Verão: especialistas ensinam como cuidar do carro no calor brasileiro

A combinação de radiação solar intensa, chuvas repentinas e variações bruscas de temperatura transforma o verão na estação mais agressiva para a lataria dos veículos. Especialistas em tintas e revestimentos alertam que a negligência neste período pode acelerar a degradação do verniz, resultando em manchas irreversíveis e perda de valor de revenda.

O erro mais frequente cometido pelos motoristas, segundo Ricardo Vettorazzi, gerente técnico da PPG, é a lavagem do automóvel com a carroceria aquecida. O contato da água fria e do sabão com o metal quente provoca um choque térmico que acelera a secagem dos produtos químicos antes do enxágue, fixando manchas na pintura. A regra de ouro é aguardar o resfriamento total da superfície à sombra antes de iniciar a limpeza.

A escolha da vaga de estacionamento também exige estratégia.

Embora a sombra seja desejável para proteger o interior e a pintura dos raios UV, parar sob árvores traz riscos biológicos. A queda de seiva vegetal e, principalmente, de fezes de pássaros atua como ácido corrosivo sobre o verniz. Nesses casos, a remoção deve ser imediata e cuidadosa, utilizando apenas água e um pano úmido, sem raspar, para evitar microrriscos na área afetada.

Outro ponto de atenção é o excesso de zelo estético

O polimento, muitas vezes visto como solução para dar brilho, é um processo abrasivo que retira uma fina camada de verniz ou esmalte a cada aplicação. Se realizado com frequência exagerada, o procedimento reduz a espessura da proteção original, deixando a chapa vulnerável à oxidação.

Para veículos que já apresentam sinais de desgaste, como opacidade ou marcas de chuva ácida, a recomendação é buscar serviços de cristalização ou vitrificação com profissionais qualificados. O uso de produtos de repintura à base de água e com alto teor de sólidos tem se mostrado mais eficaz para suportar as dilatações térmicas típicas do verão brasileiro.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/verao-especialistas-ensinam-como-cuidar-do-carro-no-calor-brasileiro/

Como proteger a pintura de um carro novo

Comprar um carro zero km significa que tudo estará novo e perfeito, incluindo a pintura, certo? Não é bem assim. O carro já sofre ações do tempo desde que sai da fábrica até ser entregue ao consumidor. Por isso, pode ser preciso tomar alguns cuidados com seu carro novo.

Por ser problemas estéticos, realizar uma correção da pintura em um veículo zero km não afeta a garantia. É até melhor fazer isso em um especialista logo nos primeiros dias, para ter o carro bonito por mais tempo.

O que causa problemas na pintura em carros novos

O carro sai da fábrica com a pintura perfeita. Porém minutos depois já está correndo riscos: ele fica em um pátio exposto ao tempo. Pode receber chuva ácida, fica empoeirado e pode até ser atingido por fezes de pássaros.

Alguns fabricantes possuem pátios cobertos. A Fiat, por exemplo, já foi atingida por uma chuva de granizo que estragou vários carros novos e cobriu seu pátio após isso.

O seu carro novo sai do pátio rumo a concessionária em um caminhão, igualmente exposto. Aí podem ocorrer outros problemas, como ser atingido por pedriscos ou galhos no caminho. Também há o risco do transportador bater o carro enquanto sobe na carreta ou atingi-lo com algum equipamento.

Nas concessionárias o carro fica em um pátio da mesma forma, podendo ser exposto. Nos importados existe o agravante do transporte dentro dos portos e a maresia, mas eles costumam ter algumas proteções adicionais.

O que olhar na pintura de um carro novo

As concessionárias lavam o carro para a entrega, algumas até dão um polimento. Em muitos casos esses serviços é feito dentro da loja sem o cuidado de uma estética automotiva e pode deixar manchas na pintura.

Tudo isso pode ser corrigido posteriormente por um profissional. Quando for buscar, analise bem a pintura sob a luz do sol para checar a uniformidade da cor.

Quando o carro é avariado no transporte, é comum realizar uma repintura no local atingido. A correção disso é mais difícil ou até impossível sem um banho de tinta. Se a repintura for mal feita o consumidor pode exigir a troca do carro, pois isso desvaloriza o bem.

O que fazer em seu carro novo

Se existir micro riscos e outras pequenas falhas na pintura de seu carro zero km, leve ele para um polimento. Esse serviço é próprio para corrigir defeitos na pintura.

