Desconto da Petrobras é repassado e gasolina fica mais barata nos postos

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros recuou 0,47% na primeira quinzena de novembro, fixando-se em R$ 6,33. Este é o menor valor registrado para o combustível desde setembro, segundo apontamentos do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O etanol acompanhou o movimento de arrefecimento, com queda de 0,45% e média nacional de R$ 4,42.

O cenário indica um reflexo tardio do reajuste realizado nas refinarias no mês anterior. “A redução anunciada pela Petrobras em outubro começa a refletir no bolso do consumidor, embora o repasse ainda seja tímido. O movimento de queda também se observa, de forma mais sutil, no etanol”, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No recorte geográfico, todas as regiões brasileiras apresentaram retração no valor da gasolina. O Nordeste liderou a baixa percentual, com recuo de 0,93% (R$ 6,39). O Sudeste, contudo, mantém as bombas mais competitivas do país, com preço médio de R$ 6,19, enquanto o Norte figura com o combustível mais caro, custando R$ 6,82 por litro.

Entre as unidades federativas, a disparidade de preços é notável: a Bahia registrou a maior redução na gasolina (-2,33%), mas é na Paraíba onde se encontra o menor preço absoluto (R$ 6,08). Na outra ponta, Roraima ostenta a gasolina mais cara do Brasil (R$ 7,41), mesmo após leve recuo. O Rio Grande do Norte foi na contramão da tendência nacional, registrando a maior alta do período (+1,62%).

Já o mercado de etanol mostrou estabilidade na maioria das regiões, com exceção do Nordeste, onde o preço caiu 2,83%. São Paulo segue com o biocombustível mais barato (R$ 4,21), enquanto o Amazonas registra o maior valor (R$ 5,47).

Para o motorista que busca economia, a conta na ponta do lápis favorece o derivado da cana em 14 estados, incluindo todo o Centro-Oeste. Segundo Mascarenhas, além do fator preço, a escolha pelo etanol neste momento fortalece a mobilidade sustentável pela menor emissão de poluentes.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/desconto-da-petrobras-e-repassado-e-gasolina-fica-mais-barata-nos-postos/

Registro, emplacamento e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026;

Os ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos como patinetes, skates e até cadeiras de rodas com motor elétrico terão novas regras a partir de 2026.

As normas, aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em junho de 2023, definem o enquadramento dos ciclomotores e trazem regras sobre equipamentos obrigatórios e de proteção, e regulam a necessidade de registro, emplacamento e até CNH para determinadas categorias.

Quais são as regras para cada tipo de veículo?

O Contran estipulou as seguintes regras para cada tipo de veículo em circulação no Brasil:

As regras passarão a ser fiscalizadas a partir de janeiro de 2026. A maior mudança fica por conta dos ciclomotores, que passarão a exigir:

  • CNH nas categorias A (motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
  • Uso de capacete; e
  • Emplacamento.

Cada estado pode regular de acordo com suas necessidades. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro, existe até mesmo a previsão de pagamento do IPVA para estes veículos.

O que são bicicleta, bicicleta elétrica, ciclomotor e autopropelido?

Segundo as novas regras, estes são os aspectos que definem uma bicicleta:

  • Veículo de propulsão humana;
  • Dotado de duas rodas.

Estas são as definições para um veículo autopropelido:

  • Equipamento com uma ou mais rodas;
  • Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio;
  • Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h;
  • Largura não superior a 70 cm;
  • Distância entre eixos de até 130 cm.

Já para bicicleta elétrica, estas são as definições que caracterizam o veículo:

  • Veículos de propulsão humana;
  • Com duas rodas;
  • Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Motor só pode funcionar quando o usuário pedala;
  • Não pode ter acelerador;
  • Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h.

Estas são as regras que definem um ciclomotor:

  • Veículo de duas ou três rodas;
  • Motor a combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico de até 4 kW (4.000 watts);
  • Velocidade máxima de 50 km/h.

