Combustível comum, aditivado e premium: qual o melhor para o seu carro?

Na hora de abastecer, muitos motoristas ainda ficam em dúvida sobre qual combustível escolher. Comum, aditivado ou premium? Todos atendem às normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas têm características próprias que influenciam a durabilidade do motor, o desempenho e até o consumo.

Enquanto a comum cumpre a função básica, a aditivada ajuda a manter o motor limpo e protegido. Já a premium garante performance máxima em motores de maior exigência. Conhecer essas diferenças é essencial para escolher bem.

Comum: o básico do dia a dia

A gasolina comum é a versão mais simples, composta pela base acrescida de até 30% de etanol anidro. Cumpre os requisitos da ANP e pode ser usada em toda a frota. Porém, por não conter aditivos extras de limpeza, pode favorecer depósitos em bicos injetores e válvulas ao longo do tempo.

O professor Juliano Martins Barbosa, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, lembra que a gasolina comum possui índice antidetonante (IAD) em torno de 87. Isso é suficiente para motores de baixa compressão, mas não traz ganhos em aplicações mais exigentes.

Aditivado: mais limpeza e proteção

Combustíveis aditivados usam a mesma base da comum, mas recebem pacotes de aditivos que limpam e protegem o motor. A Ipiranga, por exemplo, oferece a Ipimax, com detergentes e dispersantes que removem sujeira, anticorrosivos contra ferrugem e redutores de atrito que diminuem desgaste das partes móveis. Segundo a empresa, isso garante motor limpo, vida útil prolongada e economia superior a 4%.

Os aditivos também favorecem pulverização adequada, melhorando a queima e reduzindo emissões. No dia a dia, a aditivada ajuda a evitar falhas e prolonga a durabilidade do motor, especialmente em uso urbano intenso.

Premium: desempenho máximo para motores exigentes

Os combustíveis premium se diferenciam pela maior octanagem, essencial para motores de alta compressão, turboalimentados ou esportivos. A Ipiranga oferece a Ipimax Pro, com octanagem acima de 100 e aditivos avançados. Segundo a companhia, o produto proporciona economia de até 4,2% no consumo, redução de atrito em até 34% e restauração de até 5,6% da potência.

Barbosa reforça que a premium reúne octanagem elevada, maior estabilidade química, menor teor de enxofre e aditivos em maior concentração. É indicada para veículos modernos que exigem esse nível de desempenho.

O papel da octanagem

A octanagem mede a resistência do combustível à pré-detonação, conhecida como batida de pino. Quanto maior o índice, mais o combustível suporta compressão sem queimar antes da hora. Com a octanagem correta, a combustão é uniforme, garantindo potência máxima e proteção.

Usar combustível de baixa octanagem em motores de alta exigência pode resultar em perda de potência, consumo maior e desgaste prematuro. Por isso, é fundamental seguir a recomendação do manual do veículo.

Misturar tipos diferentes: quais os efeitos?

Não há risco imediato em misturar combustíveis diferentes no tanque, mas os benefícios são reduzidos. Se o motorista mistura premium com gasolina comum, a octanagem final cai e o motor não aproveita toda a performance. Isso vale para a aditivada: diluída, perde parte de sua capacidade de limpeza e proteção.

Como escolher o combustível certo?

A decisão deve partir sempre do manual do veículo, que indica a octanagem mínima recomendada.

Para a maioria dos carros de uso diário, a aditivada é a escolha equilibrada entre custo, proteção e rendimento. A premium é indicada para esportivos, importados e modelos de alta compressão. Já a comum pode ser usada sem problemas, mas tende a exigir um pouco mais manutenção no longo prazo.

Em resumo, a escolha do combustível impacta diretamente na performance e na durabilidade do motor. Optar por aditivada ou premium é investir em eficiência, proteção e economia.

 

Fonte: https://autoesporte.globo.com/combustivel-consciente/noticia/2025/09/combustivel-comum-aditivado-premium-qual-melhor-para-o-carro.ghtml

Quais são os hábitos dos brasileiros na hora de calibrar os pneus?

O simples ato de calibrar os pneus de seu carro traz muitos benefícios no dia a dia: reduz o consumo, melhor o conforto e garante a durabilidade da suspensão. Mas a correria da rotina de diária faz que muitos esqueçam disso ou só lembrem no pior momento.

A Continental Pneu realizou um levantamento para entender melhor o comportamento do público sobre calibrar os pneus. O lado positivo foi que 9 em cada 10 motoristas (89%) lembram a última vez que calibraram os pneus.

Dentre as pessoas que responderam a pergunta no site da Continental, mais de 70% realizam a calibragem semanal ou quinzenalmente. O restante realiza isso mensalmente ou só lembram do pneu quando está murcho e afetando a dirigibilidade.

Outro dado animador é que 84% afirmou que segue a pressão recomendada pelo fabricante. Os 16% restantes calibram sem ter certeza de qual é a pressão correta.

