Nova lei impõe ‘trava’ no acelerador de motoristas apressadinhos nos EUA

A Assembleia Geral de Illinois, nos Estados Unidos, analisa um projeto de lei que pode obrigar motoristas condenados por excesso de velocidade grave a instalar um sistema de limitador eletrônico em seus veículos. A proposta surge no rastro de uma legislação similar recém-sancionada na Virgínia, sinalizando uma nova tendência punitiva no trânsito norte-americano para coibir a direção imprudente.

O projeto, apresentado pela deputada estadual Anne Stava-Murray, mira condutores flagrados a mais de 26 milhas por hora (cerca de 42 km/h) acima do limite permitido, o que configura contravenção no estado. A medida prevê a instalação obrigatória do Assistente Inteligente de Velocidade (ISA), tecnologia que funciona de forma análoga aos bafômetros de ignição: o motorista teria a suspensão da habilitação mantida até que aceitasse o monitoramento eletrônico do veículo para voltar a dirigir.

Diferente dos bafômetros, que bloqueiam a partida do motor em caso de embriaguez, o ISA utiliza dados de geolocalização por GPS e câmeras de reconhecimento de sinalização para monitorar os limites das vias em tempo real. Caso o sistema detecte que o condutor tenta acelerar além do permitido, ele intervém restringindo a potência do motor ou emitindo alertas sonoros persistentes. O programa de monitoramento teria duração prevista de um a três anos.

Embora defensores da medida argumentem que o sistema é mais eficaz para a segurança viária do que a simples proibição de dirigir, a proposta enfrenta críticas em relação à privacidade. Para mitigar esses receios, o texto de Illinois estabelece que qualquer dado de localização coletado pelo dispositivo deve ser deletado em até 90 dias.

Na Virgínia, a medida já se tornou lei após a sanção do governador Glenn Youngkin, focando em infratores condenados por velocidades acima de 160 km/h. Em Illinois, caso aprovada, a regra deve entrar em vigor em janeiro de 2028. O debate antecipa uma mudança global, visto que a União Europeia já exige que novos veículos saiam de fábrica equipados com versões dessa tecnologia desde 2024.

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Como saber o limite de velocidade da via mesmo sem sinalização

O limite de velocidade de uma via deve estar sinalizado com uma placa, mas sabemos bem que isso nem sempre ocorre no Brasil. A falta dessa indicação é prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estipula alguns limites conforme o local.

O artigo 61 do CTB traz as velocidades máximas permitidas em cada tipo de via caso não exista uma placa de sinalização. Elas são divididas entre urbanas e rurais, veja o que é dito sobre cada tipo.

Limites de velocidade em vias urbanas

As vias urbanas são divididas em:

Via de trânsito rápido
As vias de trânsito rápido são conhecidas popularmente como vias expressas. Elas possuem acesso sem interseções de nível e não contam com passagem para pedestres. O limite é de 80 km/h

Via arterial
Esse é o nome técnico dado às avenidas. As vias arteriais são controladas por semáforos e dão vazão a um fluxo maior de carros pelas cidades. O limite de velocidade é de 60 km/h.

Via coletora
As vias coletoras são as ruas que ligam as avenidas, com função de redirecionar o tráfego. O limite de velocidade delas é de 40 km/h.

Via local
Ruas simples, já dentro dos bairros, são chamadas de vias locais pelo CTB. O limite de velocidade é mais baixo, de 30 km/h, pois elas podem ter cruzamentos sem semáforos, entradas de residências, escolas e outros elementos que exigem a atenção do motorista.

Limites de velocidade em vias rurais

O CTB trata as vias fora de áreas urbanas como rurais, sendo divididas em dois tipos: rodovias e estradas.

Rodovias de pista dupla
As rodovias são as vias rurais asfaltadas. Nas de pista dupla, que possui os sentidos opostos separados por um canteiro ou por barreira física, o limite é mais elevado: 110 km/h para veículos leves e 90 km/h para os pesados.

Rodovias de pista simples
Essas são as rodovias asfaltadas sem uma divisão entre os sentidos. O limite de velocidade é de 100 km/h para os veículos leves, para os pesados é de 90 km/h.

Estradas
Para o CTB as pistas sem pavimentação são chamadas de estradas. O limite de velocidade nelas é de 60 km/h, mesmo se não tiver placa.