Existem exceções para algum dos veículos?

Sim, segundo a resolução do Contran, estão isentos das novas regras os veículos:

  • Veículos de uso exclusivo fora de estrada;
  • Veículos de competição;
  • Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade;

Ciclomotor pode levar multa?

A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se:

  • Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH;
  • Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH;
  • Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH;
  • Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH.

FONTE: https://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2025/11/18/ciclomotor-novas-regras-contran.ghtml

 

Cortar giro é garantia de ‘fritar’ o óleo da moto e até derreter peças

O hábito de cortar giro (quando se eleva até o limite da rotação aceita pela central eletrônica) do motor já se tornou algo cultural de determinadas regiões das metrópoles brasileiras, e além do incômodo gerado com o estrondoso som emanado, estes motociclistas sempre são reprimidos por “agredirem” também o motor da motocicleta. Afinal os danos podem aparecer com eles ou com o próximo dono.

Problemas nos anéis, bielas, válvulas, pistões e outros são sempre lembrados e quando eles aparecem chegam junto de barulhos estranhos, perda na potência, aumento no consumo, e por aí vai. Porém, um problema que pode ser imediato e imperceptível é a contaminação do óleo. Este quase ninguém se lembra.

Em entrevista, o especialista em desenvolvimento do setor de pesquisa da Honda, Bismark do Vale, esclarece que os problemas do hábito de cortar giro têm motivo.

“O motor, quando ele está em corte de giro, tende a cortar a ignição. Então o bico injetor vai continuar injetando um pouco de combustível. Lógico que o corte repentino, quando você percebe que [por exemplo] tem que trocar a marcha, você vai trocar. Mas nessas situações que o condutor usa o corte de giro em longos períodos, a gasolina vai se misturar com óleo. Ela vai contaminar o óleo.” aponta o pesquisador.

Bismark explica que esse fenômeno de mistura dos líquidos e consequentemente a contaminação do óleo pode acontecer mesmo com as peças internas do motor em bom estado.

Em um motor quatro tempos convencional a queima do combustível ocorre quando o sistema de ignição aciona a vela. Com o giro acima dos limites, este sistema é interrompido, porém a injeção permanece e faz com que a câmara de combustão se encha de gasolina. Essa admissão exagerada não é correta, pois o combustível deve entrar, queimar e liberar os gases provenientes, possibilitando que mais gasolina (na quantidade correta) entre no sistema e ciclo se repita.

O especialista aponta que é aí que está o perigo, pois a gasolina acumulada tem que escoar para algum lugar caso não seja queimada. Então o combustível, por conta de sua densidade menor que do óleo, desce pela parede do cilindro e se mistura ao lubrificante.

O que fazer com o óleo contaminado pelo corte de giro?

Nestes casos não tem o que fazer, a troca do óleo deve ser imediata. Mesmo que o óleo lubrificante seja novo, a contaminação exige a substituição.

O óleo lubrificante é responsável pelo funcionamento e deslize correto das partes internas do motor da moto. Ele passa, lubrifica e resfria o conjunto.

Para que esteja tudo nos conformes é fundamental que as especificações indicadas no manual do proprietário sejam seguidas. Só assim sabe-se que o óleo lubrificante com espessura e aditivos adequados estão sendo utilizados.

Se o óleo for contaminado pela gasolina tudo isso fica comprometido e os riscos de má lubrificação e resfriamento aumentam, elevando também as chances dos defeitos e quebras de componentes.

“As quebras ocorrem basicamente porque ela enriquece a mistura, ou seja, enche a câmara de combustível e quando retorna ele dá uma explosão com uma temperatura bem maior do que o normal e aí pode ocorrer a quebra. É bem mais grave do que o que a pessoa imagina”, completa do Vale.

Bismark ainda aponta outro risco grande, o de superaquecimento. Superaquecer a moto com o corte de giro pode ocasionar na quebra de alguma peça ou até na combustão espontânea do conjunto.