Cada marca possui um tipo de verniz, por isso o processo do polimento sempre varia. Com isso feito a superfície ficará uniforme e sem os riscos.

Como proteger a longo prazo

Para complementar, o proprietário pode pedir uma vitrificação. Esse é o nome de um processo que protege a pintura contra riscos, fezes, agentes químicos e outros elementos que atacam a pintura.

O vitrificador é um produto aplicado na pintura, assim como a cera. Seu diferencial é ter duração maior, que pode ir de um a cinco anos. O valor é mais alto que encerar, mas é compensado pela durabilidade.

Outra vantagem é que elimina a necessidade de realizar polimentos ou enceramentos enquanto durar a vitrificação. Será preciso apenas lavar o carro quando preciso. O enceramento, por exemplo, protege apenas do sol e da água e dura menos tempo.

Com esses cuidados o seu carro zero km vai continuar com cara de novo por mais tempo. E poderá ficar até mais bonito que os expostos na concessionária.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/proteger-pintura-carro-novo/

Entenda as novas regras da CNH em 7 pontos, de aulas gratuitas a renovação automática para ‘bons condutores’

Novas regras vão permitir cursos gratuitos, autorizar atuação de instrutores autônomos e reduzir os custos para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O processo para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil sofreu mudanças estruturais aprovadas recentemente. Reunimos os principais pontos das novas medidas, que passam a valer em todo o país após sua publicação no Diário Oficial da União. Saiba mais abaixo.

1. Fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola
Um dos principais pontos das novas regras é o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para quem deseja obter a habilitação.

Agora, os cursos teórico e prático podem ser realizados fora das autoescolas, seja em instituições credenciadas ou com instrutores autônomos autorizados. Cabe ao instrutor registrar e validar a presença e participação do aluno em cada aula.

A mudança, no entanto, não extingue as autoescolas nem os cursos que elas já oferecem. Quem preferir poderá manter o modelo atual e realizar todo o curso teórico e prático diretamente em uma autoescola.

2. Aulas teóricas gratuitas e online
As aulas teóricas não precisam mais ser feitas presencialmente em Centros de Formação de Condutores; poderão ser realizadas gratuitamente e online pelo novo aplicativo “CNH do Brasil”, lançado nesta terça-feira (9). O app é vinculado ao governo federal e deverá ser acessado pela plataforma do gov.br.

Além disso, já não há exigência de 45 horas teóricas; o candidato estuda no ritmo próprio, sem limite mínimo de horas.

3. Redução das aulas práticas e possiblidade de usar carro próprio
As horas práticas obrigatórias caem de 20 para apenas 2 horas, nas quais o candidato pode escolher entre:

Aulas em autoescolas tradicionais;
Aulas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.
Outra mudança é a possibilidade de o candidato utilizar um carro próprio nas aulas práticas. Segundo o Ministério dos Transportes, o veículo precisa apenas atender aos requisitos do Código de Trânsito Brasileiro, como:

  • Ter equipamentos obrigatórios em dia
  • Manutenção adequada;
  • Documentação regular.

4. Instrutores autônomos regularizados
Profissionais independentes podem dar aulas, desde que cadastrados pelos Detrans, com requisitos de idade, experiência e formação pedagógica. O sistema registra suas atividades no app, garantindo transparência.

Todos os instrutores autorizados terão seus nomes disponíveis no site oficial do Ministério dos Transportes e também poderão ser consultados pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT)”. A lista incluirá:

  • Foto;
  • Dados de credenciamento;
  • Validade da autorização.

Mesmo vinculado a uma autoescola, o instrutor pode oferecer aulas de forma independente.

5. Processo sem limite de prazo e segunda tentativa gratuita
Acabou o prazo de um ano para concluir todo o processo de habilitação; o candidato pode progredir no seu tempo.

Quem reprovar na prova prática tem direito a uma segunda tentativa gratuita.

6. Renovação automática para “bons condutores”
A renovação poderá ser automática e gratuita para quem for considerado um “bom condutor”. Enquadram-se no critério: motoristas com zero pontos de infração no ano anterior terão renovação automática e gratuita da carteira.

Esse benefício elimina a necessidade de exames médicos e psicológicos, salvo exceções para determinados grupos.

Não terão direito à renovação automática:

  • Condutores com 70 anos ou mais;
  • Motoristas a partir de 50 anos, que receberão o benefício apenas uma vez;
  • Motoristas cuja validade da CNH foi reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.

