Sacola no braço ou no guidão da moto: pode ou não pode?

Não é segredo que um dos pesares da motocicleta é a falta de local para guardar objetos. Os pilotos mais caprichosos instalam baús em seus modelos, porém não é incomum ver outros rodando com sacolas – muitas vezes exageradas e comprometendo a segurança – nos braços ou no guidão. A discussão sobre a permissibilidade disso é grande, afinal, pode ou não pilotar moto com sacolas penduradas na moto?

É permitido pilotar moto com sacolas nos braços ou no guidão?

Como muitas vezes aponta nosso querido publisher Boris Feldman: depende! Partindo do princípio da Lei, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não aborda especificamente este assunto em nenhum de seus artigos. Porém, caso o condutor seja exagerado demais, algum parágrafo pode qualificar o ato de carregar sacolas nos braços ou guidão como infração.

Artigos qualificatórios

O Art. 252 do CTB fala de algumas atividades parecidas. Nele, em seu inciso segundo, conduzir um veículo “transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas” é uma infração média, ou seja, passível de 5 pontos na carteira e multa de R$ 130,16.

Por mais que não implique diretamente em objetos nos braços ou guidão, fica claro que apoiar objetos no tanque ou até mesmo rodar com a mochila virada para frente, não é permitido. No caso, se a sacola estiver presa ao braço ou guidão, e apoiada no meio das pernas, a multa é aplicada.

Porém, o artigo 169 é o que mais abre margem para a aplicação de multa em sacolas no guidão ou cotovelos. Segundo ele, “dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança” é infração leve de 3 pontos na carteira e multa de R$ 88,38.

Aqui a infração fica a critério do agente fiscalizador e dos costumes locais, porém casos exagerados não costumam fugir da multa.

  • Objetos muito grandes ou pesados podem se enquadrar por dificultar a condução do motociclista.

Existe ainda uma resolução do Contran, que, embora aplicada apenas a mototaxistas e motofretistas em atividade remunerada, pode servir de parâmetro para o fiscalizador e o piloto.

A resolução Nº 943 afirma em seu artigo 10 que: “Os dispositivos de transporte de cargas em motocicleta e motoneta podem ser do tipo fechado (baú), aberto (grelha), alforjes, bolsas ou caixas laterais desde que atendidas as dimensões máximas fixadas nesta Resolução e as especificações do fabricante do veículo no tocante à instalação e ao peso máximo admissível”.

No decorrer da norma, independente do tipo de armazém, a largura máxima deve ser de 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores; o comprimento não pode exceder a extremidade traseira do veículo; e a altura pode ser de até 70 a partir do assento do veículo.

Estas medidas podem ser utilizadas para julgar se o objeto transportado no guidão ou braços do condutor de um motociclista está ou não dentro da lei, afinal, se for grande ou pesado demais o artigo 169 do CTB o reprime.

Melhor local para transportar objetos na moto

Para não correr o risco de ser multado ou pior, sofrer um acidente, o melhor é transportar objetos dentro de baús ou outros equipamentos apropriados.

O capacete, por exemplo, que comumente é lavado nos braços quando há um sobressalente, pode ser um grande agravante de lesões no caso de queda ou colisões.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/sacola-no-braco-ou-guidao-da-moto/

Confira 5 infrações de trânsito que mais pegam os motoristas desavisados

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas de trânsito e medidas administrativas. Dentre as mais conhecidas estão o avanço de semáforo ou de placa de pare e o excesso de velocidade, seja pelo maior risco à segurança ou por serem muito frequentes.

No entanto, existem outras ações que passam despercebidas, mas que também são muito comuns e passíveis de punição. Confira a seguir cinco ações que são infrações e que podem te causar um prejuízo de R$ 130,16.

1. Estacionar perto de esquinas

Todos os motoristas sabem que estacionar o veículo em local proibido sinalizado por placas é infração de trânsito. Porém existem vários locais que, mesmo sem nenhuma sinalização, não é permitido parar o seu carro. Essa são infrações de trânsito bem comuns que pegam muitos condutores desprevenidos.

A esquina de um cruzamento e suas proximidades são um bom exemplo disso:

Art. 181– Estacionar o veículo: Em esquinas e a menos de 5 metros do cruzamento com a via transversal

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16);
  • Medida administrativa – remoção do veículo.