Atenção à falta de cuidado

O especialista conclui que esses problemas costumam aparecer “a longo prazo”. Neste caso o alerta vai para o quem olha uma moto usada, tome cuidado para não levar uma moto de um piloto que vivia cortando giro.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/corte-de-giro-oleo-moto/

Celular ao volante já é a principal causa de acidentes no Brasil

Os próprios motoristas apontam que os smartphones são o maior vilão das ruas, superando até a criminalidade

É cada vez mais comum ver, nas ruas, carros desviando da faixa ou reduzindo a velocidade repentinamente. Há, ainda, os que demoram para frear diante de obstáculos ou mesmo acelerar quando o semáforo fica verde. Os motoristas estariam embriagados? Nem sempre. São sintomas da epidemia do celular ao volante, fenômeno com riscos conhecidos há anos.

O paradoxo é que agora os próprios usuários apontam o celular como um dos maiores perigos no trânsito. Ao mesmo tempo, não conseguem ceder à tentação de usar o aparelho. Em uma pesquisa do Sem Parar — empresa conhecida pelo serviço de pagamento automático de pedágios — divulgada durante a Semana do Trânsito, no fim de setembro, 76% dos entrevistados apontaram o smartphone como o “principal vilão das ruas e estradas”.

O percentual superou o da criminalidade, indicada como principal problema por 44% dos 400 clientes entrevistados pelo Sem Parar.

De nada adiantou a indústria desenvolver dispositivos para conectar o automóvel ao aparelho celular e, assim, permitir ligações telefônicas sem tirar as mãos do volante.

Agora, as pessoas querem dirigir e digitar mensagens ao mesmo tempo. E não apenas em carros mas também em motocicletas e bicicletas. Sem falar no pedestre que se aventura a atravessar a rua com os olhos grudados na pequena tela.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o uso do celular ao volante é não só o principal motivo da falta de atenção na condução de um veículo como também a terceira causa de acidentes de trânsito no Brasil. Fica atrás apenas do excesso de velocidade e do uso de álcool.

Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária indicam que, com a atenção no celular, o tempo para reagir a situações de emergência pode aumentar em até mais de 50%, dificultando, assim, frenagem e desvio de obstáculos. Isso porque o cérebro está focado na conversa ou mensagem, perdendo 70% da visualização do ambiente. Até mesmo a vibração do aparelho distrai, segundo o Observatório.

O Código de Trânsito Brasileiro considera infração média quando o motorista é flagrado com o aparelho na orelha, o que resulta em quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 130,16. Já o condutor que manuseia ou segura um celular enquanto dirige está sujeito à multa de R$ 293,47 e recebe sete pontos na carteira pela infração, considerada gravíssima. É um alerta para quem pensa ser menos arriscado ditar uma mensagem do que digitar.

De acordo com a Abramet, o risco de o condutor se envolver em um acidente aumenta 400% quando ele checa mensagens de texto e, ainda mais, quando digita. É como se a pessoa dirigisse de olhos vendados.

Existe, ainda, o que os especialistas da Abramet chamam de situação “pós-chamada”. O risco de acidentes permanece por alguns segundos porque, ao desligar o aparelho, nossa capacidade cognitiva continua com foco na informação recebida.

No futuro, os carros serão autônomos. Sem motoristas, será o fim de todos os perigos dos tempos em que os veículos eram conduzidos por humanos.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/post-coluna/2025/11/celular-volante-principal-causa-acidentes-brasil.ghtml

Sacola no braço ou no guidão da moto: pode ou não pode?

Não é segredo que um dos pesares da motocicleta é a falta de local para guardar objetos. Os pilotos mais caprichosos instalam baús em seus modelos, porém não é incomum ver outros rodando com sacolas – muitas vezes exageradas e comprometendo a segurança – nos braços ou no guidão. A discussão sobre a permissibilidade disso é grande, afinal, pode ou não pilotar moto com sacolas penduradas na moto?

É permitido pilotar moto com sacolas nos braços ou no guidão?

