo fatalidades:

Objetos, acessórios ou itens de decoração sob a área onde o airbag está instalado: durante o acionamento das bolsas, qualquer coisa pode virar um projétil que vai ser lançado sobre o motorista em uma velocidade muito alta, podendo causar ferimentos graves;

Acessórios pessoais: itens como presilhas, ‘piranhas’ e objetos rígidos no cabelo podem causar lesões sérias quando o airbag empurra o corpo para trás contra o banco;

Dirigir muito próximo ao volante: é preciso ter uma boa distância na hora do acionamento do airbag, caso contrário, no momento do impacto o condutor pode ser atingido violentamente;

Apoiar os pés sobre o painel do carro: o passageiro também deve estar a uma boa distância do painel e com a postura correta, pois o risco de fraturas graves é muito alto.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, em vídeo no instagram, exemplifica essas circunstâncias e reforça que airbag é equipamento de proteção importante, mas funciona junto com o cinto de segurança e a postura correta no banco.

Isso significa sentar-se com as pernas para baixo, mantendo uma boa distância do volante e do painel. No caso do motorista, no mínimo 25 cm, e do passageiro pelo menos 40 cm.

Quando desligar o airbag do passageiro

Além de saber se portar corretamente, é importante entender em quais momentos é preciso desligar esse equipamento de segurança. Apesar de salvar vidas, a bolsa de ar pode machucar uma criança que está sentada no banco da frente, por exemplo.

Isso acontece porque a bolsa de ar inflada projeta a cadeirinha ou o bebê conforto para cima do banco com bastante intensidade, podendo esmagar ou ferir a criança.

Na maioria dos carros, a chavinha para desligar o airbag fica do lado direito do painel, no exterior do porta-luvas, ou no menu do computador de bordo.

https://autopapo.com.br/noticia/quando-airbag-risco-seguranca/

Toalha de microfibra pode destruir a pintura de carros que trazem esse detalhe

Ferramenta essencial na estética automotiva, a toalha de microfibra é valorizada por sua maciez e capacidade de absorção. No entanto, quando utilizada na aplicação de revestimentos cerâmicos (coating) —— também chamada de vitrificação — ela se torna uma armadilha para a pintura. Isso porque, alertam especialistas, após esse procedimento específico, o acessório deve ser descartado ou permanentemente rebaixado para tarefas pesadas, sob o risco de causar danos irreversíveis ao verniz do veículo.

O problema reside na química do produto. Os revestimentos cerâmicos são compostos por polímeros que, durante o processo de cura, cristalizam-se. Como a função da microfibra é justamente absorver o excesso do produto para o nivelamento, esses resíduos endurecem entre as tramas do tecido. O resultado é que a toalha, antes macia, passa a carregar microscópicos fragmentos rígidos, comportando-se como uma lixa fina em usos posteriores.

Mesmo lavagens industriais dificilmente removem totalmente os resíduos de sílica ou quartzo cristalizados nas fibras sintéticas de poliéster e poliamida. Ao reutilizar esse material na lataria, o proprietário ou o lavador poderá notar o surgimento de marcas circulares e riscos superficiais, anulando o benefício estético do tratamento anterior. O mesmo princípio vale para quedas acidentais: se a toalha tocar o chão, ela coleta partículas minerais que a tornam imprópria para a secagem da pintura.

O que fazer com a toalha usada?

O descarte total nem sempre é necessário, mas a segregação é obrigatória. Profissionais de detalhamento recomendam um sistema de “rebaixamento” do material. Uma toalha usada para remover cerâmica ou cera, após lavada, jamais deve tocar a pintura novamente. Contudo, ela ainda pode ser útil em áreas menos sensíveis e que não exigem acabamento espelhado, como a limpeza interna de caixas de roda, ponteiras de escapamento, compartimento do motor ou partes inferiores da suspensão.

https://autopapo.com.br/curta/toalha-de-microfibra-pode-destruir-a-pintura-de-carros-que-trazem-esse-detalhe/

5 pegadinhas na transferência de veículos que podem te prejudicar

A transferência de veículos é o processo necessário para registrar a mudança de propriedade de um automóvel. Suas regras estão descritas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas muitas pessoas desconhecem essas normas e acabam cometendo erros bobos, que podem gerar um enorme prejuízo.

Descuidos ou falhas simples que afetem a transferência veicular podem causar:

  • Multas lançadas na CNH do antigo proprietário;
  • Pontos indevidos que podem levar à suspensão;
  • Cobrança de IPVA e licenciamento de veículo já vendido;
  • Dificuldade para recorrer de infrações cometidas por terceiros.