2. Dirigir usando fones de ouvido

Usar o celular enquanto dirige é uma ação muito comum e que a maioria dos motoristas sabem que é errada. Mas, o que talvez muitos não saibam é que utilizar fones de ouvido, mesmo sem usar o seu smartphone também é infração.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

3. Usando chinelo ou outro calçado inadequado (mas descalço pode)

Muitos motoristas gostam de ter conforto ao fazer pequenos percursos, como ir à padaria ou ao mercado. Nessas ocasiões, alguns preferem calçar aquele par de chinelos Havaianas, mas dirigir com esse tipo de calçado vai contra o CTB.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
IV – usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Mas, de acordo com a lei, o motorista pode dirigir descalço. O que é proibido é a utilização de sapatos que atrapalham o controle do veículo. Essas peças são aquelas que não cobrem o calcanhar, como chinelos e sandálias sem alças traseiras.

4. Esquecer de abastecer e ter pane seca

A falta de combustível no veículo, também conhecida como pane seca, é infração de trânsito. Isso porque é obrigação legal do condutor verificar se há combustível suficiente para percorrer seu trajeto antes de colocar o veículo em circulação, como previsto no artigo 27 do CTB.

Art. 180 – Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Esse problema, diferentemente de uma pane elétrica ou mecânica, é facilmente evitado com um pouco mais de atenção e planejamento do motorista.

Vale destacar que o agente de trânsito, ao autuar este tipo de infração, deve constatar que o problema ocorrido foi, efetivamente, a falta de combustível.

5. Jogar objetos ou lixo para fora da janela/na via

Jogar um cupom fiscal antigo, recibo de estacionamento, papel de bala, panfleto, entre outros objetos é algo bem comum entre os condutores. Porém essa atitude, além de contribuir para sujar e poluir as vias, pode dar multa de trânsito;

Art. 172 – Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Evitar essa infração é muito simples, basta ter uma sacolinha ou compartimento como lixinho dentro do seu veículo.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/5-infracoes-de-transito-pegam-motoristas-desavisados/

Alinhamento e balanceamento não precisam ser feitos juntos

Os quatro pneus do carro tocam o solo, mas a forma que isso ocorre varia entre os carros. Cada modelo possui um parâmetro de alinhamento e balanceamento das rodas para que a suspensão trabalhe da forma que foi projetada.

São serviços relativamente simples e que trazem grandes benefícios. Mas é preciso ficar atento quando for fazer para não cair em pegadinhas ou realizar outros desnecessários.

Quando é preciso fazer o alinhamento e o balanceamento

Alguns serviços não possuem prazos fixos para a realização, já que a necessidade depende do uso do carro. O alinhamento e o balanceamento estão nessa categoria.

O recomendado pelos fabricantes é checar o alinhamento a cada revisão e fazer se existir a necessidade. Rodar por pisos mais irregulares, passar por buracos e outras situações adversas podem afetar nessa regulagem.

Já o balanceamento é menos frequente. Ele deve ser feito na hora de montar o pneu, futuramente pode existir a necessidade de realizar novamente para compensar algum desgaste.

O motorista pode notar a necessidade do alinhamento enquanto dirige o carro. Isso é percebido quando a direção puxa para algum lado, principalmente em frenagens, quando o volante não fica alinhado quando o carro está rodando em linha reta e quando o comportamento em curvas está diferente do normal.

O que é o alinhamento

O alinhamento é um serviço onde os ângulos das rodas são ajustados. Esse acerto faz parte do acerto de suspensão feito pela fábrica, podendo afetar na estabilidade, segurança, desempenho e consumo quando está fora do padrão.

Importante! Durante o alinhamento não deve ser feito o ajuste de cambagem, a não ser que o manual do veículo diga que é necessário. Realizar esse ajuste em carro que não precisa dele pode entortar as bandejas da suspensão.

O que é o balanceamento

O serviço de balanceamento dos pneus busca tornar a distribuição de peso nele uniforme. A construção do pneu, posição da válvulas e reparos podem gerar pontos mais pesados que outros.

Para trazer esse equilíbrio são colados pequenos pesos de chumbo na roda, para compensar a massa. Com isso feito os pneus irão girar com equilíbrio e sem gerar vibrações.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/alinhamento-balanceamento-quando-fazer/

5 erros bobos que estragam sua moto

Muitas vezes que a moto quebra, uma peça arrebenta ou qualquer outro defeito aparece por uma adversidade que não pode ser explicada. Porém, na maioria das vezes, e é na maioria mesmo, a moto estraga pelo famoso mau uso.

O motociclista que não faz as manutenções preventivas no momento certo, exige do modelo mais do que ele pode entregar ou, por qualquer outro motivo, não cuida direito da moto e está assinando um contrato de corretiva. É só esperar.