Como muitas vezes aponta nosso querido publisher Boris Feldman: depende! Partindo do princípio da Lei, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não aborda especificamente este assunto em nenhum de seus artigos. Porém, caso o condutor seja exagerado demais, algum parágrafo pode qualificar o ato de carregar sacolas nos braços ou guidão como infração.

Artigos qualificatórios

O Art. 252 do CTB fala de algumas atividades parecidas. Nele, em seu inciso segundo, conduzir um veículo “transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas” é uma infração média, ou seja, passível de 5 pontos na carteira e multa de R$ 130,16.

Por mais que não implique diretamente em objetos nos braços ou guidão, fica claro que apoiar objetos no tanque ou até mesmo rodar com a mochila virada para frente, não é permitido. No caso, se a sacola estiver presa ao braço ou guidão, e apoiada no meio das pernas, a multa é aplicada.

Porém, o artigo 169 é o que mais abre margem para a aplicação de multa em sacolas no guidão ou cotovelos. Segundo ele, “dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança” é infração leve de 3 pontos na carteira e multa de R$ 88,38.

Aqui a infração fica a critério do agente fiscalizador e dos costumes locais, porém casos exagerados não costumam fugir da multa.

  • Objetos muito grandes ou pesados podem se enquadrar por dificultar a condução do motociclista.

Existe ainda uma resolução do Contran, que, embora aplicada apenas a mototaxistas e motofretistas em atividade remunerada, pode servir de parâmetro para o fiscalizador e o piloto.

A resolução Nº 943 afirma em seu artigo 10 que: “Os dispositivos de transporte de cargas em motocicleta e motoneta podem ser do tipo fechado (baú), aberto (grelha), alforjes, bolsas ou caixas laterais desde que atendidas as dimensões máximas fixadas nesta Resolução e as especificações do fabricante do veículo no tocante à instalação e ao peso máximo admissível”.

No decorrer da norma, independente do tipo de armazém, a largura máxima deve ser de 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores; o comprimento não pode exceder a extremidade traseira do veículo; e a altura pode ser de até 70 a partir do assento do veículo.

Estas medidas podem ser utilizadas para julgar se o objeto transportado no guidão ou braços do condutor de um motociclista está ou não dentro da lei, afinal, se for grande ou pesado demais o artigo 169 do CTB o reprime.

Melhor local para transportar objetos na moto

Para não correr o risco de ser multado ou pior, sofrer um acidente, o melhor é transportar objetos dentro de baús ou outros equipamentos apropriados.

O capacete, por exemplo, que comumente é lavado nos braços quando há um sobressalente, pode ser um grande agravante de lesões no caso de queda ou colisões.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/sacola-no-braco-ou-guidao-da-moto/

Confira 5 infrações de trânsito que mais pegam os motoristas desavisados

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas de trânsito e medidas administrativas. Dentre as mais conhecidas estão o avanço de semáforo ou de placa de pare e o excesso de velocidade, seja pelo maior risco à segurança ou por serem muito frequentes.

No entanto, existem outras ações que passam despercebidas, mas que também são muito comuns e passíveis de punição. Confira a seguir cinco ações que são infrações e que podem te causar um prejuízo de R$ 130,16.

1. Estacionar perto de esquinas

Todos os motoristas sabem que estacionar o veículo em local proibido sinalizado por placas é infração de trânsito. Porém existem vários locais que, mesmo sem nenhuma sinalização, não é permitido parar o seu carro. Essa são infrações de trânsito bem comuns que pegam muitos condutores desprevenidos.

A esquina de um cruzamento e suas proximidades são um bom exemplo disso:

Art. 181– Estacionar o veículo: Em esquinas e a menos de 5 metros do cruzamento com a via transversal

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16);
  • Medida administrativa – remoção do veículo.