Resolver essas situações normalmente exige a abertura de processos administrativos e, em alguns casos, ações judiciais, consequências que poderiam ser evitadas com atenção aos procedimentos e prazos. Por isso, fique atento aos seguintes erros bobos que podem te prejudicar:

1. Vender o veículo sem comunicar ao Detran

De acordo com o CTB, ao vender um veículo, o proprietário anterior é obrigado a comunicar a venda ao órgão executivo de trânsito, na maioria dos casos ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Caso o vendedor deixe de comunicar a venda, ele permanece legalmente responsável pelas infrações cometidas com o veículo até que essa comunicação seja devidamente registrada no Detran.

Essa comunicação é extremamente importante, pois é a principal ferramenta de proteção do antigo proprietário. Ao informar oficialmente que o veículo foi vendido, ele se resguarda de multas, tributos e outros débitos gerados após a data da negociação.

Muitos condutores acreditam que apenas entregar o veículo e reconhecer firma no documento é suficiente para resolver a situação, mas não é bem assim. Enquanto a comunicação não constar no sistema do Detran, o veículo segue vinculado ao vendedor, por isso é indispensável acompanhar se o registro foi efetivamente concluído.

2. Não cumprir o prazo de transferência

Enquanto o vendedor deve comunicar a transação, o comprador tem a responsabilidade de efetivar a transferência da propriedade dentro do prazo estabelecido. Atualmente, o novo proprietário dispõe de 30 dias, contados a partir da data de assinatura do comprovante de transferência, para concluir o processo.

O não cumprimento desse prazo caracteriza infração de trânsito, sujeita à aplicação de multa, ação administrativa e ao registro de pontos na CNH:

Art. 233 – Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta dias, junto ao órgão executivo de trânsito”

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).
  • Medida administrativa – remoção do veículo.

3. Fazer a transferência de veículos sem verificar as se está tudo em dia

A adoção de meios digitais facilitou etapas como a assinatura eletrônica e o envio de documentos online. Contudo, o processo continua dependente de validações, análise de eventuais pendências e respeito aos prazos legais.

Débitos de IPVA, multas em atraso ou restrições administrativas podem impedir a finalização da transferência, mesmo quando vendedor e comprador já deram andamento ao procedimento.

4. Pagar as taxas e esquecer de emitir novo CRV/CRLV

Outro equívoco comum é acreditar que o pagamento das taxas encerra o processo de transferência de veículos. Mas, ela só é considerada como concluída com a emissão do novo CRV/CRLV em nome do comprador.

5. Não acompanhar de perto a transferência de veículos no particular

Nas vendas diretas, ou seja, sem a intermediação de concessionárias ou lojas, o cuidado deve ser ainda maior. É essencial que vendedor e comprador acompanhem juntos o andamento da transferência, sem confiar apenas na promessa de que “o problema já foi resolvido”.

Manter comprovantes, protocolos, recibos e registros do processo é uma medida simples que pode evitar transtornos significativos no futuro.

https://autopapo.com.br/noticia/5-pegadinhas-transferencia-de-veiculos/

5 erros bobos que geram a suspensão da sua CNH; veja como evitá-los

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece um grande número de infrações, pontuações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multas de trânsito, que são bastante temidas pelos condutores. Mas, ainda pior do que arcar com essas consequências, é ter a CNH suspensa.

Isso pode acontecer quando o motorista:

  • acumulou 40 pontos ou mais em um período de 12 meses, sendo que nenhuma das infrações é gravíssima;
  • acumulou 30 pontos no último ano, sendo que uma infração foi gravíssima;
  • acumulou 20 pontos no último ano, sendo que duas ou mais infrações foram gravíssimas;
  • Cometeu infrações autossuspensivas (CNH suspensa automaticamente);
  • não quitou os débitos veiculares.

No entanto, muitos motoristas não conhecem essas regras e a dinâmica de pontuação da carteira de motorista, o que faz com que erros bobos ou pegadinhas resultem na suspensão da CNH.

1. Pagar a multa não te livra dos pontos

Um erro muito comum envolve o pagamento da multa, pois muitos motoristas acreditam que ao quitar o valor sua habilitação fica zerada. Mas, pagar a quantia devida não implica a exclusão dos pontos, já que a penalidade financeira não altera o registro da pontuação, que só deixa de valer após o prazo legal.

2. Não indicar o real infrator

Se você compartilha o veículo com alguém é muito importante que faça a devida atribuição das infrações e seus respectivos pontos. Caso contrário, todas as multas registradas em um carro serão atreladas ao proprietário do automóvel, mesmo que ele não tenha cometido nenhuma delas. Isso pode ser feito por meio do app CNH do Brasil.