A sinalização é quem manda

O segundo parágrafo do artigo 61 do CTB inclui que o órgão ou entidade de trânsito com jurisdição sobre a via pode regulamentar os limites de velocidades diferentes do sugeridos anteriormente. Para isso ele terá que aplicar sinalização adequada para informar aos condutores.

Em teoria, os limites devem levar em conta fatores como o fluxo de trânsito, a topografia, curvas e acessos locais. Uma rodovia de pista dupla em serra, com descidas e curvas fortes, pode ter um limite abaixo de 110 km/h por segurança.

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Por que o preço do etanol sobe junto com o da gasolina?

A crise no Oriente Médio, que decorre da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, já afetou diretamente o mercado petrolífero mundial, uma vez que a maior travessia de petróleo, o Estreito de Ormuz, está fechada, comprometendo o escoamento de 20% de todo óleo produzido no mundo. A situação, que aumentou o preço do barril de petróleo, registrou crescimento de R$ 0,57 no custo da gasolina, em Belo Horizonte, e fez com que o etanol acompanhasse esse valor.

Muito utilizado no Brasil, até porque foi aqui que combustível verde foi desenvolvido para abastecer veículos, o etanol tem como principais vantagens reduzir a dependência de combustíveis fósseis, como petróleo, e ser menos poluente, uma vez que o plantio neutraliza as emissões da queima no motor.

A produção do etanol não tem nenhum vínculo direto com a extração do óleo, se muito no maquinário usado no plantio e colheita, mas que não impacta diretamente no preço do litro. Mas por que será, então, que o preço do etanol sobe se o combustível não contém petróleo em sua composição?

Por que o preço do etanol acompanha a gasolina?

O economista e coordenador acadêmico do MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, esclareceu que o aumento nos preços do etanol e demais combustíveis junto ao da gasolina não passa de uma questão de demanda.

“Basicamente por causa do que chamamos, na economia, de demanda cruzada. Como o etanol é um combustível substituto da gasolina, quando a gasolina sobe muito de preço, os consumidores tendem a migrar para o etanol, que se torna relativamente mais barato. Com o aumento da demanda por etanol, pela lei da oferta e da demanda, o preço também sobe. É isso, simples assim! Além disso, os carros podem usar tanto etanol quanto gasolina, ou até uma mistura dos dois, o que facilita essa migração de consumo”, afirmou o professor.

Preço do etanol hoje no Brasil

Decorrente desse fator, o aumento do preço do etanol acompanhou o preço da gasolina nos últimos dias.

O barril de petróleo do tipo Brent — uma das principais referências mundiais de preço para o petróleo bruto — registrou, na semana que passou, alta de 48%, sendo negociado por cerca de US$ 106. No acumulado do ano, a valorização supera 76%.

Esses resultados provocaram aumentos que elevaram o preço da gasolina para mais de R$ 7 o litro em diversos estados do Brasil, nos últimos dias. A média do país, entre os dias 08/03/2026 e 14/03/2026,era de R$ 6,46, segundo a Petrobras.

Para o preço do etanol, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a média de valores no Brasil está em 70% do custo da gasolina, ou seja, para um litro de gasolina a R$ 7, a mesma quantidade de etanol custaria cerca de R$ 4,90.

Outros combustíveis também sofrem impacto

Segundo o professor Rochlin, outros países que utilizam combustíveis alternativos ao petróleo também sofrem com o aumento.

“No caso do Brasil, o etanol é mais relevante porque somos grandes produtores e consumidores, e boa parte da frota é flex. Nos Estados Unidos, por exemplo, o biocombustível é produzido principalmente a partir do milho. Ou seja, a lógica econômica é semelhante: quando um combustível fica mais caro, a demanda por substitutos aumenta. Nos Estados Unidos, provavelmente, o preço do milho também está sendo pressionado”, afirma.

A crise pode atingir outros produtos brasileiros

Assim como os Estados Unidos estão sujeitos a aumento nos preços do milho e derivados, aqui acontece o mesmo com o açúcar.

“As usinas de cana-de-açúcar podem alternar a produção entre etanol e açúcar. Se o etanol se torna mais rentável, a produção tende a migrar para ele, reduzindo a oferta de açúcar, o que pode pressionar seus preços”, complementou o professor Mauro Rochlin.

Existe alguma previsão de queda nos preços do etanol?

Ainda segundo o economista Mauro Rochlin, o petróleo é a principal fonte de energia no mundo, e seu preço depende muito da oferta global. Essa oferta é influenciada por fatores logísticos e geopolíticos, como o transporte em regiões estratégicas — por exemplo, o Estreito de Ormuz. Portanto, qualquer previsão depende do desenrolar dos acontecimentos no Oriente Médio. É um cenário bastante incerto.

