Fim da baliza? Detrans de quatro estados mudam regras da CNH e liberam uso de câmbio automático

O tradicional exame de baliza em área demarcada por estacas — considerado um dos momentos mais tensos para quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — deixou de ser obrigatório em São Paulo.

O Detran-SP, acompanhando o que também foi feito no Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, implementou mudanças significativas no processo de avaliação desde a última segunda-feira (26). As alterações atendem à resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e buscam modernizar o sistema.

A principal novidade é a substituição da manobra técnica entre cavaletes por uma situação real de trânsito. O objetivo, segundo o órgão, é focar na dinâmica de circulação e reduzir o “engessamento” do teste.

O que muda na prática

A extinção das estacas não significa que o candidato não precisará saber estacionar. A diferença é que, agora, o examinador solicitará que o motorista estacione o veículo em via pública, junto ao meio-fio, simulando o cotidiano das ruas. A avaliação priorizará o comportamento do condutor em conversões, a interação com pedestres e outros veículos, colocando a segurança viária acima da precisão de uma manobra isolada.

Permissão do câmbio automático

Outra mudança relevante é a democratização do câmbio automático: antes restrito a categorias específicas (como PcD), o uso de veículos sem pedal de embreagem foi liberado para todos os candidatos. A medida é uma resposta à atualização da frota nacional, onde a presença de carros automáticos cresce anualmente, tornando o domínio da embreagem manual uma competência menos universal do que era décadas atrás.

A simplificação, contudo, enfrenta resistência. A Associação dos Centros de Formação de Condutores de São Paulo (Acesp) vê a medida com cautela. Para a entidade, o fim da baliza tradicional pode comprometer a formação técnica, argumentando que a manobra entre estacas é fundamental para que o motorista desenvolva noção espacial e controle do carro em baixa velocidade.

Enquanto o Detran defende a desburocratização, as autoescolas alertam para o risco de colocar nas ruas condutores menos preparados para situações de espaço restrito.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/fim-da-baliza-detrans-de-quatro-estados-mudam-regras-da-cnh-e-liberam-uso-de-cambio-automatico/

5 hábitos que aumentam o consumo do carro

Muitos motoristas culpam o consumo alto do carro em todo tipo de fator, mas a causa pode estar em quem dirige. As médias de consumo apresentadas pelo carro são um reflexo direto de como ele é dirigido, de seu estado de manutenção e das condições onde roda.

Não adianta ter um carro que saiu bem nos testes padronizados de consumo e dirigi-lo de forma agressiva no trânsito. A falta de controle no pé direito vai acabar afetando no seu bolso.

Listamos a seguir cinco hábitos dos motoristas que podem fazer o consumo de combustível do carro aumentar. Se você comete algum desses, vale a pena se reeducar, o bolso e o carro agradecerão.

1. Falta de antecipação

Não podemos controlar o trânsito das cidades e sabemos como é estressante passar horas no anda-e-para. Mas é preciso manter a calma e manter a suavidade ao volante para gastar menos nessa situação.

Viu que o sinal à frente vai fechar? Solte o acelerador e vá reduzindo a velocidade aos poucos, pode até usar o freio motor se possível. O sinal abriu? Acelere com suavidade, não adianta pisar fundo sabendo que será preciso frear daqui alguns metros.

Também é importante antecipar a rota: se precisar sair à direita daqui uns metros, já fique na faixa adequada. Quem deixa para mudar de faixa ou pega uma saída de última pode precisar acelerar para pegar uma brecha. Além de gastar mais, é perigoso e pode causar um acidente.

2. Trocar as marchas na hora errada

Essa dica é mais voltada para quem tem carro com câmbio manual. Para ter mais economia é preciso trocar as marchas nas rotações de maior eficiência, adiar ou atrasar causam problemas diferentes.

Trocar marcha muito cedo e forçar o motor em baixas rotações pode parecer que está economizando, mas ocorre o contrário. O carro irá injetar mais combustível para conseguir girar mais ou irá exigir uma redução para conseguir seguir o ritmo.

Já atrasar as trocas significa trabalhar em rotações elevadas, o que também consome mais. Nesse caso é preciso ter prática para acertar a hora de trocar as marchas sem deixar o carro perder o folego.