3. Os pontos não somem sozinhos na virada do ano

Outro equívoco bastante recorrente é imaginar que a pontuação na CNH é automaticamente zerada ao final do ano, quando o ano vira de 2026 para 2027, por exemplo. Essa é uma interpretação equivocada, pois na prática os pontos permanecem válidos por 12 meses a partir da data em que a infração foi cometida e não de acordo com o ano-calendário.

4. Não saber quais são as infrações autossuspensivas

Há ainda dúvidas frequentes sobre as infrações autossuspensivas. Muitos condutores acreditam que a CNH suspensa ocorre apenas pelo acúmulo de pontos, quando, na realidade, determinadas infrações específicas já resultam diretamente na abertura do processo, independentemente da pontuação registrada.

As infrações que geram suspensão da CNH são:

  • Dirigir sob a influência de álcool ou substância psicoativa;
  • Recusar a realização do teste do bafômetro ou outro que certifique a influência de álcool ou substância psicoativa;
  • Exceder a velocidade em mais de 50% do limite permitido;
  • Usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão;
  • Disputar corrida ou promover competição, eventos organizados, exibição e demonstração na via pública;
  • Demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus;
  • Forçar passagem entre veículos na hora da ultrapassagem em sentidos opostos;
  • Dirigir veículo sem realizar o exame toxicológico ou tendo obtido resultado positivo;
  • Deixar de realizar o exame toxicológico após 30 dias do vencimento do prazo estabelecido;
  • Deixar de prestar socorro ou providenciar ajuda à vítima em caso de acidente;
  • Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos;
  • Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial;
  • Conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem usar capacete (seja o condutor ou o passageiro), fazendo malabarismo ou empinando, transportando criança menor de dez anos.

Por fim, outro problema relevante é a não identificação do verdadeiro condutor, o que acaba transferindo os pontos para quem não estava ao volante, provocando um acúmulo indevido de penalidades.

5. Não ter o app CNH do Brasil instalado no seu celular

Muitos motoristas que têm a CNH suspensa, acabam tendo que arcar com esse prejuízo pois só verificam a quantidade de pontos quando recebem a notificação de suspensão. Nesse momento, muitas vezes já não existe mais possibilidade de corrigir a situação.

Qual a solução para essa questão e para as outras mencionadas anteriormente? É simples, basta acompanhar regularmente a situação da carteira, entender os prazos e conhecer as regras básicas do sistema de pontuação.

Você pode conferir sua situação no aplicativo CNH do Brasil, que veio para substituir a Carteira Digital de Trânsito (CDT) e dispõe de todas as informações sobre a sua habilitação e seu veículo cadastrado. Isso evita processos de suspensão e transtornos administrativos.

https://autopapo.com.br/noticia/5-erros-bobos-suspensao-cnh/

Volkswagen cria Kombi clássica com motor elétrico e dobro de potência

A Volkswagen escolheu o Bremen Classic Motorshow de 2026, na Alemanha, para exibir uma fusão entre seu passado mais glorioso e o presente eletrificado. A montadora revelou o e-Bulli, uma releitura oficial baseada na icônica Kombi Samba de 1966. O projeto se enquadra na categoria de “eletromod” — termo que designa a restauração de veículos antigos com a implantação de tecnologias contemporâneas de propulsão e conforto.

A principal mudança é radical: sai de cena o ruidoso motor boxer refrigerado a ar e entra um trem de força totalmente elétrico. O modelo recebeu um motor de 83 cv e 21,6 kgfm de torque imediato — especificações similares às do compacto e-Up. Na prática, a nova “Velha Senhora” tem o dobro da potência do modelo original de meados dos anos 60.

Para sustentar essa nova performance, a engenharia da VW precisou intervir no chassi. O sistema de freios e a suspensão foram redimensionados para lidar com o peso e a dinâmica do kit elétrico, que é alimentado por uma bateria de 58 kWh — com tecnologia derivada da família ID e capacidade de recarga rápida de até 100 kW.

Visualmente, o e-Bulli preserva a identidade da Samba, mas com refinamentos modernos. A carroceria exibe uma pintura bicolor em laranja metálico e areia fosco, enquanto os faróis redondos agora abrigam projetores de LED diurnos. No interior, o contraste entre épocas é ainda mais evidente: a alavanca de câmbio foi substituída por um seletor no console central.