Mas o que chama atenção é que grande parte desse aumento nas bombas tem sido tratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) como abusiva. Isso porque o combustível que está nos postos atualmente foi refinado antes da alta de preços. E o Brasil tem maior dependência da importação do diesel do que de que gasolina. Hoje cerca de 30% do diesel vem de fora, enquanto no caso da gasolina, são 10%, de acordo com a Minaspetro. Assim, a agência investiga práticas abusivas por parte dos comerciantes.

https://autopapo.com.br/noticia/preco-etanol-junto-com-gasolina/

Preço médio do diesel dispara 25% e já chega a R$ 7,22 no Brasil, mostra levantamento

Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22 nesta quarta-feira (19). No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

As informações da empresa vêm de mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos. Cerca de 94% desses postos estão em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% dessas transações foram feitas por caminhões.

Na última semana a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do diesel, comparado à semana anterior.

Os dados oficiais de preços da ANP são publicados semanalmente. Os preços são coletados nos três primeiros dias úteis da semana, analisados e divulgados, geralmente, na sexta-feira. Isso causa algum atraso para mostrar variações bruscas.

“Num choque como esse, onde os preços subiram quase 1% ao dia, essa janela de atraso da ANP é significativa”, explica Kassio Seefeld, CEO da TruckPag.

 

“Na prática, nossos dados mostram que o preço transacionado no posto já subiu quase R$ 1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro”, diz Seefeld.

Estados com maiores aumentos

O levantamento da TruckPag mostra que alguns estados tiveram subidas expressivas desde 28 de fevereiro. Na região Norte, Tocantins viu o litro do diesel aumentar 37,1%. Já no Nordeste, o Piauí registrou alta de 28%.

O diesel em Goiás registrou a maior subida no Centro-Oeste, com 29,2%. São Paulo teve aumento de 27% e ficou no topo no Sudeste. Na região Sul, Santa Catarina teve o maior aumento: 29,9%.

Guerra pressiona preços

Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado.

“Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado direto no mercado internacional. Quando o barril sobe 80% em 20 dias, esse diesel chega mais caro no porto e a distribuidora não tem como absorver. O repasse vai para o posto, e do posto vai para o transportador”, explica Seefeld.

O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Segundo especialistas ouvidos, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz.

Nas últimas semanas, o governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel. Porém o efeito ainda não é sentido nas bombas dos postos.

https://g1.globo.com/carros/noticia/2026/03/20/preco-do-diesel-dispara-mostra-levantamento.ghtml

Por que estes equipamentos sumiram dos carros novos?

Nos últimos 10 anos os carros nacionais ganharam muito conteúdo. O Renault Kwid, o carro mais barato do país, já vem com vidros elétricos, ar-condicionado, direção assistida e quatro airbags. Mas durante essa evolução, alguns equipamentos foram removidos dos carros e você nem percebeu.

Alguns cortes podem ser justificados com a vinda outras alternativas ou com a mudança nos hábitos do público. O ganho em confiabilidade também permitiu a eliminação de alguns itens. Porém o corte de custos segue afetando, a mesma mão que dá um painel digital pode tirar outro item.

1. Tomada 12 volts

A tomada de 12 volts é algo antigo nos carros, mas seu uso era para ser usada como acendedor de cigarros. A conscientização contra o tabagismo provocou o fim do cinzeiro e desse acendedor, mas a tomada foi mantida para energizar equipamentos.

Ela era muito útil antes das centrais multimídias, para ligar aparelhos de GPS, carregadores de celular, transmissores Bluetooth e outros acessórios. A conectividade no sistema de som trouxe junto as entradas USB, que diminuiu o uso da tomada 12 volts.

Nos últimos cinco anos algumas marcas começaram a remover o equipamento em seus carros. Ela não existe mais nos Fiat Pulse, Fastback e Toro, Ram Rampage, Jeep Compass, Renegade e Commander, Renault Kwid 2026 e Chevrolet Onix 2026.

Consultamos a Fiat sobre a eliminação da tomada de 12 volts, confira a resposta na íntegra:

“A Fiat segue acompanhando a evolução do mercado, que tem priorizado soluções mais práticas, funcionais e conectadas ao estilo de vida atual dos consumidores. Atendendo às demandas dos nossos clientes, as entradas USB, tanto tipo A ou C, suprem a maioria das necessidades do dia a dia, oferecendo carregamento mais rápido e suporte a dados, eficiente e compatível com a maioria dos dispositivos eletrônicos.”