3. Usar a ‘banguela’

Antigamente, quando os carros usavam carburador, era mais econômico deixar o câmbio no ponto morto para ganhar velocidade em descidas. Hoje, com a injeção eletrônica, a situação é diferente.

Quando você desce desengatado, popularmente conhecido como “banguela”, o carro segue injetando combustível para manter a marcha lenta. Se ele estiver engatado o computador da injeção não irá fornecer combustível, pois o movimento das rodas que está mantendo o motor girando.

Ou seja, com o carro engatado você irá gastar menos combustível. Além de economizar, você terá também o freio motor, poupando os freios de serviço em descidas longas e evitando o fading.

4. Não calibrar os pneus

Passe no posto mais próximo de casa para calibrar os pneus a cada 15 dias. Parece uma chatice, mas rodar sempre na pressão recomendada pelo fabricante vai ajudar a gastar menos com combustível.

Se puder, compre um calibrador para fazer isso em casa, ajuda a economizar um dinheiro se os postos da sua cidade cobrarem pelo ar. O ideal é fazer esse serviço sempre com os pneus frios.

Rodar com pressão baixa nos pneus aumenta o arrasto, exigindo mais força para mover o carro e, consequentemente, aumentando o consumo. Isso também torna o desgaste irregular, abreviando a vida útil do pneu.

5. Atrasar as manutenções

Troca de óleo, dos filtros, ajuste de válvulas, troca de velas e outros serviços venceram? Não enrole e faça dentro do prazo, senão os prejuízos só vão aumentar.

Vamos pegar o filtro de ar como exemplo. Quando ele está saturado o fluxo de ar que vai para o motor é prejudicado e aumenta o consumo. E a peça custa menos de R$ 70.

Rodar com óleo velho pode aumentar o desgaste das peças internas. Velas ruins fazem uma queima incompleta do combustível. Insistir em rodar dessa forma pode resultar em quebras.

Para gastar menos é preciso que o carro esteja com o motor em dia. Não vai apenas economizar combustível como também economizar idas à oficina fora das revisões preventivas.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/habitos-aumentam-consumo-carro/

Brasil pode adotar prisão para quem dirigir carros ou motos barulhentos

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende endurecer significativamente o combate à poluição sonora causada por veículos no Brasil. O texto propõe transformar em contravenção penal a reincidência de motoristas flagrados com modificações que aumentem o ruído, como o uso de escapamento aberto ou silenciadores adulterados.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata o excesso de ruído apenas como infração administrativa, punível com multa e retenção do veículo para regularização. A nova proposta (PL 4573/25), de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), busca elevar a gravidade da conduta para quem insiste no erro.

Prisão simples e multa dobrada

Pelo texto apresentado, o condutor que for autuado pela mesma infração dentro de um período de 12 meses estará sujeito a pena de prisão simples (que pode ser cumprida em regime semiaberto ou aberto) ou multa de R$ 1 mil. Caso haja uma nova reincidência, o valor da multa será dobrado.

Na justificativa da matéria, Kataguiri argumenta que as sanções atuais são insuficientes para coibir o desrespeito às normas ambientais e de sossego público nas cidades. “A reincidência demonstra elevado grau de desrespeito às normas e impõe ao Estado a necessidade de resposta mais firme”, afirmou o parlamentar.

Tramitação

O projeto deixa explícito que qualquer instalação, remoção ou alteração de equipamento com o objetivo de ampliar o ruído original do veículo será enquadrada na nova regra. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, seguirá para o Senado.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/brasil-pode-adotar-prisao-para-quem-dirigir-carros-ou-motos-barulhentos/

Você dirige de ressaca? O risco de acidente pode ser igual ao de quem bebeu

Uma reportagem recente veiculada pelo programa Today trouxe à tona um debate de segurança viária frequentemente negligenciado: o risco de assumir o volante sob efeito de ressaca. A premissa, corroborada por especialistas, é que a ausência de álcool no sangue no dia seguinte à farra não garante que as capacidades psicomotoras do motorista estejam restabelecidas.

Para materializar os efeitos físicos dessa condição, a reportagem submeteu a jornalista Vicky Nguyen a um teste prático de direção utilizando um “traje de ressaca”. O equipamento, desenvolvido pelo Instituto Meyer-Hentschel em parceria com a Ford, pesa cerca de 17 quilos e é projetado para sabotar os sentidos do usuário.