2. Dirigir usando fones de ouvido

Usar o celular enquanto dirige é uma ação muito comum e que a maioria dos motoristas sabem que é errada. Mas, o que talvez muitos não saibam é que utilizar fones de ouvido, mesmo sem usar o seu smartphone também é infração.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

3. Usando chinelo ou outro calçado inadequado (mas descalço pode)

Muitos motoristas gostam de ter conforto ao fazer pequenos percursos, como ir à padaria ou ao mercado. Nessas ocasiões, alguns preferem calçar aquele par de chinelos Havaianas, mas dirigir com esse tipo de calçado vai contra o CTB.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
IV – usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Mas, de acordo com a lei, o motorista pode dirigir descalço. O que é proibido é a utilização de sapatos que atrapalham o controle do veículo. Essas peças são aquelas que não cobrem o calcanhar, como chinelos e sandálias sem alças traseiras.

4. Esquecer de abastecer e ter pane seca

A falta de combustível no veículo, também conhecida como pane seca, é infração de trânsito. Isso porque é obrigação legal do condutor verificar se há combustível suficiente para percorrer seu trajeto antes de colocar o veículo em circulação, como previsto no artigo 27 do CTB.

Art. 180 – Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Esse problema, diferentemente de uma pane elétrica ou mecânica, é facilmente evitado com um pouco mais de atenção e planejamento do motorista.

Vale destacar que o agente de trânsito, ao autuar este tipo de infração, deve constatar que o problema ocorrido foi, efetivamente, a falta de combustível.

5. Jogar objetos ou lixo para fora da janela/na via

Jogar um cupom fiscal antigo, recibo de estacionamento, papel de bala, panfleto, entre outros objetos é algo bem comum entre os condutores. Porém essa atitude, além de contribuir para sujar e poluir as vias, pode dar multa de trânsito;

Art. 172 – Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Evitar essa infração é muito simples, basta ter uma sacolinha ou compartimento como lixinho dentro do seu veículo.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/5-infracoes-de-transito-pegam-motoristas-desavisados/

Alinhamento e balanceamento não precisam ser feitos juntos

Os quatro pneus do carro tocam o solo, mas a forma que isso ocorre varia entre os carros. Cada modelo possui um parâmetro de alinhamento e balanceamento das rodas para que a suspensão trabalhe da forma que foi projetada.

São serviços relativamente simples e que trazem grandes benefícios. Mas é preciso ficar atento quando for fazer para não cair em pegadinhas ou realizar outros desnecessários.

Quando é preciso fazer o alinhamento e o balanceamento

Alguns serviços não possuem prazos fixos para a realização, já que a necessidade depende do uso do carro. O alinhamento e o balanceamento estão nessa categoria.

O recomendado pelos fabricantes é checar o alinhamento a cada revisão e fazer se existir a necessidade. Rodar por pisos mais irregulares, passar por buracos e outras situações adversas podem afetar nessa regulagem.

Já o balanceamento é menos frequente. Ele deve ser feito na hora de montar o pneu, futuramente pode existir a necessidade de realizar novamente para compensar algum desgaste.

O motorista pode notar a necessidade do alinhamento enquanto dirige o carro. Isso é percebido quando a direção puxa para algum lado, principalmente em frenagens, quando o volante não fica alinhado quando o carro está rodando em linha reta e quando o comportamento em curvas está diferente do normal.

O que é o alinhamento

O alinhamento é um serviço onde os ângulos das rodas são ajustados. Esse acerto faz parte do acerto de suspensão feito pela fábrica, podendo afetar na estabilidade, segurança, desempenho e consumo quando está fora do padrão.

Importante! Durante o alinhamento não deve ser feito o ajuste de cambagem, a não ser que o manual do veículo diga que é necessário. Realizar esse ajuste em carro que não precisa dele pode entortar as bandejas da suspensão.

O que é o balanceamento

O serviço de balanceamento dos pneus busca tornar a distribuição de peso nele uniforme. A construção do pneu, posição da válvulas e reparos podem gerar pontos mais pesados que outros.