Esse momento não é universal, muitas marcas seguem com a tomada de 12 volts junto das entradas USB. O Renault Boreal, por exemplo, mantém ela no porta-malas, enquanto a Honda colocou duas no novo WR-V, um para fileira de assentos. Picapes norte-americanas trazem um na caçamba.

A falta da tomada de 12v traz um problema para motoristas que possuem acessórios como geladeiras portáteis, navegadores e compressores de pneus que usam essa fonte de energia.

2. Termômetro do motor

O superaquecimento do motor já foi uma preocupação mais frequente dos motoristas brasileiros. Ver vários carros parados soltando fumaça branca no acostamento era algo frequente em subidas de serra.

Nos carros modernos, onde o sistema de arrefecimento possui circuito fechado e controle eletrônico mais preciso, é mais difícil do motor ferver. Por isso, muitos fabricantes removeram o equipamento do painel, substituindo por uma luz que avisa o superaquecimento.

Mas sabemos que nem todos os motoristas confiam nessa luz, há a crença de que ela só acende quando a situação tá feia. A Chevrolet havia retirado o medidor, mas nos modelos atuais com painel digital o recurso voltou e mostrando a temperatura do líquido de arrefecimento.

Em carros que não tem o termômetro é possível adaptar um com facilidade utilizando a entrada OBD2. Mesmo sem mostrar no painel, a central do carro sabe a temperatura do líquido de arrefecimento.

3. Alças PQP

Aquelas alças que ficam no teto dos carros são popularmente chamadas de “PQP”, em relação a uma expressão de susto. Elas são úteis para o acesso dos passageiros ou para se apoiarem.

Os primeiros carros a remover esse equipamento foram os populares. Na Volkswagen o equipamento foi retirado em quase toda a linha, até modelos médios e importados.

A Mercedes-Benz justificou que as alças foram removidas em seus elétricos pois o teto dos carros ficou mais baixo para ajudar na aerodinâmica. Mas nos carros compactos nacionais foi apenas corte de custos.

Felizmente a alça PQP está voltando nos carros da Volkswagen, começando pelo novo Tera. O SUV compacto trouxe algumas melhorias de acabamento como esse equipamento e uma porção em tecido nas portas.

4. Vareta de óleo

Existem modernidades que começam em carros de marca premium e depois vai se popularizando. Há 20 anos a BMW eliminou a vareta de óleo em seus motores, colocando um sensor no lugar para o motorista conferir o nível pelo painel.

A Stellantis usou esse recurso em seu novo motor 2.2 turbodiesel, que equipa a Ram Rampage, Fiat Scudo, Fiat Toro, Jeep Commander, Peugeot Expert e Citroën Jumpy. No computador de bordo é possível verificar o nível do óleo lubrificante. As picapes com chassi, Ram Dakota e Fiat Titano, usam esse motor e possuem o equipamento.

5. CD-player

Quer comprar um carro zero km com CD-player? A única alternativa é comprando o luxuoso Lexus ES 300h, por R$ 360.990. Até o início do ano tinha o Subaru Forester como alternativa.

O que ceifou a carreira do CD-player foi a conectividade dos sistemas de som modernos. Nem precisa ser uma central multimídia, o Volkswagen Polo Track traz um rádio FM com Bluetooth e entrada USB, podendo reproduzir o streaming dos smartphones ou conectar um pen-drive com milhares de músicas.

Os últimos carros produzidos no Mercosul a trazerem esse equipamento foram a Nissan Frontier S e a Volkswagen Amarok anterior ao face-lift atual. A Lexus tinha o CD-player em outros carros, mas removeu o item conforme foi atualizando eles. A nova geração do ES, apresentada no exterior, já está sem.

Algumas marcas possuem centrais multimídias que permitem instalar aplicativos de forma nativa. Dessa forma não é mais necessário espelhar o smartphone.