Colete, pesos nos pulsos e tornozelos, além de óculos com luzes especiais e fones de ouvido, simulam sintomas como fadiga extrema, tontura, dor de cabeça latejante e hipersensibilidade sensorial. O resultado prático foi uma condução errática, com tempo de reação drasticamente reduzido.

O experimento visual reflete dados acadêmicos sólidos: um estudo conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, monitorou 48 voluntários e constatou que motoristas de ressaca apresentavam um aumento significativo na oscilação entre faixas e variações perigosas de velocidade. A conclusão dos pesquisadores é alarmante: o desempenho desses condutores — mesmo sóbrios no teste do bafômetro — foi comparável ao de pessoas com concentração de álcool no sangue entre 0,05% e 0,08% (o limite legal em muitos países é 0,05% ou tolerância zero, como no Brasil).

O quadro se agrava pela privação do sono, um efeito colateral comum após a ingestão de bebidas alcoólicas, que prejudica ainda mais a atenção. Especialistas em trânsito alertam que a ressaca deve ser tratada com planejamento, derrubando mitos populares: café forte, banho gelado ou energéticos não aceleram o metabolismo do álcool nem restauram as funções cognitivas.

Dados do Departamento de Transportes do Reino Unido reforçam a gravidade do tema, apontando que o consumo residual de álcool está associado a centenas de acidentes anuais. A orientação é técnica e direta: diante de sintomas como visão turva, cansaço excessivo ou dores de cabeça, a única medida segura é não dirigir. O corpo humano requer tempo para a recuperação total, e a sensação de sobriedade nem sempre corresponde à aptidão neurológica para enfrentar o trânsito.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/voce-dirige-de-ressaca-o-risco-de-acidente-pode-ser-igual-ao-de-quem-bebeu/

Multa de trânsito: 5 ‘lembrancinhas’ inesperadas da viagem de férias

Com a chegada de novo ano, vêm também as férias escolares, época em que a maioria dos brasileiros viaja com a família, sendo que muitas vezes resolvem tirar o carro da garagem e colocá-lo na estrada até o seu destino. E o que todos esperam é voltar para casa com boas memórias ou até algum souvenir do local da viagem, mas na verdade muitos acabam retornando com multas de trânsito para pagar.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas e medidas administrativas. E muitas dessas ações são tão comuns que passam despercebidas, mas ainda assim são passíveis de punição. E na estrada uma desatenção boba ou uma simples falta de conhecimento pode custar caro.

Confira a seguir cinco infrações inesperadas que podem te causar um prejuízo de até R$ 1.467,35.

1. Andar devagar na faixa da esquerda

Muita gente acha que ‘liberar’ a faixa da esquerda é papo de gente apressada no trânsito, mas na verdade é algo previsto pela legislação:

“Art. 185 – Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:
I – na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de emergência;
II – nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte”

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

A norma vale tanto para veículos que estão andando abaixo do máximo permitido, sem haver nenhum tráfego ou limitação, quanto para veículos pesados como caminhões e ônibus. Essa atitude é ainda mais imprescindível na estrada, onde veículos trafegam em uma velocidade mais alta.

2. Dirigir com o braço para fora do carro

É normal que ao dirigir os motoristas desenvolvam cacoetes e hábitos, mas é preciso ter cuidado, pois você pode estar ferindo o Código de Trânsito com algum deles. Conduzir com o braço para fora da janela, seja do carro, ônibus, caminhão, van ou qualquer outro veículo, é uma infração de trânsito:

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
I – com o braço do lado de fora.

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

Isso porque tomar uma decisão que pode evitar um acidente leva menos que um segundo e ter as duas mãos segurando o volante aumenta consideravelmente as chances da sua reação ser bem sucedida.

3. Transportar pessoas, animais ou coisas no colo

Outro costume que vários motoristas têm é levar crianças, pets e objetos no colo ou à sua esquerda (no espaço entre o condutor e a porta) enquanto dirigem. Mas essa também é uma conduta infratora, que inclusive pode representar um perigo na direção, já que o condutor não terá o mesmo tempo de reação se tiver outras coisas atrapalhando sua mobilidade ou até mesmo causando distrações.

No caso de quem leva crianças e pets no colo, o caso é ainda mais grave, pois em casos de acidentes, você estará colocando esses seres em grande risco.