Para quem ficou “com medo” de ser o próximo, aqui vão 5 erros bobos que estragam sua moto.

1. acelerar a moto fria

Começando com a moto fria, e não ironicamente, mas este é o motivo de não ser recomendável sair acelerando demasiadamente assim que se liga a moto.

Quando a moto está fria, não há óleo circulando em todas as partes internas e, consequentemente não há lubrificação nelas. Nestes casos, acelerar (o que aumenta as rotações e movimentos das partes) aumenta o atrito entre componentes não lubrificados de forma ideal. O melhor é esperar um minutinho para sair.

Se a moto já estiver quente (quando o condutor já havia ligado o modelo há pouco tempo) não há esta necessidade de espera.

Esforço das partes internas do motor sem a lubrificação adequada pode causar severos danos internos como retífica e até a necessidade de substituição completa.

2. Pilotagem agressiva

Arrancadas bruscas, freadas secas e trocas de marcha no limite não afetam só o consumo de combustível, mas também componentes como embreagem, relação, suspensão, freios e pneus. Tudo isso é exigido com mais esforço e consequentemente se desgastam rapidamente.

Além de tudo, pilotar em altas velocidades ou com falta de atenção é mais perigoso para a saúde do piloto e terceiros.

3. retirada do filtro de ar

Toda combustão exige o combustível — gasolina ou etanol —, calor e comburente, que é o oxigênio. O calor vem da faísca gerada pela vela, já o combustível é injetado pelos bicos, e o ar é captado por dutos que o levam naturalmente até a câmara de combustão.

O filtro de ar é a primeira barreira contra impurezas no sistema de admissão de oxigênio da moto e, com isso, se torna fundamental para que apenas o comburente chegue para fazer a explosão.

Para aumentar a admissão de ar e a potência da moto, muitos caem na bobagem de retirar o filtro. Mas a única coisa que vai aumentar é o estrago na moto.

Sem o filtro, partículas de poeira e sujeira entram livremente no motor, contaminando o óleo e causando atrito nas milimétricas frestas das partes móveis. A chance de uma manutenção cara aparecer é alta.

4. Cortar giro

Essa aqui quase dispensa explicações, mas para quem não sabe, acelerar a moto além do limite basicamente força os pistões e válvulas acima do limite seguro, aumenta o atrito das partes e quando feito com frequência até encurta o espaço entre as trocas de óleo e vida útil do motor.

5. descuido com a corrente

A corrente é um dos componentes mais negligenciados por quem não gosta ou não entende os cuidados que uma moto precisa. Andar com ela seca, frouxa ou sem lubrificação adequada compromete a transmissão e aumenta o risco de rompimento, além de fazer a necessidade da troca.

O ideal é limpar e lubrificar a cada 500 km, em média, ou quando perceber que está muito suja e/ou seca. Após chuva ou estradas muito empoeiradas, a manutenção deve ser imediata.

 

FONTE:https://autopapo.com.br/motos/10-erros-bobos-que-estragam-sua-moto/

5 manutenções que melhoram o consumo de combustível

O consumo de combustível sempre foi uma preocupação do motorista brasileiro, independente do preço encontrado nos postos. Mas ter um carro econômico não é tudo, se a manutenção não estiver em dia suas médias serão ruins.

O desleixo com a mecânica irá afetar o consumo de combustível e também o desempenho, sem contar que poderá virar problemas mais caros no futuro. Essas cinco manutenções simples podem ser as responsáveis pela bebedeira de seu carro.

1. Pneu

Qual foi a última vez que você calibrou o pneu de seu carro? Isso deve ser feito a cada 15 dias e colocando a pressão recomendada pelo fabricante.

Rodar com o pneu murcho aumenta a resistência de rolagem, provocando um consumo maior. O ideal é calibrar os pneus com eles ainda frios, no posto mais próximo de sua casa ou até mesmo na garagem com um compressor.

Também é preciso estar com os pneus na medida correta para o carro. Usar pneus mais largos podem ajudar na aderência em curvas, porém aumentam o consumo.

Na hora de escolher um pneu, fique atento a etiqueta do Inmetro. Ela possui um índice de resistência de rolagem, quando melhor a nota, menor será o consumo de combustível quando comparado a um equivalente de nota baixa.

2. Alinhamento

Seguindo no contato entre o carro e o solo, o alinhamento da suspensão é essencial para que a suspensão trabalhe da forma correta e que o carro ande em linha reta. Quando ela não está nos parâmetros corretos o comportamento irá mudar, podendo deixar o carro imprevisível e aumentando o desgaste de vários componentes.