Carregar um porta CDs no console ou ter um disqueteira ficou no passado. Os audiófilos argumentam que a qualidade de reprodução da mídia física é superior, mas isso é contornado usando um pen-drive com arquivos de alta qualidade.

https://autopapo.com.br/noticia/equipamentos-removidos-carros-novos/

Deputados querem reduzir idade mínima para tirar CNH

Nesta quarta (11) ocorreu uma comissão especial na Câmara dos Deputados para discutir mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O relator Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) apresentou um plano de trabalho que inclui a redução da idade para dirigir, facilitação do processo de habilitação, novas regras para o exame médico e aulas sobre trânsito nas escolas

Os temas serão discutidos em audiências públicas, que podem ser acompanhadas online pela população. Elas terão a presença dos deputados e a participação de especialistas, veja o cronograma:

  • 25/03/2026 – Processo de formação de condutores;
  • 01/04/2026 – Redução da idade mínima para obtenção da primeira habilitação;
  • 08/04/2026 – Regras para realização de exames médicos e psicológicos e a exigência do exame toxicológico para candidatos à habilitação nas categorias A e B; e
  • 15/04/2026 – Fiscalização dos limites de velocidade por radares móveis e os sistemas de cobrança de pedágio de livre passagem (free flow).

O tema mais polêmico que será discutido pelos deputados é a redução da idade mínima para poder dirigir, indo de 18 para 16 anos. O relator argumenta que jovens dessa idade já podem votar, se já possuem essa responsabilidade poderiam também tirar a carteira de habilitação.

Esse assunto já foi pauta em outras ocasiões e caiu devido a maioridade penal do país ser de 18 anos. A comissão do dia 1º de abril discutirá isso.

Já o assunto da primeira audiência, que é o processo de habilitação, virou uma pauta frequente na Câmara dos Deputados. No final de 2025 foi aprovo o fim da obrigatoriedade de realizar aulas em autoescolas para realizar o exame de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A discussão que será feita pelos deputados envolve uma reformulação de todo o processo, para reduzir a burocracia e os custos. Como complemento, também querem propor aulas nas escolas focadas no CTB.

Outro tema que será discutido na Câmara dos Deputados são as regras para os exames médicos feitos nos motoristas com CNH de categoria A e B. Isso inclui a adição de exames toxicológicos.

Por fim, irão discutir sobre a fiscalização dos limites de velocidade. O exemplo dado por Aureo é de vias onde os limites mudam em distâncias curtas, que resultam em multas frequentes. Nessa discussão também irá entrar o sistema de pedágio automático, chamado de Free Flow.

As audiências públicas terão a participação de: Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), representando o governo federal; os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), representando os Estados e o Distrito Federal; o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Trânsito e Mobilidade Urbana, representando os municípios; a Polícia Rodoviária Federal, entidades representativas dos Centros de Formação de Condutores (autoescolas), médicos e psicólogos do trânsito, especialistas em segurança no trânsito, entidades representativas dos motoristas profissionais e entidades da sociedade civil organizada.

https://autopapo.com.br/noticia/audiencia-publica-processo-habilitacao-idade-cnh/

Novo item obrigatório no carro: nova lei prevê exigência de colete refletivo

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode alterar os requisitos de segurança para os motoristas brasileiros. O PL 282/2026 propõe incluir o colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios para veículos automotores novos, além de determinar o seu uso imediato sempre que houver necessidade de imobilização do automóvel em vias públicas.

De autoria do deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), a proposta altera diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O texto estabelece que tanto o condutor quanto os passageiros deverão vestir o equipamento de alta visibilidade ao desembarcarem do veículo em situações atípicas, como pane mecânica ou elétrica, acidentes, falta de combustível, troca de pneus ou qualquer outra emergência. A exigência ganha força especialmente em rodovias, vias de trânsito rápido e trechos com baixa luminosidade, onde o risco de atropelamentos graves é substancialmente maior.

Se aprovada nos termos atuais, a medida determinará que todos os veículos fabricados a partir de 12 meses após a publicação da lei já saiam de fábrica equipados com, no mínimo, uma unidade do colete. Contudo, a obrigatoriedade não terá efeito retroativo para a frota já em circulação no país. Caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar a norma, definindo critérios técnicos do material e eventuais exceções.

Na justificativa apresentada no texto, o parlamentar argumenta que uma parcela significativa dos acidentes fatais ocorre justamente durante paradas emergenciais. Nessas circunstâncias, pessoas no acostamento ou na pista tornam-se alvos vulneráveis por não serem vistas a tempo pelos demais motoristas.

A proposta espelha-se em experiências internacionais consolidadas, citando países como o Chile, onde o colete refletivo já é exigido por lei com resultados positivos na preservação de vidas. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o Senado.