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
II – transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

4. Ultrapassar onde a linha é contínua

A ultrapassagem consiste em utilizar a faixa com o sentido oposto para tomar a frente de outro veículo. Isso é bastante comum nas estradas e permitido, desde que a manobra seja feita com segurança, boa visibilidade e a sinalização permita sua realização.

Mas, o que muitos motoristas não sabem ou não percebem é a sinalização que proíbe uma ultrapassagem:

“Art. 203 – Ultrapassar pela contramão outro veículo: V – onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela”

Infração – gravíssima (7 pontos);
Penalidade – multa (5x – R$ 1.467,35).

Em outras palavras, ultrapassar pela contramão quando a linha/faixa que divide a pista for contínua (uma linha reta sem nenhuma interrupção ou tracejado) é proibido.

5. Não sinalizar o carro parado na estrada

Quando seu carro estraga no meio da estrada ou acontece um acidente de trânsito, muitos motoristas ficam tão preocupados em resolver o problema, socorrer alguém ou até em lidar com o prejuízo que acabam esquecendo de colocar o triângulo ou outra forma de sinalização na pista. E, de acordo com o CTB, deixar de fazer isso é um grande problema:

De acordo com o artigo 46: “sempre que for necessária a imobilização temporária de um veículo no leito viário, em situação de emergência, deverá ser providenciada a imediata sinalização de advertência”

Sendo assim, o CTB também prevê a punição para quem não estiver com o automóvel imobilizado, mas não sinalizá-lo:

“Art. 225 – Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas ou omitir-se quanto a providências necessárias para tornar visível o local, quando:
I – tiver de remover o veículo da pista de rolamento ou permanecer no acostamento;

II – a carga for derramada sobre a via e não puder ser retirada imediatamente”

Infração – grave (5 pontos);
Penalidade – multa (R$ 195,23).

FONTE:https://autopapo.com.br/noticia/viagem-de-ferias-multas-de-transito/

Nova lei de trânsito: Câmara aprova vistoria anual para carros acima de 5 anos? Entenda

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, no último mês de dezembro, um projeto de lei que institui a vistoria veicular periódica obrigatória para automóveis com mais de cinco anos de fabricação. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda deverá passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça antes de ser encaminhada ao Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo do relator Cezinha de Madureira (PSD-SP) ao Projeto de Lei 3507/25, de autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP). Pela regra estabelecida, caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) definir os intervalos de tempo para a realização das inspeções nos carros que se enquadrem na faixa de idade estipulada.

Atualmente, a vistoria veicular é exigida no Brasil apenas em situações pontuais, como no momento da venda e transferência de propriedade. O novo projeto busca integrar a verificação de itens de segurança ao controle de emissão de poluentes e ruídos — fiscalização que hoje ocorre de forma esporádica e descentralizada, geralmente em blitzes de trânsito.

Além do critério cronológico, a obrigatoriedade da inspeção será estendida a casos específicos, como a recuperação de veículos roubados e situações de suspeita de clonagem. Segundo o relator, o corte de cinco anos tem como objetivo evitar custos adicionais para proprietários de carros novos e seminovos.

“A medida respeita os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e compatibiliza essa exigência com a realidade econômica e operacional da frota brasileira”, afirmou Madureira em seu parecer.

O descumprimento da nova regra será classificado como infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro. O condutor que for flagrado circulando sem a vistoria em dia ou com laudo de reprovação estará sujeito a multa de R$ 195,23, anotação de cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e retenção do veículo para regularização.

Caso seja aprovado na CCJ e não haja recurso para votação no plenário da Câmara, o projeto seguirá diretamente para análise dos senadores.

https://autopapo.com.br/curta/nova-lei-de-transito-camara-aprova-vistoria-anual-para-carros-acima-de-5-anos-entenda/

CNH brasileira agora é válida em Portugal (e vice-versa)

Já entrou em vigor o acordo de reciprocidade entre Brasil e Portugal que permite aos motoristas brasileiros utilizarem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir em solo português. A medida, que dispensa a necessidade de troca do documento pelo equivalente local, beneficia tanto turistas quanto residentes, alterando a dinâmica de mobilidade para imigrantes na Europa.