Não existe um prazo fixo para realizar o alinhamento das rodas, é preciso ficar atento aos indícios. Um impacto forte contra um buraco pode desalinhar o veículo, por exemplo. A forma mais fácil de perceber é quando ele puxa para algum lado quando está indo em linha reta ou em frenagens fortes.

O alinhamento afeta tanto o consumo que a Fiat mudou os parâmetros do Mille quando fez a versão Economy. Isso ajudou a reduzir o consumo de combustível, mas prejudicou um pouco a estabilidade.

3. Óleo do motor

O óleo lubrificante roda por dentro do motor, tendo como uma de suas funções a redução do atrito entre as peças móveis. Quando passou da hora de trocá-lo, essa propriedade é reduzida, o que aumenta o esforço do motor e causa um consumo maior.

Seus gastos com combustível também irão aumentar se for colocado um óleo mais grosso que original. Isso faz que o motor se esforce mais para trabalhar.

A troca do óleo deve ser feita no prazo indicado pelo manual, que é a cada 10 mil km nos carros mais recentes. Modelos mais antigos tinham intervalos de 5 ou 7 mil km. Se fizer o uso considerado como severo, a troca terá que ser na metade do prazo.

4. Filtro de ar

O motor do carro funciona queimando uma mistura de ar com combustível. O filtro de ar é responsável por tirar partículas sólidas e impurezas do ar admitido.

Se a manutenção do filtro de ar for negligenciada e ele ficar saturado, o fluxo de ar admitido será prejudicado. Isso causa um aumento no consumo e perda do desempenho.

O filtro de ar deve ser checado a cada troca de óleo, algumas marcas recomendam sua troca a cada 20 mil km. Por ser barato, não vale a pena atrasar essa substituição. Ela pode até ser feita em casa sem precisar de ferramentas.

5. Velas e bobina

A mistura ar/combustível em um motor a gasolina ou flex é detonada pelas velas de ignição. As bobinas são responsáveis por transformarem a baixa voltagem da bateria em alta voltagem, para energizar as velas e gerar a faísca que gera a explosão dentro do propulsor.

Problemas nas velas ou nas bobinas podem gerar uma queima incompleta do combustível ou fazer o motor falhar. Esses componentes exigem manutenção mais espaçada.

As velas duram menos que as bobinas, com o prazo de troca dependendo do motor e da tecnologia usada. Pode ser a cada 40 mil km em motores mais antigos ou passar dos 100 mil km nos mais modernos.

FONTE:https://autopapo.com.br/noticia/manutencao-consumo-combustivel/

Abasteceu o carro com combustível adulterado? Saiba o que fazer

Abastecer o carro é uma tarefa rotineira, mas que pode se transformar em dor de cabeça quando o combustível colocado no tanque não está dentro dos padrões. A adulteração ainda é uma prática ilegal que prejudica o motor, aumenta os custos de manutenção e até compromete a segurança do motorista e de todos ao redor. O problema acontece que os sinais aparecem logo após sair do posto, mas o condutor não sabe como agir.

A boa notícia é que, quando identificados a tempo, os danos podem ser reduzidos ou até evitados. Mais do que reconhecer os sintomas, é essencial seguir um passo a passo para proteger o veículo e ter respaldo legal.

“Se o carro não for flex, por exemplo, e a gasolina estiver alterada, os sintomas aparecem de imediato, como engasgos ao acelerar e marcha lenta irregular. Já nos modelos flex, a percepção é mais difícil, porque o sistema eletrônico compensa automaticamente”, explica Clayton Zabeu, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia.

A seguir, veja como agir caso desconfie de combustível adulterado.

Passo 1: desconfie dos sintomas logo após abastecer

Se o carro apresentar falhas de aceleração, perda de potência, ruídos anormais ou consumo maior logo depois de sair do posto, fique atento. “Nos veículos puramente a gasolina, é comum notar hesitações ao pisar no acelerador ou pequenas falhas na partida. Já no diesel, o motorista percebe excesso de fumaça e mais vibração no motor”, diz Zabeu.

Passo 2: evite rodar com o carro

Insistir em rodar com combustível fora da especificação pode agravar os danos.

“Se a mistura estiver contaminada com solventes ou tiver baixa octanagem, o motor pode sofrer pré-ignição ou até batida de pino. Esse tipo de falha compromete pistões, válvulas e pode levar a danos catastróficos”, alerta o professor. Em casos de sintomas fortes, a recomendação é acionar um guincho para evitar que o motor seja exigido além do limite.