Para trazer esse equilíbrio são colados pequenos pesos de chumbo na roda, para compensar a massa. Com isso feito os pneus irão girar com equilíbrio e sem gerar vibrações.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/alinhamento-balanceamento-quando-fazer/

5 erros bobos que estragam sua moto

Muitas vezes que a moto quebra, uma peça arrebenta ou qualquer outro defeito aparece por uma adversidade que não pode ser explicada. Porém, na maioria das vezes, e é na maioria mesmo, a moto estraga pelo famoso mau uso.

O motociclista que não faz as manutenções preventivas no momento certo, exige do modelo mais do que ele pode entregar ou, por qualquer outro motivo, não cuida direito da moto e está assinando um contrato de corretiva. É só esperar.

Para quem ficou “com medo” de ser o próximo, aqui vão 5 erros bobos que estragam sua moto.

1. acelerar a moto fria

Começando com a moto fria, e não ironicamente, mas este é o motivo de não ser recomendável sair acelerando demasiadamente assim que se liga a moto.

Quando a moto está fria, não há óleo circulando em todas as partes internas e, consequentemente não há lubrificação nelas. Nestes casos, acelerar (o que aumenta as rotações e movimentos das partes) aumenta o atrito entre componentes não lubrificados de forma ideal. O melhor é esperar um minutinho para sair.

Se a moto já estiver quente (quando o condutor já havia ligado o modelo há pouco tempo) não há esta necessidade de espera.

Esforço das partes internas do motor sem a lubrificação adequada pode causar severos danos internos como retífica e até a necessidade de substituição completa.

2. Pilotagem agressiva

Arrancadas bruscas, freadas secas e trocas de marcha no limite não afetam só o consumo de combustível, mas também componentes como embreagem, relação, suspensão, freios e pneus. Tudo isso é exigido com mais esforço e consequentemente se desgastam rapidamente.

Além de tudo, pilotar em altas velocidades ou com falta de atenção é mais perigoso para a saúde do piloto e terceiros.

3. retirada do filtro de ar

Toda combustão exige o combustível — gasolina ou etanol —, calor e comburente, que é o oxigênio. O calor vem da faísca gerada pela vela, já o combustível é injetado pelos bicos, e o ar é captado por dutos que o levam naturalmente até a câmara de combustão.

O filtro de ar é a primeira barreira contra impurezas no sistema de admissão de oxigênio da moto e, com isso, se torna fundamental para que apenas o comburente chegue para fazer a explosão.

Para aumentar a admissão de ar e a potência da moto, muitos caem na bobagem de retirar o filtro. Mas a única coisa que vai aumentar é o estrago na moto.

Sem o filtro, partículas de poeira e sujeira entram livremente no motor, contaminando o óleo e causando atrito nas milimétricas frestas das partes móveis. A chance de uma manutenção cara aparecer é alta.

4. Cortar giro

Essa aqui quase dispensa explicações, mas para quem não sabe, acelerar a moto além do limite basicamente força os pistões e válvulas acima do limite seguro, aumenta o atrito das partes e quando feito com frequência até encurta o espaço entre as trocas de óleo e vida útil do motor.

5. descuido com a corrente

A corrente é um dos componentes mais negligenciados por quem não gosta ou não entende os cuidados que uma moto precisa. Andar com ela seca, frouxa ou sem lubrificação adequada compromete a transmissão e aumenta o risco de rompimento, além de fazer a necessidade da troca.

O ideal é limpar e lubrificar a cada 500 km, em média, ou quando perceber que está muito suja e/ou seca. Após chuva ou estradas muito empoeiradas, a manutenção deve ser imediata.

 

FONTE:https://autopapo.com.br/motos/10-erros-bobos-que-estragam-sua-moto/

5 manutenções que melhoram o consumo de combustível

O consumo de combustível sempre foi uma preocupação do motorista brasileiro, independente do preço encontrado nos postos. Mas ter um carro econômico não é tudo, se a manutenção não estiver em dia suas médias serão ruins.