O decreto estabelece que a CNH brasileira é válida em Portugal até a data de seu vencimento original. No entanto, o benefício não é irrestrito: a regra aplica-se exclusivamente às categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

Limites de idade e emissão

Para garantir a segurança viária, as autoridades de trânsito de ambos os países estabeleceram “filtros” técnicos. A facilidade é válida apenas para condutores com até 60 anos de idade. Além disso, o documento apresentado — seja em formato físico ou na versão digital, que possui o mesmo valor legal — deve ter sido emitido ou renovado há menos de 15 anos.

Pelo princípio da reciprocidade diplomática, as mesmas regras passam a valer para cidadãos portugueses que dirigem no Brasil, fortalecendo a integração no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Fim da fila para imigrantes

O impacto prático da medida é imediato, sobretudo para a comunidade brasileira residente em Portugal. Até então, após fixar residência, o motorista tinha um prazo curto para solicitar a troca da habilitação, enfrentando burocracia e custos elevados. Com a mudança, elimina-se a espera por agendamentos nos órgãos de trânsito portugueses.

Para o setor de turismo, a expectativa é de aquecimento no mercado de aluguel de veículos, uma vez que a barreira administrativa para a condução foi removida. A nova legislação consolida Portugal como um dos destinos com maior facilidade de adaptação para brasileiros no exterior.

Fonte: https://autopapo.com.br/curta/cnh-brasileira-agora-e-valida-em-portugal-e-vice-versa/

Saiba o que fazer com o carro em caso de chuva forte, alagamento ou enchente

O verão chegou e com ele vieram também grandes volumes de chuva que afetaram várias partes do país com alagamentos e enchentes. Isso acendeu um alerta para vários motoristas, já que a combinação de carro e chuva forte pode ser muito perigosa, resultando em veículos arrastados e submersos ou até mesmo em fatalidades.

Por isso, é preciso saber agir da forma correta em cada situação e quais os principais cuidados com o automóvel em caso de grande volume de chuvas. Nesta matéria, você confere o que fazer em cada cenário e cinco dicas essenciais para enfrentar essas situações de risco mantendo a sua segurança e, se possível, evitando prejuízos materiais.

Antes de sair de casa, se planeje, programe o roteiro

Em períodos de chuva é preciso ficar atento ao volante e programar sua rota antes de sair de casa ou do trabalho. Com chuva, o trânsito fica congestionado devido à pior condição de direção, logo, o risco de ficar preso no engarrafamento e ser pego por uma inundação é enorme.

Como dirigir corretamente na chuva forte

Quando estiver dirigindo em uma tempestade, tome os seguintes cuidados:

  • Reduza a velocidade e aumente a distância do veículo à frente para evitar aquaplanagem e possíveis colisões, já que nesses casos a distância de frenagem (necessária para fazer o carro parar) aumenta.
  • Mantenha os faróis acesos, mesmo durante o dia.
  • Nunca atravesse áreas alagadas sem saber a profundidade da água, pois além de representar risco à segurança, pode causar sérios danos ao motor e ao sistema elétrico do carro.
  • Se a água começar a subir rapidamente, procure parar em um local seguro e mais alto, como calçadas, postos de combustível e meios de cruzamentos costumam ser os ideais.

Fui pego pela enchente e agora?

Se você for surpreendido por um trecho alagado, em uma rua ou avenida, o primeiro passo é observar. Fique atento ao nível da água e aos demais carros que tentaram atravessar ou que estejam parados no alagamento.

Se a profundidade passar da metade da roda do seu veículo, nem tente passar. Opte por ficar nas partes mais altas da via e espere a inundação diminuir.

Além disso, também não arrisque se o volume de água estiver como um rio corrente, pois carro pode ser arrastado. Redobre a atenção em locais que você não esteja habituado a passar, com canais ou valas, já que o veículo pode ser “sugado” para um rio que esteja “escondido” pelas águas.

Mas, caso o nível esteja abaixo da metade da roda, é possível passar pelo trecho. Certifique-se de seguir estas cinco dicas:

1. Observe o caminho que você vai tomar na inundação
Não se importe se tem gente buzinando atrás, antes de encarar o trecho alagado, preste atenção onde é a parte mais alta da via, que geralmente é o centro da rua e o caminho que você deve escolher. Mais uma vez vale dar aquela checada no nível da água nas rodas dos carros que tentaram atravessar para evitar os trechos mais ‘fundos’.