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Prova do Detran: não existe mais falta eliminatória; veja o que mudou no exame

O projeto CNH do Brasil, junto com suas novas normas, já é uma realidade. A dinâmica atualizada de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) conta com novo aplicativo para tirar a habilitação e portar o documento, bem como novas regras para a prova do Detran.

Essas mudanças foram publicadas oficialmente pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução nº 1.020, de 1º de dezembro de 2025. Além de promover o curso teórico gratuito e online, a regularização de instrutores autônomos e o fim da obrigatoriedade das autoescolas, entre outras mudanças, o texto prevê ainda uma nova lista de critérios para o exame de direção veicular.

Especialmente sob a ótica de profissionais da área, as regras foram flexibilizadas até demais, o que pode colocar em risco a formação dos condutores e a segurança viária no futuro. Para Roberta Torres, especialista em educação no trânsito com mais de 24 anos de estudos na área, a medida não está focada no processo de formação.

De acordo com a estudiosa, “a discussão está totalmente focada no preço e numa ideia falsa de ‘desburocratização’. A única coisa que eles estão querendo excluir é a parte da aprendizagem obrigatória”.

Prova do Detran será mais fácil de passar

A antiga Resolução 789 de junho de 2020 previa o seguinte processo de avaliação para a prova prática da CNH:

Art. 18. O candidato será avaliado no Exame de Direção Veicular em função da pontuação negativa por faltas cometidas durante todas as etapas do exame, atribuindo-se a seguinte pontuação:

  • Uma falta eliminatória: reprovação;
  • Uma falta grave: três pontos negativos;
  • Uma falta média: dois pontos negativos;
  • Uma falta leve: um ponto negativo.”

Logo, era considerado reprovado o candidato que cometia uma falta eliminatória ou cuja soma dos pontos negativos ultrapasse a três. Dessa forma, para obter a aprovação, a pessoa só pode cometer uma infração grave, três infrações leves ou uma média e uma leve.

O artigo 19 da resolução ainda lista quais são as faltas válidas para as categorias B, C, D e E; e em quais graus de severidade elas se enquadram:

  • Faltas Eliminatórias: avançar semáforo ou parada obrigatória; avançar sobre o meio fio; não colocar o veículo na área balizada, em no máximo três tentativas, no tempo estabelecido; avançar sobre o balizamento demarcado; transitar pela contramão de direção; avançar a via preferencial; etc.
  • Faltas Graves: desobedecer a sinalização da via ou ao agente de trânsito; não observar as regras de ultrapassagem ou de mudança de direção; não dar preferência de passagem ao pedestre que estiver atravessando a via; manter a porta do veículo aberta ou semi-aberta durante o percurso da prova; não usar devidamente o cinto de segurança; etc.
  • Faltas Médias: executar o percurso da prova sem estar o freio de mão inteiramente livre; trafegar em velocidade inadequada para as condições do local; interromper o funcionamento do motor, sem justa razão; fazer conversão incorretamente; usar buzina sem necessidade ou em local proibido; desengrenar o veículo nos declives; etc.
  • Faltas Leves: provocar movimentos irregulares no veículo, sem motivo; não ajustar devidamente os espelhos retrovisores; apoiar o pé no pedal da embreagem com o veículo engrenado e em movimento; dar partida ao veículo com a engrenagem de tração ligada; etc.

Há alguns meses, o Secretário de Trânsito afirmou categoricamente que o projeto CNH sem autoescola não alteraria as provas práticas. No entanto, a prova do Detran foi sim alterado pelas novas regras da CNH do Brasil.

O candidato iniciará a prova com zero pontos e, à medida que cometer faltas, terá pontos somados para cada infração de trânsito que cometer. Para ser aprovado, o aspirante a motorista deverá ter aproveitamento máximo de 10 pontos.

Cada irregularidade valerá um ponto, que deve ser multiplicado pelo peso da gravidade da infração. Na prática, a pontuação equivale ao peso da falta, que pode ir de um a seis:

  • Peso um: infração de trânsito de natureza leve;
  • Peso dois: infração de trânsito de natureza média;
  • Peso quatro: infração de trânsito de natureza grave; e
  • Peso seis: infração de trânsito de natureza gravíssima.

Desse modo, agora o candidato pode perder dez pontos e mesmo assim será aprovado, enquanto a legislação prévia estabelecia apenas três erros. Ele poderá cometer uma falta gravíssimas e uma grave (ou duas médias) e não será reprovado.