Passo 3: leve o veículo a uma oficina de confiança

Na oficina, o mecânico pode esgotar o tanque, coletar amostras e comparar densidade, cor e aspecto do combustível. “Esses parâmetros mostram rapidamente se o produto está fora do padrão. Muitas vezes, só a substituição já devolve o funcionamento normal ao motor. Mas, se bombas e bicos injetores foram afetados, será preciso reparo mais profundo”, ressalta Zabeu.

Passo 4: guarde provas e registre o caso

A nota fiscal do abastecimento é essencial. “É o documento que comprova onde, quando e quanto foi abastecido. Sem ela, o consumidor perde força para cobrar ressarcimento ou formalizar denúncia”, reforça o especialista.

Passo 5: denuncie o posto irregular

O motorista pode acionar a ANP pelo telefone 0800 970 0267 ou pelo site oficial. Também é possível recorrer ao Procon, já que a venda de combustível adulterado é crime contra o consumidor. “A legislação prevê multas pesadas, interdição de bombas e até a cassação da licença de funcionamento do posto”, lembra Zabeu.

Como evitar problemas no futuro

O impacto do combustível adulterado vai além do carro. “Alguns solventes usados nessas práticas, como o metanol, são tóxicos. A inalação pode causar intoxicação e, em caso de vazamento, há risco de contaminação do solo e da água”, explica o professor.

Ainda que não seja possível eliminar totalmente o risco, alguns hábitos ajudam: abasteça em postos de confiança, mantenha regularidade no local escolhido, desconfie de preços muito baixos e nunca deixe de pedir nota fiscal. “Assim como existem golpes por telefone, há adulteração até em postos de bandeira conhecida. A constância é uma forma prática de se proteger”, conclui Zabeu.

Tomar medidas rápidas ao perceber os sinais pode salvar o motor, evitar gastos altos e, principalmente, impedir que a adulteração comprometa a segurança e o meio ambiente.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/combustivel-consciente/noticia/2025/10/carro-combustivel-adulterado-o-que-fazer.ghtml

Pagamento via Pix impedirá apreensão de veículo com débitos durante blitz

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou, em segundo turno, nesta terça-feira (21), o projeto de lei que institui o Programa de Regularização de Débitos de Veículos Automotores (PRDVA). A proposta, de autoria do deputado Fernando Pereira (PP), permite que motoristas e motociclistas quitem multas e IPVA de forma imediata, durante abordagens, utilizando sistemas eletrônicos de pagamento, como o Pix.

O programa tem como objetivo facilitar a regularização de pendências financeiras e evitar a remoção de veículos em situações em que a irregularidade seja apenas de natureza econômica. No entanto, veículos envolvidos em ilícitos penais ou com pendências judiciais não serão contemplados pela medida.

Segundo o texto, o pagamento eletrônico só poderá ser realizado quando houver disponibilidade técnica do sistema no momento da abordagem. A proposta também destaca que a quitação dos débitos impede apenas a apreensão do veículo, sem interferir nas demais penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal nº 9.503/1997).

Ainda conforme o projeto, o veículo será considerado licenciado em definitivo apenas após o processamento e a confirmação dos pagamentos, além do cumprimento das demais exigências legais aplicáveis.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/pagamento-via-pix-impedira-apreensao-de-veiculo-com-debitos-durante-blitz/

Confira 5 dicas para economizar até 50% de combustível

Em 2025, brasileiros têm enfrentado diversos desafios na hora de encher o tanque de combustível. Isso porque o ano começou com o reajuste do ICMS em fevereiro, que elevou os preços da gasolina e do diesel em todo o país. Em julho, houve suspensão das fiscalizações de qualidade dos combustíveis nos postos. Já no fim de agosto, a Polícia Federal expôs um grande esquema de fraudes do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo adulteração de bombas.

Diante desse cenário, muitos motoristas se sentem inseguros, seja pelo medo de abastecer com combustível adulterado ou pelo aumento dos preços.

Evite acelerações e frenagens bruscas

O modo de condução tem grande influência no consumo de combustível do seu veículo. De acordo com André Mendes, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, acelerações bruscas, frenagens fortes e trocas de marcha constantes podem ser fatores impactantes quanto ao consumo de gasolina.