2. Marcha forte e velocidade reduzida para cruzar o alagamento
Mantenha a marcha forte e vá devagar: engate a primeira ou segunda marchas, pois o giro estará elevado e o motor irá entregar mais torque, o que garantirá tração nas rodas.

3. Aceleração contínua é fundamental em uma inundação
Continue acelerando de forma constante, isso é fundamental pois evita que o motor apague e entre água pelo escapamento. Mantenha o pé no acelerador, de preferência com o ponteiro do conta-giros entre 2.800 e 3.000 rpm. Em carros automáticos, use marcha reduzida “L” ou segure a mais baixa possível nas mudanças sequenciais.

4. Não mude de marcha ou direção no meio da enchente
Evite mudar de marchas durante a travessia e nada de virar o volante sem necessidade. Não é aconselhável, ainda, executar acelerações ou frenagens bruscas, isso pode criar marolas na parte alagada e esta “onda” pode atingir outros veículos ou bater em um muro, voltar e pegar o seu carro.

5. Cuidado na fila
Seguir outro carro que está cortando caminho à frente pode fazer com que você encare o trecho alagado com um menor nível de água. Porém, isso também pode apresentar riscos, pois se ele parar no meio do alagamento, você terá de frear. Com isso, toda aquela água que ele abriu pode virar aquela ‘onda’ mencionada anteriormente e atingir o seu automóvel.

Superei a enchente, agora quais são os cuidados?

Mesmo que seu veículo tenha passado aparentemente ileso pelo alagamento, leve-o para uma revisão, pois sistemas como freios, suspensão, transmissão, componentes elétricos e filtros podem ter sido afetados. Sons incomuns, dificuldade ao dar partida, perda de potência, luzes de alerta no painel e odor de umidade no interior podem indicar danos consequentes da chuva e exigem avaliação imediata.

Na hora da revisão, é recomendável:

  • Trocar os óleos do motor e da transmissão;
  • Checar o filtro de ar, pastilhas e discos de freios;
  • Averiguar se os faróis não foram comprometidos;
  • Fazer uma limpeza na parte externa do radiador;
  • Pneus e rodas devem ser inspecionados para identificar danos causados por buracos ocultos pela água.
  • Se a água chegou a entrar dentro da cabine, o ideal é retirar bancos, tapetes, carpete e todas as forrações, lavar tudo muito bem e deixar secar naturalmente.
  • Certifique-se que o assoalho está limpo e seco, pois o acúmulo de sujeira e água pode causar corrosão de várias partes.
  • Verifique se é necessário fazer o procedimento também no porta-malas.

Confira se a sua proteção veicular cobre danos por alagamentos e enchentes
Boa parte das proteções veiculares têm coberturas para os chamados acidentes naturais, como alagamentos, enchentes e quedas de árvores. Isso pode te salvar de um prejuízo, caso você tenha algum tipo de dano no veículo.

Porém, existem cláusulas que invalidam o sinistro caso fique comprovado que o motorista tenha assumido o risco e encarado a enchente de forma inconsequente.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/o-que-fazer-carro-chuva-forte-alagamento-enchente/#goog_rewarded

 

Sulco mínimo do pneu é fundamental para rodar com segurança

Pneus tem sempre que estar com um sulco mínimo de 1,6 milímetros. Não sei se vocês já repararam, mas até na Fórmula 1, muitas vezes começa a chover e o pessoal corre para trocar os pneus lisos no box por outros com sulcos, que evitam a água entre o pneu e o asfalto.

Os pneus do seu automóvel também devem ter um sulco mínimo de 1,6 milímetro. E esse sulco mínimo é definido por uns tijolinhos de borracha que ficam no fundo do sulco, quando o pneu vai gastando até atingir.

Esse tijolinho de borracha é sinal de que já chegou no mínimo. Essa borrachinha é o TWI, iniciais em inglês para Indicador do Desgaste do Sulco.

fonte: https://autopapo.com.br/blog-do-boris/sulco-minimo-pneu/

IPVA 2026: como consultar, quando pagar e descontos

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo anual de competência dos estados e do Distrito Federal. Neste final de ano, as unidades federativas já estão divulgando instruções a respeito tributo para o próximo ano. As principais informações sobre o IPVA 2026 incluem:

  • calendário de pagamento;
  • valores das alíquotas;
  • descontos;
  • condições de pagamento;
  • condições de isenções.