Na prática isso significa que ele poderá fazer tudo isso na prova do Detran e ainda ser aprovado:

Avançar um semáforo ou placa de pare (infração gravíssima – 6 pontos), transitar em velocidade até 20% superior à máxima permitida para a via (infração média – 2 pontos) e utilizar fones de ouvido ou calçado não adequado para direção (infração média – 2 pontos); ou

Subir no meio fio (infração gravíssima – 6 pontos) e fazer conversão em locais proibidos (infração grave – 4 pontos)

Sobre essa flexibilização na avaliação do exame, Roberta Torres questiona: “que tipo de motorista será o candidato que comete infrações gravíssimas e ainda é aprovado? Que tipo de mensagem isso passa para a população?”

Para ela:

“Essa minuta é uma aberração sem nenhum fundamento pedagógico e nenhuma responsabilidade com a segurança no trânsito. Estamos indo no caminho totalmente inverso daquilo que acordamos para a Década de Ações para a Segurança no Trânsito e o compromisso de reduzir em 50% o número de mortes e sinistros de trânsito até 2030.”

Além disso, o candidato reprovado poderá fazer novas avaliações, sem limitação de tentativas, até alcançar aprovação, sendo que a segunda tentativa poderá ser agendada sem a cobrança de taxas adicionais

https://autopapo.com.br/noticia/prova-do-detran-nao-existe-falta-eliminatoria/

Carro perdeu os freios? Veja o que NÃO fazer e como sair dessa situação

Existem inúmeros defeitos que podem acontecer com o seu veículo e gerar situações de perigo na direção, mas poucas amedrontam tanto o motorista quanto perder os freios. Esse cenário pode parecer desesperador e até mesmo sem ‘salvação’, mas se o motoristas agir de forma correta, pode evitar acidentes e garantir sua segurança.

Nesta matéria, você confere o que fazer e as melhores estratégias para sair dessa situação ileso e sem prejuízos.

O que NÃO fazer se você perder os freios do carro

Na hora do desespero muitas ações podem passar pela mente do condutor, mas várias delas não vão funcionar como esperado e podem ainda aumentar o perigo da situação:

  • Não puxe o freio de mão. Nomomento pode até parecer uma boa ideia para parar o veículo, mas isso pode ser muito perigoso, pois com a redução repentina existem grandes chances de você perder o controle do carro;
  • Desligar o carro? Nem pensar. No impulso, motoristas desligam o veículo para fazê-lo parar, mas isso só piora a situação, pois assim você não vai conseguir controlar o carro, muito menos freá-lo.
  • Não abandone o barco, ou melhor, carro. Lembre que você não está em um filme. Se pular do carro em movimento passar pela sua cabeça, não ceda a esse impulso, porque você pode sofrer graves lesões e causar um acidente e machucar outras pessoas;

Como agir corretamente
Confira os quatro passos para você sair dessa situação com segurança:

  1. Ligue o pisca-alerta. Isso vai avisar os demais condutores e pessoas na via que há algum problema e um cenário emergencial;
  2. Bombeie o pedal do freio. Comece a pressioná-lo várias vezes de forma contínua, para tentar recuperar a pressão;
  3. Reduza as marchas. Não esqueça de fazer as trocas de forma gradual, não pule nenhum e reduza de uma vez. Com isso você estará utilizando o freio motor, que reduzirá a velocidade.
  4. Acione o freio de mão. Depois que você seguir todos esses passos e estiver a uma velocidade mais baixa, chegou a hora de tentar parar o veículo. Puxe o freio de mão, mas de forma muito leve, continue puxando e soltando até que o veículo pare em segurança.

Fading: o que é e como evitar

É possível perder os freios do seu veículo em várias circunstâncias, mas uma delas tem nome e pode ser facilmente evitada, o fading. Imagine que você está em uma longa descida em uma estrada cheia de curvas, o carro está cheio com toda a família e o porta-malas com a bagagem.

Toda essa situação te obriga a usar continuamente o sistema de freio, porém pode chegar um momento em que não responde mais e o carro não reduz a marcha. Isso é um prato cheio para que aconteçam acidentes, lesões graves e até mesmo fatalidades.

Caso nada de ruim aconteça e você consiga parar em um acostamento, vai perceber que depois de alguns minutos o veículo recupera o freio. Esse fenômeno, chamado de fading, acontece pois o sistema de frenagem superaqueceu, cortando o atrito das pastilhas com os discos e das lonas com os tambores.