7. O que permanece obrigatório
Segundo o Ministério dos Transportes, os candidatos ainda terão de comparecer presencialmente em algumas etapas obrigatórias:

  • Registro biométrico;
  • Exame médico;
  • Prova teórica;
  • Prova prática.

Objetivo da mudança e impacto esperado
O governo afirma que as mudanças podem reduzir em até 80% o custo para que o cidadão se habilite para dirigir – que hoje pode chegar a R$ 5 mil. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito, 20 milhões de pessoas estão dirigindo sem habilitação e 30 milhões têm idade para tirar a carteira, mas não têm dinheiro para pagar.

fonte:https://g1.globo.com/carros/

Governo aprova norma e CNH sem autoescola entrará em vigor; veja o que muda

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (1º), uma resolução que altera profundamente o modelo de formação de motoristas no Brasil. A principal mudança é o fim da exigência de frequentar autoescolas (Centros de Formação de Condutores) para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), permitindo que a preparação seja feita com instrutores independentes credenciados.

A medida visa reduzir os custos do processo em até 80% e democratizar o acesso à CNH, segundo o governo. A medida já vinha sendo estudada desde agosto, mas agora obterá a ratificação legal para entrar em vigor.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem habilitação e outros 30 milhões estão excluídos do sistema devido aos altos preços, que podem chegar a R$ 5.000.

O que muda?

Pelas novas regras, o curso teórico passará a ser oferecido gratuitamente em formato digital pelo Ministério dos Transportes. Para a parte prática, o candidato poderá optar por aulas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans, eliminando a exclusividade das autoescolas. A abertura do processo poderá ser realizada diretamente pelo site do ministério ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

A resolução, segundo o ministério, alinha o Brasil a modelos internacionais adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, focando a avaliação no desempenho do candidato nos exames, e não na obrigatoriedade de aulas em instituições específicas. As provas teórica e prática continuam obrigatórias e serão aplicadas pelos órgãos de trânsito estaduais para atestar a aptidão dos condutores.

Entidades ligadas às autoescolas criticam a proposta, apontando riscos à formação dos motoristas e à segurança viária. O governo, contudo, sustenta que o rigor nos exames garantirá a capacidade técnica dos novos habilitados.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/contran-aprova-norma-que-introduz-cnh-sem-autoescola-e-outras-mudancas/

Cuidados com o carro para dirigir na chuva com segurança

Está começando a época de chuva em algumas regiões do Brasil e isso exige cuidados com o carro após tantos meses de clima seco. O piso molhado fornece menos aderência e a precipitação afeta a visibilidade.

Alguns dos cuidados com o carro para a época de chuva são simples e baratos, podendo ser feitos até na garagem de casa. Veja quais são:

Pneus

Para rodar com segurança na chuva é preciso estar com pneus bons. O desgaste dentro do limite recomendado significa que os sulcos estão aptos a escoar a água e manter a borracha em contato com o solo.

Quando o desgaste está acentuado o pneu perde essa capacidade de “cortar” a água, criando o risco de aquaplanagem — situação onde as rodas giram sobre uma lâmina d’água e perdem o contato com o solo.

Para verificar o desgaste é preciso procurar na banda de rodagem a marcação do TWI, que é um ressalto dentro dos sulcos. Quando ele está mais destacado é sinal de que precisa trocar os pneus.

Não é apenas o desgaste que pode reduzir a aderência na chuva, um pneu ressecado também é menos eficiente. Mesmo com os sulcos dentro da medida ideal, a borracha envelhecida não consegue boa aderência mesmo em tempo seco, na chuva é ainda pior.

Na hora de comprar um pneu novo é possível ver na etiqueta do Inmetro sua aderência em pisos molhados. Quanto melhor a nota, mais segura será a condução na chuva.

Palhetas do limpador

Tão importante quanto o carro ter tração na chuva, é o motorista enxergar. Nessa condição a visibilidade é reduzida, se as palhetas do limpador estiverem ruins ela será quase nula.

Como a borracha se resseca naturalmente, o mais recomendado é trocar as palhetas uma vez ao ano. Quando estão ruins é possível notar no uso, com elas trepidando ou não limpando bem o vidro.

Na hora de trocar, dê preferência a marcas tradicionais, a diferença de preço para os modelos mais baratos é pequena para a segurança que a peça traz. A troca pode ser feita em casa, em um processo simples e que está explicado no manual do veículo.

Também lembre das palhetas do limpador traseiro nos carros que possuem esse equipamento.