“Se você acelera muito, acaba ‘esticando a marcha’, ou seja, o giro do motor sobe e o consumo aumenta. A frenagem é um bom indicador: se você freia muito, logo vai precisar acelerar de novo, e esse ‘vai e vem’ também gera maior consumo”, aconselha Mendes.

Vale destacar também que há uma diferença significativa entre dirigir na cidade e na estrada. No ambiente urbano, o trânsito intenso, os semáforos e os limites de velocidade mais baixos resultam em um padrão de “para e anda”, que aumenta o consumo de combustível. Nas rodovias, no entanto, a condução tende a ser mais contínua e suave, favorecendo a eficiência e reduzindo o gasto.

Dessa forma, o ideal é, além de realizar as trocar as marchas no tempo certo, antecipar o trânsito. Em outras palavras, evite movimentos bruscos ou reações de última hora. Em situações como um engarrafamento próximo a um semáforo, por exemplo, ao perceber o sinal vermelho mesmo com uma fila de carros à frente, procure reduzir a velocidade gradualmente em vez de mantê-la constante e frear de forma repentina.

“Respeite” a aerodinâmica do carro

O que é aerodinâmica? Trata-se de como o ar se move ao redor do veículo para melhorar o desempenho. Isto é, quanto mais o carro enfrenta resistência do ar, mais força o motor precisa fazer.

Dessa forma, existem alguns fatores que prejudicam esta força de atrito exercida pelo veículo. Entre eles estão: adornos na antena de teto e acessórios sem uso, como rack e bagageiros. No entanto, dois outros agentes também merecem atenção: janelas e ar-condicionado. O professor explica:

“O vidro fechado torna o carro mais aerodinâmico. Quando você anda, o carro precisa mover o ar, e se a janela está aberta, esse fluxo fica mais difícil, o que aumenta a resistência e o consumo. Porém, o ar-condicionado também consome combustível, porque precisa de energia para funcionar. Então, em baixa velocidade, andar com as janelas abertas pode ser mais econômico. Mas em rodovia, com velocidades altas, o efeito aerodinâmico pesa mais, e é melhor andar com as janelas fechadas, mesmo com o ar ligado”.

Em resumo, em velocidades baixas, prefira circular com as janelas abertas e o ar-condicionado desligado. Já em velocidades altas, mantenha as janelas fechadas e use o ar-condicionado para garantir melhor economia de combustível.

Manutenção e revisões do veículo em dia

Manutenções regulares também são essenciais. Segundo o mecânico Johnny Oliveira, trocar o óleo fora do prazo, por exemplo, afeta no consumo do carro, pois, com o aumento do atrito e mudança da viscosidade, as peças se movimentam com maior dificuldade:

“O óleo velho perde a lubrificação e o motor trabalha forçado. Isso resulta em mais atrito, mais calor e mais consumo. Além de aumentar o risco de desgaste nas peças”, diz.

Segundo o profissional, o motorista também deve atentar-se à calibragem dos pneus:

“Pneus murchos aumentam o atrito com o solo, e o motor precisa trabalhar mais pra mover o carro. Só isso já pode elevar o consumo em até 10%. Além disso, é fundamental utilizar aditivos de limpeza do sistema de injeção eletrônica. Como dono de oficina, recomendo aplicar esse aditivo a cada seis meses ou a cada 10 mil quilômetros. Ele ajuda a manter o sistema limpo, melhora o desempenho do motor e contribui para a longevidade do veículo”, analisa.

Não carregue peso desnecessário dentro do carro

Carregar objetos desnecessários no carro pode parecer inofensivo, mas afeta diretamente o consumo de combustível. Quanto maior o peso total do veículo, mais esforço o motor precisa fazer para colocá-lo em movimento e manter a velocidade, o que aumenta o gasto energético.

Além disso, o excesso de carga sobrecarrega suspensão, freios e pneus, elevando o atrito com o solo e reduzindo a eficiência do conjunto. Em veículos automáticos, o impacto é ainda maior, já que o câmbio tende a trabalhar em rotações mais altas para compensar o esforço.

De acordo com especialistas, a cada 50 kg extras, o consumo pode subir de 1% a 2%. Por isso, vale a pena revisar o porta-malas e deixar de lado tudo o que não for essencial para o dia a dia.

Encher o tanque “até a boca” não aumenta a autonomia do veículo

Muitos têm o costume de aproveitar preços atrativos em postos de combustível para encher o tanque do carro até o limite. No entanto, a prática não é recomendada por profissionais, pois pode diminuir a saúde do veículo.