O desleixo com a mecânica irá afetar o consumo de combustível e também o desempenho, sem contar que poderá virar problemas mais caros no futuro. Essas cinco manutenções simples podem ser as responsáveis pela bebedeira de seu carro.

1. Pneu

Qual foi a última vez que você calibrou o pneu de seu carro? Isso deve ser feito a cada 15 dias e colocando a pressão recomendada pelo fabricante.

Rodar com o pneu murcho aumenta a resistência de rolagem, provocando um consumo maior. O ideal é calibrar os pneus com eles ainda frios, no posto mais próximo de sua casa ou até mesmo na garagem com um compressor.

Também é preciso estar com os pneus na medida correta para o carro. Usar pneus mais largos podem ajudar na aderência em curvas, porém aumentam o consumo.

Na hora de escolher um pneu, fique atento a etiqueta do Inmetro. Ela possui um índice de resistência de rolagem, quando melhor a nota, menor será o consumo de combustível quando comparado a um equivalente de nota baixa.

2. Alinhamento

Seguindo no contato entre o carro e o solo, o alinhamento da suspensão é essencial para que a suspensão trabalhe da forma correta e que o carro ande em linha reta. Quando ela não está nos parâmetros corretos o comportamento irá mudar, podendo deixar o carro imprevisível e aumentando o desgaste de vários componentes.

Não existe um prazo fixo para realizar o alinhamento das rodas, é preciso ficar atento aos indícios. Um impacto forte contra um buraco pode desalinhar o veículo, por exemplo. A forma mais fácil de perceber é quando ele puxa para algum lado quando está indo em linha reta ou em frenagens fortes.

O alinhamento afeta tanto o consumo que a Fiat mudou os parâmetros do Mille quando fez a versão Economy. Isso ajudou a reduzir o consumo de combustível, mas prejudicou um pouco a estabilidade.

3. Óleo do motor

O óleo lubrificante roda por dentro do motor, tendo como uma de suas funções a redução do atrito entre as peças móveis. Quando passou da hora de trocá-lo, essa propriedade é reduzida, o que aumenta o esforço do motor e causa um consumo maior.

Seus gastos com combustível também irão aumentar se for colocado um óleo mais grosso que original. Isso faz que o motor se esforce mais para trabalhar.

A troca do óleo deve ser feita no prazo indicado pelo manual, que é a cada 10 mil km nos carros mais recentes. Modelos mais antigos tinham intervalos de 5 ou 7 mil km. Se fizer o uso considerado como severo, a troca terá que ser na metade do prazo.

4. Filtro de ar

O motor do carro funciona queimando uma mistura de ar com combustível. O filtro de ar é responsável por tirar partículas sólidas e impurezas do ar admitido.

Se a manutenção do filtro de ar for negligenciada e ele ficar saturado, o fluxo de ar admitido será prejudicado. Isso causa um aumento no consumo e perda do desempenho.

O filtro de ar deve ser checado a cada troca de óleo, algumas marcas recomendam sua troca a cada 20 mil km. Por ser barato, não vale a pena atrasar essa substituição. Ela pode até ser feita em casa sem precisar de ferramentas.

5. Velas e bobina

A mistura ar/combustível em um motor a gasolina ou flex é detonada pelas velas de ignição. As bobinas são responsáveis por transformarem a baixa voltagem da bateria em alta voltagem, para energizar as velas e gerar a faísca que gera a explosão dentro do propulsor.

Problemas nas velas ou nas bobinas podem gerar uma queima incompleta do combustível ou fazer o motor falhar. Esses componentes exigem manutenção mais espaçada.

As velas duram menos que as bobinas, com o prazo de troca dependendo do motor e da tecnologia usada. Pode ser a cada 40 mil km em motores mais antigos ou passar dos 100 mil km nos mais modernos.