Repelente nos vidros ajudam também Aplicar um repelente de água no para-brisa, vigia e nos retrovisores ajudará a ter mais visibilidade na chuva. Ele também facilita o trabalho do limpador, principalmente em tempestades.

Lâmpadas

tão importante quanto enxergar na chuva é ser visto. É obrigatório ligar o farol baixo (não vale apenas a luz de posição ou apenas a de neblina) nessas condições, não fazer isso é uma infração média com multa de R$ 130,16 e 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Rodar com o farol ligado facilita que o seu carro seja visto na chuva e pode evitar acidentes, não é apenas para evitar multas. Se for uma tempestade, com visibilidade limitada, é recomendável ligar a luz traseira de neblina.

Usar o farol alto ou rodar com o facho desregulado é jogar contra. A luz forte e apontada para a frente pode refletir na chuva e te ofuscar, por isso a recomendação de usar a luz baixa.

Sistema de ventilação

O vidro do carro embaça durante a chuva ou dias frios. Para resolver isso é preciso ligar o ar-condicionado na temperatura mais fria e direcionar o fluxo para o para-brisa.

Por esse motivo é importante ter o ar-condicionado em dia mesmo com o clima frio. A perda de eficiência nele pode ser resolvida com uma simples carga no gás, caso não exista uma falha grave no sistema.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/servico-carro-dirigir-chuva/

Freio chiando: por que acontece e como eliminar o ruído

O motorista reclama que ao pisar no freio vem um desagradável chiado, um ruído que incomoda muito.

Chegou com o carro reclamando isso para o mecânico, a solução vem imediatamente. Ele dá uma lixada nas pastilhas, porque segundo ele, é o contato entre a pastilha e o disco que provoca esse desagradável ruído.

Mas nem sempre. Muitas vezes esse ruído é provocado por um pistãozinho que empurra a pastilha contra o disco.

E para evitar isso algumas pastilhas já estão vindo com uma camada protetora exatamente no ponto em que recebe esse pistãozinho. Quando a pastilha não vem com essa proteção é só colocar uma flanelinha entre ela e o pistão.

fonte: https://autopapo.com.br/blog-do-boris/freio-chiando-por-que-acontece-e-como-eliminar-o-ruido/

 

Desconto da Petrobras é repassado e gasolina fica mais barata nos postos

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros recuou 0,47% na primeira quinzena de novembro, fixando-se em R$ 6,33. Este é o menor valor registrado para o combustível desde setembro, segundo apontamentos do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O etanol acompanhou o movimento de arrefecimento, com queda de 0,45% e média nacional de R$ 4,42.

O cenário indica um reflexo tardio do reajuste realizado nas refinarias no mês anterior. “A redução anunciada pela Petrobras em outubro começa a refletir no bolso do consumidor, embora o repasse ainda seja tímido. O movimento de queda também se observa, de forma mais sutil, no etanol”, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No recorte geográfico, todas as regiões brasileiras apresentaram retração no valor da gasolina. O Nordeste liderou a baixa percentual, com recuo de 0,93% (R$ 6,39). O Sudeste, contudo, mantém as bombas mais competitivas do país, com preço médio de R$ 6,19, enquanto o Norte figura com o combustível mais caro, custando R$ 6,82 por litro.

Entre as unidades federativas, a disparidade de preços é notável: a Bahia registrou a maior redução na gasolina (-2,33%), mas é na Paraíba onde se encontra o menor preço absoluto (R$ 6,08). Na outra ponta, Roraima ostenta a gasolina mais cara do Brasil (R$ 7,41), mesmo após leve recuo. O Rio Grande do Norte foi na contramão da tendência nacional, registrando a maior alta do período (+1,62%).

Já o mercado de etanol mostrou estabilidade na maioria das regiões, com exceção do Nordeste, onde o preço caiu 2,83%. São Paulo segue com o biocombustível mais barato (R$ 4,21), enquanto o Amazonas registra o maior valor (R$ 5,47).

Para o motorista que busca economia, a conta na ponta do lápis favorece o derivado da cana em 14 estados, incluindo todo o Centro-Oeste. Segundo Mascarenhas, além do fator preço, a escolha pelo etanol neste momento fortalece a mobilidade sustentável pela menor emissão de poluentes.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/desconto-da-petrobras-e-repassado-e-gasolina-fica-mais-barata-nos-postos/

Registro, emplacamento e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026;

Os ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos como patinetes, skates e até cadeiras de rodas com motor elétrico terão novas regras a partir de 2026.