Segundo André Mendes, quando se enche o tanque até o limite, pode ocorrer transbordamento de combustível em componentes que são projetados para lidar apenas com gases, como o cânister. Apesar de a prática não afetar diretamente o consumo, há a possibilidade de causar problemas no sistema. Trata-se de uma questão de recomendação operacional, mais do que de eficiência.

Johnny Oliveira também adverte:

“Além de poder danificar o sistema de evaporação do combustível, o excesso pode causar desperdício e até aumentar a pressão no tanque. O ideal é parar no automático da bomba. Encher até o gargalo não traz vantagem nenhuma”, alerta.

Com a mudança de alguns hábitos no dia a dia e a adoção das boas práticas mencionadas neste artigo, é possível economizar até 50% de combustível, explica o mecânico:

“O que muita gente ignora no dia a dia, faz diferença no bolso. O principal é manter o carro bem regulado, calibrar os pneus toda semana, evitar acelerações e frenagens bruscas, trocar o óleo no prazo certo e não andar com o carro pesado à toa. Parece básico, mas somando tudo, dá para cortar até metade do gasto de combustível , dependendo do caso”.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2025/10/5-dicas-economizar-combustivel.ghtml

CNH sem autoescola: o que falta para a nova regra entrar em vigor?

O governo divulgou, na última semana, as regras para instrutor autônomo — ou seja, sem vínculo obrigatório com uma autoescola — para obtenção da nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As mudanças atingem tanto a categoria de moto quanto a de carros, além das focadas em transporte de carga e passageiros.

A permissão para realizar as aulas práticas de direção sem precisar estar vinculado a uma autoescola é uma das mudanças propostas pelo Ministério dos Transportes.

Em entrevista à GloboNews em julho, o ministro da Pasta, Renan Filho, afirmou que o governo já estuda formas de reduzir o custo da CNH, e indicou que o Brasil poderá deixar de exigir a realização de curso em autoescola para a emissão da carteira.

Qual o atual estágio da proposta?

  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já autorizou o início do processo que pode resultar no fim da exigência de autoescola para tirar a CNH;
  • Com essa decisão, foi aberta uma consulta pública que ficará disponível até 2 de novembro;
  • Depois dessa fase, ainda serão necessárias outras etapas, como discussões no Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“O ponto de partida para quem gosta de dirigir e deseja ingressar nesse mercado, é verificar se cumpre os requisitos básicos antes de realizar o curso específico de formação, necessário para obter a Carteira de Identificação Profissional de instrutor autônomo, que será disponibilizado gratuitamente no site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran)”, informou o governo em nota.

Quais os requisitos?

Veja os requisitos fundamentais para que o instrutor seja autorizado a participar do processo de emissão da CNH:

  • O instrutor precisa ter, no mínimo, 21 anos de idade e habilitação legal para condução de veículo há pelo menos dois anos;
  • O instrutor não pode ter cometido nenhuma infração de trânsito de natureza gravíssima nos últimos 60 dias, nem ter sofrido penalidade de cassação da CNH;
  • O instrutor precisa ter concluído o ensino médio;
  • O instrutor deve ter formação específica em habilidades pedagógicas, com foco em legislação de trânsito e direção segura. Caso seja aprovado na avaliação, recebe um certificado;
  • O instrutor também precisa possuir certificado de curso específico realizado pelo órgão executivo de trânsito;
  • O carro usado nas aulas deve estar identificado como veículo de instrução e atender às exigências de segurança estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB);
  • As motos utilizadas nas aulas devem ter, no máximo, 8 anos de fabricação;
  • Os carros usados nas aulas devem ter até 12 anos de fabricação;
  • Os veículos de carga utilizados nas aulas devem ter até 20 anos de fabricação;
  • O nome do instrutor deve constar em registros oficiais do Detran estadual e do Ministério dos Transportes — o aluno pode conferir o nome do instrutor e os horários e locais para realização das aulas nos respectivos sites;
  • Cabe ao instrutor registrar e validar a presença e participação do aluno em cada aula;
  • Mesmo vinculado a uma autoescola, o instrutor pode oferecer aulas de forma independente.

Durante as aulas práticas de direção, o instrutor deve portar os seguintes documentos:

  • CNH;
  • Credencial de Instrutor ou crachá fornecido pelo órgão competente;
  • Licença de Aprendizagem Veicular;
  • Certificado de Registro e Licenciamiento de Veículo.

Em quais países o curso é ou não exigido

Embora pareça contraintuitiva, essa prática já é adotada em diversos países. Alguns estados dos Estados Unidos não exigem a participação em cursos, e o mesmo ocorre no Canadá e no Japão, por exemplo.