Como calcular o IPVA

Em primeiro lugar, é importante saber de onde vem o valor do imposto e como calculá-lo. A base da conta do IPVA considera o valor venal do veículo e a alíquota estadual do tributo.

A fórmula para saber quanto ele custa é: valor venal do veículo x alíquota cobrada em cada estado = IPVA

De forma resumida, o valor venal é o valor de mercado do seu veículo que, normalmente, é baseado na cotação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a famosa Tabela Fipe. Já a alíquota é definida por cada estado de acordo com o tipo de veículo.

Exemplo: considere o tributo de alguém que reside em São Paulo, onde a alíquota atual é de 4% para carros de passeio. Suponha que esse motorista acabou de comprar um veículo cujo valor venal é de R$ 50.000,00. Para calcular o IPVA, ele deve fazer a seguinte conta:

50.000 X 4% = IPVA -> 50.000 X 0,04 = R$ 2.000

Isenção de IPVA 2026

Antes de tratar das condições e datas de cada localidade, vale a pena conhecer as regras de isenção do IPVA, já que muitas são válidas para boa parte dos estados e te fazem econcomizar uma quantia significativa.

O tempo de fabricação é levado em conta e graças à nova emenda constitucional aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, veículos com mais de 20 anos não pagam o imposto. A depender do estado a regra pode ser ainda mais flexível com limite mínimo de 10 ou 15 anos.

Já outra critério de isenção utilizado por cerca de 17 estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, entre outros, são os veículos elétricos ou híbridos. Além disso, de forma geral, estão isentos do IPVA:

  • Automóveis de empresas concessionárias de serviço público de transporte coletivo,
  • Veículos terrestres com motor de potência inferior a 50 cm³;
  • Embarcações com potência inferior a 25 cv;
  • Máquinas agrícolas;
  • Táxis de propriedade de motoristas profissionais autônomos;
  • Carros registrados em nome de pessoas com deficiência (PcDs);
  • Veículos pertencentes à embaixadas e diplomatas.

IPVA Santa Catarina (SC) 2026

O Governo de Santa Catarina publicou as informações referentes ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o exercício de 2026. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-SC), as alíquotas permanecem as mesmas, por isso o IPVA SC continua sendo um dos mais baratos do país.

Os contribuintes poderão quitar o tributo de três formas:

  • Cota única: o imposto deve ser quitado até o final de cada mês, de acordo com o final de cada placa;
  • Parcelamento em três vezes sem juros: o pagamento da 1ª cota deve ocorrer até o dia 10 do mês indicado, de acordo com o final de cada placa;
  • Parcelamento em até 12 vezes pelo cartão de crédito.

Valores do IPVA SC As taxas do IPVA em Santa Catarina se mantêm as mesmas desde 2024. Apesar de não oferecer nenhum tipo de desconto para antecipação ou programa específico, o estado possui as segundas menores alíquotas de todo o país. São elas:

2% para carros e utilitários nacionais ou importados;
1% para motocicletas, veículos de carga, transporte de passageiros e locadoras.

O IPVA catarinense segue atrás apenas do Paraná, que reduziu a alíquota para 1,9% e assumiu a liderança nacional.

Como pagar o imposto

O contribuinte poderá pagar o IPVA SC em cota única ou parcelado, por meio de um agente arrecadador ou lotérica apresentando o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) emitido no site do Detran.

Desde agosto, também é possível pagar via PIX, utilizando o QR Code disponível no boleto. Há ainda a possibilidade de quitar o imposto por meio de cartão de crédito ou débito desde que o pagamento ocorra através de uma empresa credenciada.

Isenção do IPVA SC 2025 A partir de 2026, veículos com 20 anos ou mais de fabricação estarão isentos do imposto, conforme determinação da Emenda Constitucional 137/2025. A regra não vale para ônibus, micro-ônibus e caminhões.

Com a mudança, cerca de 950 mil veículos deixarão de pagar IPVA, o que deve reduzir a arrecadação em aproximadamente R$ 180 milhões no próximo ano. Até 2025, a isenção era concedida apenas para veículos com 30 anos ou mais.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/ipva-2026-consultar-calendario-desconto/