O acabamento busca um ar de sofisticação naval, com assoalho em madeira real estilo parquet e bancos em couro bicolor. Contudo, para não ferir totalmente a nostalgia, a Volkswagen manteve o volante original: fino, grande e em posição quase horizontal, marca registrada da dirigibilidade da Kombi.

https://autopapo.com.br/curta/adeus-motor-a-ar-volkswagen-cria-kombi-classica-com-motor-eletrico-e-dobro-de-potencia/

Evite prejuízo: saiba identificar a hora exata de trocar as velas de ignição do seu carro

Responsáveis pela centelha que inflama a mistura ar-combustível, as velas de ignição são termômetros precisos da saúde do motor. Quando desgastadas, elas emitem sinais claros que, se ignorados, evoluem de simples incômodos para prejuízos mecânicos graves. O primeiro alerta geralmente surge na partida: se o motor gira excessivamente antes de pegar, especialmente em dias frios, é provável que as velas já não consigam gerar a faísca necessária para a combustão inicial.

A degradação da peça não afeta apenas o arranque. O desgaste progressivo dos eletrodos ou o acúmulo de carbono comprometem toda a eficiência energética do veículo.

Marcha lenta irregular e o bolso do motorista

Em movimento, os sintomas se tornam mais evidentes. O motorista pode notar uma marcha lenta instável (o carro treme quando parado no sinal) e hesitação em retomadas de velocidade. Como a queima do combustível se torna ineficiente, o consumo dispara: o motor precisa injetar mais gasolina ou etanol para compensar as falhas de ignição (misfiring), reduzindo drasticamente a autonomia.

O perigo para o catalisador

O problema mais crítico, contudo, é o efeito dominó. Quando a vela falha, o combustível não queimado passa direto para o sistema de escape. Isso pode superaquecer e destruir o catalisador — uma das peças mais caras do veículo. O painel costuma avisar: uma luz de injeção eletrônica piscando é, frequentemente, o código para falhas de ignição em curso.

Visualmente, velas condenadas apresentam eletrodos arredondados pela erosão, isoladores de cerâmica rachados ou excesso de resíduos pretos. A recomendação é clara: seguir o plano de manutenção do manual do proprietário e substituir o jogo completo ao primeiro sinal de fadiga. A economia na peça barata quase sempre resulta em uma conta alta na oficina.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/evite-prejuizo-saiba-identificar-a-hora-exata-de-trocar-as-velas-de-ignicao-do-seu-carro/

Entenda como o limpador de para-brisa pode te render uma multa

A Resolução 14/1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) possui uma lista dos equipamentos que são obrigatórios para rodar com um carro em vias públicas. Dentre esses equipamentos essenciais está o limpador e o lavador de para-brisa.

Essa resolução é usada como referência para o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Rodar sem os equipamentos descritos é considerado como infração grave, rendendo multa de R$ 195,23, 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo para regularização.

Isso mesmo que você leu, rodar sem o limpador de para-brisa rende multa e o carro é retido. O mesmo vale para o reservatório do lavador vazio, popularmente conhecido como esguicho.

O artigo 230 do CTB também coloca como infração rodar com o limpador desligado em dias de chuva. Isso também é infração grave, com a mesma penalidade de rodar sem o equipamento.

É importante lembrar que durante a chuva só é preciso estar com o limpador dianteiro para não ser multado. O traseiro, quando equipado, deve ser acionado quando for necessário, como na hora de dar ré ou quando a visão pelo retrovisor fica obstruída.

Como ver se o limpador de para-brisa está em condições de uso

O motorista pode aferir o estado das palhetas do limpador de para-brisa na garagem. Com uma inspeção visual é possível identificar se a borracha está ressecada ou deteriorada.

Se sua região estiver sem chover há muito tempo molhe bastante o vidro e ligue o limpador para testar. Ele deve tirar a água dos vidros e funcionar sem trepidação.

O ideal é trocar as palhetas do limpador anualmente. Elas são baratas e podem ser encontradas nos postos de gasolina. Mesmo sem uso elas podem deteriorar, principalmente em regiões com maior incidência solar.

O que usar no esguicho do limpador de para-brisa

O reservatório do limpador de para-brisa pode ser abastecido apenas com água, já cumprindo sua função dessa maneira. Mas o motorista pode misturar ao reservatório um sabão próprio para isso, que ajuda a tirar sujeiras mais pesadas e hidrata a borracha das palhetas.

Produtos como limpa vidros caseiro, detergente e álcool devem ser evitados. Eles podem agredir a borracha e, no caso do álcool, é inflamável.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/multa-limpador-de-para-brisa/

 

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

  • Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Preços dos combustíveis nas refinarias
Em R$ o litro

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir do dia 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/petrobras-reduz-preco-da-gasolina-para-distribuidoras.ghtml