As normas, aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em junho de 2023, definem o enquadramento dos ciclomotores e trazem regras sobre equipamentos obrigatórios e de proteção, e regulam a necessidade de registro, emplacamento e até CNH para determinadas categorias.

Quais são as regras para cada tipo de veículo?

O Contran estipulou as seguintes regras para cada tipo de veículo em circulação no Brasil:

As regras passarão a ser fiscalizadas a partir de janeiro de 2026. A maior mudança fica por conta dos ciclomotores, que passarão a exigir:

  • CNH nas categorias A (motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
  • Uso de capacete; e
  • Emplacamento.

Cada estado pode regular de acordo com suas necessidades. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro, existe até mesmo a previsão de pagamento do IPVA para estes veículos.

O que são bicicleta, bicicleta elétrica, ciclomotor e autopropelido?

Segundo as novas regras, estes são os aspectos que definem uma bicicleta:

  • Veículo de propulsão humana;
  • Dotado de duas rodas.

Estas são as definições para um veículo autopropelido:

  • Equipamento com uma ou mais rodas;
  • Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio;
  • Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h;
  • Largura não superior a 70 cm;
  • Distância entre eixos de até 130 cm.

Já para bicicleta elétrica, estas são as definições que caracterizam o veículo:

  • Veículos de propulsão humana;
  • Com duas rodas;
  • Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Motor só pode funcionar quando o usuário pedala;
  • Não pode ter acelerador;
  • Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h.

Estas são as regras que definem um ciclomotor:

  • Veículo de duas ou três rodas;
  • Motor a combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico de até 4 kW (4.000 watts);
  • Velocidade máxima de 50 km/h.

Existem exceções para algum dos veículos?

Sim, segundo a resolução do Contran, estão isentos das novas regras os veículos:

  • Veículos de uso exclusivo fora de estrada;
  • Veículos de competição;
  • Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade;

Ciclomotor pode levar multa?

A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se:

  • Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH;
  • Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH;
  • Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH;
  • Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH.

FONTE: https://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2025/11/18/ciclomotor-novas-regras-contran.ghtml

 

Cortar giro é garantia de ‘fritar’ o óleo da moto e até derreter peças

O hábito de cortar giro (quando se eleva até o limite da rotação aceita pela central eletrônica) do motor já se tornou algo cultural de determinadas regiões das metrópoles brasileiras, e além do incômodo gerado com o estrondoso som emanado, estes motociclistas sempre são reprimidos por “agredirem” também o motor da motocicleta. Afinal os danos podem aparecer com eles ou com o próximo dono.

Problemas nos anéis, bielas, válvulas, pistões e outros são sempre lembrados e quando eles aparecem chegam junto de barulhos estranhos, perda na potência, aumento no consumo, e por aí vai. Porém, um problema que pode ser imediato e imperceptível é a contaminação do óleo. Este quase ninguém se lembra.

Em entrevista, o especialista em desenvolvimento do setor de pesquisa da Honda, Bismark do Vale, esclarece que os problemas do hábito de cortar giro têm motivo.

“O motor, quando ele está em corte de giro, tende a cortar a ignição. Então o bico injetor vai continuar injetando um pouco de combustível. Lógico que o corte repentino, quando você percebe que [por exemplo] tem que trocar a marcha, você vai trocar. Mas nessas situações que o condutor usa o corte de giro em longos períodos, a gasolina vai se misturar com óleo. Ela vai contaminar o óleo.” aponta o pesquisador.

Bismark explica que esse fenômeno de mistura dos líquidos e consequentemente a contaminação do óleo pode acontecer mesmo com as peças internas do motor em bom estado.

Em um motor quatro tempos convencional a queima do combustível ocorre quando o sistema de ignição aciona a vela. Com o giro acima dos limites, este sistema é interrompido, porém a injeção permanece e faz com que a câmara de combustão se encha de gasolina. Essa admissão exagerada não é correta, pois o combustível deve entrar, queimar e liberar os gases provenientes, possibilitando que mais gasolina (na quantidade correta) entre no sistema e ciclo se repita.

O especialista aponta que é aí que está o perigo, pois a gasolina acumulada tem que escoar para algum lugar caso não seja queimada. Então o combustível, por conta de sua densidade menor que do óleo, desce pela parede do cilindro e se mistura ao lubrificante.

O que fazer com o óleo contaminado pelo corte de giro?

Nestes casos não tem o que fazer, a troca do óleo deve ser imediata. Mesmo que o óleo lubrificante seja novo, a contaminação exige a substituição.