Quando o conjunto se resfria e volta a haver atrito entre as peças, o freio volta a funcionar. Para evitar a sobrecarga do sistema e cenários desesperadores como esse, o correto é usar o câmbio, reduzindo para uma marcha mais forte nas descidas.

https://autopapo.com.br/noticia/carro-perdeu-freios-o-que-fazer/

 

Nova CNH: veja os novos limites de pontos para perder a carteira após mudança de regra

Este ano passou a vigorar uma nova regra para o acúmulo de pontos na CNH. Agora, o limite para suspensão da carteira depende de quantas infrações gravíssimas o condutor cometeu nos últimos 12 meses.

O teto é de 40 pontos, mas apenas para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 365 dias. Dependendo das infrações registradas, o limite para suspensão da CNH pode cair para 20 pontos.

A exceção são os condutores que exercem atividade remunerada, o que inclui motoristas de aplicativo. Nesse caso, o limite de pontos acumulados em 365 dias é sempre de 40.

Ao alcançar 30 pontos, o motorista profissional pode fazer um curso de reciclagem para reduzir a chance de ter a CNH suspensa. Essa regra vale apenas para o acúmulo de pontos e não se aplica a infrações que, sozinhas, já geram suspensão imediata da carteira.

Já os outros motoristas precisam ficar atentos para não ultrapassar os novos limites. Na dúvida, a orientação é consultar o aplicativo da CNH no celular ou o Detran do seu estado.

Veja abaixo os novos limites

  • Limite de 40 pontos : vale para o motorista que não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses. Portanto, ele pode acumular pontos por infrações graves, médias e leves até esse teto.
  • Limite de 30 pontos: se o motorista tiver uma infração gravíssima nos últimos 12 meses, o teto cai para 30 pontos. Nesse caso, a regra fica mais rígida e o motorista precisa redobrar a atenção.
  • Limite de 20 pontos: com duas ou mais infrações gravíssimasno período, o total permitido cai para 20 pontos.

É preciso ficar atento ao prazo de validade desses pontos, pois eles só deixam de contar após 12 meses da data da infração.

  • 🔎 Por exemplo: um motorista cometeu infrações leves e médias e tem 27 pontos acumulados na CNH nos últimos 12 mesesSe ele cometer uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos e o teto pode ser ultrapassado. Nesse caso, há risco de suspensão da carteira.

Tipos de infrações

Além de acumular pontos, as infrações também geram multas. Os valores podem ser multiplicados por agravantes e reajustados pelos órgãos competentes.

Veja alguns exemplos:

  • Infrações leves: exemplos incluem parar o carro na calçada, estacionar no acostamento e buzinar em local proibido. Essas infrações somam 3 pontos à CNH e geram multa de R$ 88,38.
  • Infrações médias: incluem circular com velocidade até 20% acima da permitida, transitar com velocidade inferior a 50% da máxima da via e parar sobre a faixa de pedestres. São 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16.
  • Infrações graves: exemplos incluem estacionar em ciclofaixa, não usar cinto de segurança e ultrapassar em mais de 20% o limite de velocidade. Nesses casos, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23.
  • Infrações gravíssimas: incluem dirigir sob efeito de álcool ou de substância psicoativa, deixar de prestar socorro à vítima de acidente em que o condutor esteja envolvido e estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. A multa é de R$ 293,47 e são 7 pontosna CNH.

No caso de dirigir embriagado, a multa pode chegar a quase R$ 3 mil se o teor alcoólico aferido for superior a 0,04 mg/L. Esse tipo de conduta também leva à suspensão imediata da CNH, mas não é a única infração com essa consequência.

Infrações autossuspensiva

Se o motorista cometer uma infração gravíssima autossuspensiva, a CNH fica suspensa imediatamente, independentemente da quantidade de pontos acumulados.

Alguns exemplos são transitar em velocidade 50% acima do limite da via, dirigir ameaçando pedestres, conduzir de forma a intimidar outros veículos, participar de rachas e fazer manobras perigosas.

Como recorrer

O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros.

Veja abaixo um passo a passo.

  • Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada.
  • É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos.
  • Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias.
  • Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer.

Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos.

CNH foi suspensa. E agora?

Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos.

A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação.

Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.

https://g1.globo.com/carros/noticia/2026/02/21/nova-cnh-veja-os-novos-limites-de-pontos-para-perder-a-carteira-apos-mudanca-de-regra.ghtml