Ainda assim, para obter a CNH de seu país, o cidadão precisa atender a uma idade mínima definida e ser aprovado em exames teóricos e práticos.

 

FONTE: https://g1.globo.com/carros/noticia/2025/10/19/cnh-sem-autoescola-entenda-o-que-falta-para-a-nova-regra-entrar-em-vigor.ghtml

5 manutenções que melhoram o consumo de combustível da moto

Para muitos, a motocicleta é um veículo sinônimo de economia, afinal não são poucos os modelos que fazem mais de 40 km/l. Porém, para que o modelo continue rendendo bem, é extremamente necessário que ela esteja em dia com as manutenções. E, para ajudar o amigo que está com uma moto “beberrona”, aqui vai uma lista com 10 manutenções que melhoram o consumo de combustível da moto.

1. Vela e cachimbo

Começando pelo básico! O conjunto de vela e cachimbo é um dos principais responsáveis pelo excesso de queima de combustível quando está em um estado ruim.

Basicamente, eles são responsáveis por gerar a centelha que provoca a explosão dentro do motor, fazendo assim ele funcionar. Uma vela ruim não queima direito, e o cachimbo no mesmo estado não leva tensão para que a vela faça o seu trabalho.

Em resumo, quando esse conjunto está ruim, a queima fica imprecisa e leva a moto a consumir mais. Na maioria dos modelos, a verificação do item é feita entre 5.000 km e 6.000 km, e a troca, a cada 10.000 km ou 12.000 km (verifique no manual da sua moto).

2. Troca de óleo

A troca do óleo é outra manutenção que melhora o consumo de combustível da moto — e não só ele, como todo o conjunto.

O óleo da moto é como se fosse o “sangue” dela, sendo essencial para o funcionamento. Ele é o responsável por lubrificar e resfriar o motor e, se estiver fora do prazo ou faltando, pode gerar vários problemas nas partes internas do motor.

O motor em estado ruim naturalmente queima mais combustível. Por isso, a troca de óleo e do filtro de óleo (que impede que impurezas se misturem ao lubrificante) deve ser feita segundo o manual, geralmente entre 5.000 km e 6.000 km.

3. Troca de filtro de ar

Toda combustão exige o combustível — gasolina ou etanol —, calor e combustível, que é o oxigênio. Como já comentamos, o calor vem da faísca gerada pela vela, já o combustível é injetado pelos bicos, e o ar é captado por dutos que o levam naturalmente até a câmara de combustão.

O filtro de ar é a primeira barreira contra impurezas no sistema de admissão de oxigênio da moto e, com isso, se torna fundamental para que apenas o oxigênio chegue para fazer a explosão.

Quando o filtro de ar está muito velho e sujo, além de perder sua função de impedir as impurezas, ele passa a dificultar a passagem do ar, fazendo com que a moto tenha dificuldades de funcionar e mais combustível seja exigido para compensar as falhas no motor.

4. Pneus na calibragem certa

Os pneus são outros grandes responsáveis pela queima demasiada ou não do combustível. Encher menos que o indicado faz com que a área de contato aumente, crescendo também o atrito e, com isso, a força necessária para deslocar a moto. Ou seja, mais força requer mais torque ou mais aceleração e, consequentemente, aumento na queima.

Totalmente na contramão está o pneu cheio além do recomendado. Este ajuda na economia, porém com agravantes muito sérios. O primeiro é o desconforto, pois ele fica mais resistente e assim absorve menos as imperfeições da pista, levando a transferência até o banco e o guidão.

Mas o mais perigoso é o risco de quedas e acidentes. Quanto mais cheio, menor o contato com o asfalto e, assim, maior a chance de derrapar e cair.

5. Bicos ou carburador em dia

O sistema de alimentação é fundamental para o bom funcionamento do motor. Nos modelos com injeção eletrônica, é importante manter os bicos sempre limpos, pois qualquer sujeira pode comprometer a pulverização do combustível. Já nas motos carburadas, é necessário verificar a regulagem e manter os giclês limpos para que a mistura ar/combustível esteja sempre equilibrada.

Um sistema sujo ou desregulado faz o motor trabalhar em mistura rica (mais combustível do que ar), elevando o consumo e reduzindo o desempenho. A limpeza deve ser feita periodicamente, conforme o uso e recomendação do fabricante.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/10-manutencoes-para-consumo-de-combustivel-da-moto/#goog_rewarded