O óleo lubrificante é responsável pelo funcionamento e deslize correto das partes internas do motor da moto. Ele passa, lubrifica e resfria o conjunto.

Para que esteja tudo nos conformes é fundamental que as especificações indicadas no manual do proprietário sejam seguidas. Só assim sabe-se que o óleo lubrificante com espessura e aditivos adequados estão sendo utilizados.

Se o óleo for contaminado pela gasolina tudo isso fica comprometido e os riscos de má lubrificação e resfriamento aumentam, elevando também as chances dos defeitos e quebras de componentes.

“As quebras ocorrem basicamente porque ela enriquece a mistura, ou seja, enche a câmara de combustível e quando retorna ele dá uma explosão com uma temperatura bem maior do que o normal e aí pode ocorrer a quebra. É bem mais grave do que o que a pessoa imagina”, completa do Vale.

Bismark ainda aponta outro risco grande, o de superaquecimento. Superaquecer a moto com o corte de giro pode ocasionar na quebra de alguma peça ou até na combustão espontânea do conjunto.

Atenção à falta de cuidado

O especialista conclui que esses problemas costumam aparecer “a longo prazo”. Neste caso o alerta vai para o quem olha uma moto usada, tome cuidado para não levar uma moto de um piloto que vivia cortando giro.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/corte-de-giro-oleo-moto/

Celular ao volante já é a principal causa de acidentes no Brasil

Os próprios motoristas apontam que os smartphones são o maior vilão das ruas, superando até a criminalidade

É cada vez mais comum ver, nas ruas, carros desviando da faixa ou reduzindo a velocidade repentinamente. Há, ainda, os que demoram para frear diante de obstáculos ou mesmo acelerar quando o semáforo fica verde. Os motoristas estariam embriagados? Nem sempre. São sintomas da epidemia do celular ao volante, fenômeno com riscos conhecidos há anos.

O paradoxo é que agora os próprios usuários apontam o celular como um dos maiores perigos no trânsito. Ao mesmo tempo, não conseguem ceder à tentação de usar o aparelho. Em uma pesquisa do Sem Parar — empresa conhecida pelo serviço de pagamento automático de pedágios — divulgada durante a Semana do Trânsito, no fim de setembro, 76% dos entrevistados apontaram o smartphone como o “principal vilão das ruas e estradas”.

O percentual superou o da criminalidade, indicada como principal problema por 44% dos 400 clientes entrevistados pelo Sem Parar.

De nada adiantou a indústria desenvolver dispositivos para conectar o automóvel ao aparelho celular e, assim, permitir ligações telefônicas sem tirar as mãos do volante.

Agora, as pessoas querem dirigir e digitar mensagens ao mesmo tempo. E não apenas em carros mas também em motocicletas e bicicletas. Sem falar no pedestre que se aventura a atravessar a rua com os olhos grudados na pequena tela.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o uso do celular ao volante é não só o principal motivo da falta de atenção na condução de um veículo como também a terceira causa de acidentes de trânsito no Brasil. Fica atrás apenas do excesso de velocidade e do uso de álcool.

Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária indicam que, com a atenção no celular, o tempo para reagir a situações de emergência pode aumentar em até mais de 50%, dificultando, assim, frenagem e desvio de obstáculos. Isso porque o cérebro está focado na conversa ou mensagem, perdendo 70% da visualização do ambiente. Até mesmo a vibração do aparelho distrai, segundo o Observatório.

O Código de Trânsito Brasileiro considera infração média quando o motorista é flagrado com o aparelho na orelha, o que resulta em quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 130,16. Já o condutor que manuseia ou segura um celular enquanto dirige está sujeito à multa de R$ 293,47 e recebe sete pontos na carteira pela infração, considerada gravíssima. É um alerta para quem pensa ser menos arriscado ditar uma mensagem do que digitar.

De acordo com a Abramet, o risco de o condutor se envolver em um acidente aumenta 400% quando ele checa mensagens de texto e, ainda mais, quando digita. É como se a pessoa dirigisse de olhos vendados.

Existe, ainda, o que os especialistas da Abramet chamam de situação “pós-chamada”. O risco de acidentes permanece por alguns segundos porque, ao desligar o aparelho, nossa capacidade cognitiva continua com foco na informação recebida.

No futuro, os carros serão autônomos. Sem motoristas, será o fim de todos os perigos dos tempos em que os veículos eram conduzidos por humanos.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/post-coluna/2025/11/celular-volante-principal-causa-acidentes-brasil.ghtml