FONTE:https://autopapo.com.br/noticia/manutencao-consumo-combustivel/

Abasteceu o carro com combustível adulterado? Saiba o que fazer

Abastecer o carro é uma tarefa rotineira, mas que pode se transformar em dor de cabeça quando o combustível colocado no tanque não está dentro dos padrões. A adulteração ainda é uma prática ilegal que prejudica o motor, aumenta os custos de manutenção e até compromete a segurança do motorista e de todos ao redor. O problema acontece que os sinais aparecem logo após sair do posto, mas o condutor não sabe como agir.

A boa notícia é que, quando identificados a tempo, os danos podem ser reduzidos ou até evitados. Mais do que reconhecer os sintomas, é essencial seguir um passo a passo para proteger o veículo e ter respaldo legal.

“Se o carro não for flex, por exemplo, e a gasolina estiver alterada, os sintomas aparecem de imediato, como engasgos ao acelerar e marcha lenta irregular. Já nos modelos flex, a percepção é mais difícil, porque o sistema eletrônico compensa automaticamente”, explica Clayton Zabeu, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia.

A seguir, veja como agir caso desconfie de combustível adulterado.

Passo 1: desconfie dos sintomas logo após abastecer

Se o carro apresentar falhas de aceleração, perda de potência, ruídos anormais ou consumo maior logo depois de sair do posto, fique atento. “Nos veículos puramente a gasolina, é comum notar hesitações ao pisar no acelerador ou pequenas falhas na partida. Já no diesel, o motorista percebe excesso de fumaça e mais vibração no motor”, diz Zabeu.

Passo 2: evite rodar com o carro

Insistir em rodar com combustível fora da especificação pode agravar os danos.

“Se a mistura estiver contaminada com solventes ou tiver baixa octanagem, o motor pode sofrer pré-ignição ou até batida de pino. Esse tipo de falha compromete pistões, válvulas e pode levar a danos catastróficos”, alerta o professor. Em casos de sintomas fortes, a recomendação é acionar um guincho para evitar que o motor seja exigido além do limite.

Passo 3: leve o veículo a uma oficina de confiança

Na oficina, o mecânico pode esgotar o tanque, coletar amostras e comparar densidade, cor e aspecto do combustível. “Esses parâmetros mostram rapidamente se o produto está fora do padrão. Muitas vezes, só a substituição já devolve o funcionamento normal ao motor. Mas, se bombas e bicos injetores foram afetados, será preciso reparo mais profundo”, ressalta Zabeu.

Passo 4: guarde provas e registre o caso

A nota fiscal do abastecimento é essencial. “É o documento que comprova onde, quando e quanto foi abastecido. Sem ela, o consumidor perde força para cobrar ressarcimento ou formalizar denúncia”, reforça o especialista.

Passo 5: denuncie o posto irregular

O motorista pode acionar a ANP pelo telefone 0800 970 0267 ou pelo site oficial. Também é possível recorrer ao Procon, já que a venda de combustível adulterado é crime contra o consumidor. “A legislação prevê multas pesadas, interdição de bombas e até a cassação da licença de funcionamento do posto”, lembra Zabeu.

Como evitar problemas no futuro

O impacto do combustível adulterado vai além do carro. “Alguns solventes usados nessas práticas, como o metanol, são tóxicos. A inalação pode causar intoxicação e, em caso de vazamento, há risco de contaminação do solo e da água”, explica o professor.

Ainda que não seja possível eliminar totalmente o risco, alguns hábitos ajudam: abasteça em postos de confiança, mantenha regularidade no local escolhido, desconfie de preços muito baixos e nunca deixe de pedir nota fiscal. “Assim como existem golpes por telefone, há adulteração até em postos de bandeira conhecida. A constância é uma forma prática de se proteger”, conclui Zabeu.

Tomar medidas rápidas ao perceber os sinais pode salvar o motor, evitar gastos altos e, principalmente, impedir que a adulteração comprometa a segurança e o meio ambiente.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/combustivel-consciente/noticia/2025/10/carro-combustivel-adulterado-o-que-fazer.ghtml