Já o estepe costuma ser esquecido. É importante mantê-lo calibrado pois você só precisa dele em momentos inesperados. Apenas 33% verificam a pressão do pneu sobressalente com frequência, quase 50% disse que chega as vezes, enquanto 17% nunca fazem isso.

Segundo o levantamento da Continental Pneus, 73% dos motoristas alegam que notam diferenças no comportamento do veículo ao calibrar. O restante disse que nota pouca ou nenhuma.

A importância de calibrar os pneus sempre

A pressão dos pneus faz parte de todo o acerto da suspensão e da direção de seu carro. Deixá-lo muito cheia ou muito vazio afeta o comportamento dinâmico, afetando a segurança, o desempenho e o consumo de combustível.

O excesso de pressão deixa o pneu mais rígido, filtrando menos as irregularidades e deixando o carro menos confortável. Isso irá aumentar o desgaste na área central da banda de rodagem e o deixará mais suscetível a furos.

Já a pressão baixa cria maior esforço para rodar, aumentando o consumo. O pneu sofrerá maior desgaste nas laterais rodando assim.

A calibragem ideal faz o desgaste ser por igual e trará o maior equilíbrio entre consumo e desempenho. Fazer isso é gratuito nos postos de combustível, mas em algumas cidades já é cobrado para usar o calibrador.

É importante sempre calibrar o pneu com ele frio. Após rodar alguns km ele esquente, expande o ar em seu interior e torna a calibragem menos precisa. Se você roda muito, vale a pena comprar um compressor para fazer a aferição em casa.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/pesquisa-calibrar-pneus/

CNH Social: quem tem direito à carteira de motorista gratuita? Veja perguntas e respostas

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho deste ano, a CNH Social é um programa para emitir a carteira de habilitação sem qualquer custo.

Por se tratar de um programa assistencial, a CNH Social tem como objetivo atender a uma parcela específica da população, seguindo estes critérios:

  • Ter 18 anos ou mais;
  • Ser a primeira CNH;
  • Ter cadastrado no Cadastro Único (CadÚnico) como titular ou dependente;
  • Ter renda de até meio salário mínimo (R$ 706), incluindo famílias com este valor por integrante.

O que é a CNH Social?

A CNH Social, conhecida como carteira de motorista gratuita, foi sancionada em junho deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela não cria um novo tipo de documento, mas estabelece uma nova forma de emissão da habilitação sem custos.

  • Na prática, a nova legislação determina que os recursos arrecadados com o pagamento de multas de trânsito também poderão ser usados para pagar o processo de obtenção da carteira de motorista de cidadãos.
  • Como o programa utiliza a mesma carteira emitida pelos estados, a CNH Social também garante o acesso à versão digital da carteira por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Pelo app, é possível consultar e pagar multas, além de baixar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

O que a CNH Social cobre?

Segundo as regras, estes são os custos cobertos pelo programa:

  • Exame médico;
  • Exame psicológico;
  • Aulas técnicas;
  • Aulas práticas;
  • Taxa da prova;
  • Taxa de uma segunda prova, caso o candidato não passe na primeira;
  • Taxa de emissão da CNH.

A CNH Social cobre todos os custos do processo de habilitação, exceto a taxa para refazer a prova a partir da terceira tentativa.

Quando a nova regra começa a valer?

As novas regras já estão em vigor, desde o dia 12 de agosto de 2025. A regulamentação, com detalhes sobre inscrições, critérios e funcionamento, é de responsabilidade do governo e dos Detrans de cada estado.

Moto sem CNH: conheça os modelos que você pode pilotar

Pilotar uma moto sem CNH é ilegal, mas calma, isso não significa que toda e qualquer motocicleta exige uma habilitação tradicional.

O que muita gente ainda não sabe é que existe uma alternativa legal chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), que permite a condução de certos veículos sobre duas rodas mesmo sem a tradicional Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Por isso, se você quer entender quais modelos de moto podem ser conduzidos sem CNH, quais os requisitos para isso e se vale a pena investir nesses veículos, fica com a gente até o final!

Existe moto que pode ser pilotada sem CNH?

A resposta é sim, desde que você tenha uma ACC válida.

A ACC é uma autorização emitida pelo Detran que permite que o condutor pilote ciclomotores com até 50 cilindradas (50 cc), cuja velocidade máxima não ultrapasse 50 km/h. 

Esses veículos são conhecidos popularmente como “cinquentinhas” e, por muito tempo, eram pilotados por pessoas sem nenhuma autorização legal. Isso mudou.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro exige a ACC ou CNH categoria A até mesmo para ciclomotores, ou seja: não é permitido pilotar absolutamente nada sem nenhum tipo de permissão.

O termo “moto sem CNH”, portanto, se refere a modelos que podem ser conduzidos com a ACC, e não literalmente sem qualquer autorização.

O que é ACC e como funciona?

A Autorização para Conduzir Ciclomotor é um documento mais simples que a CNH, voltado exclusivamente para veículos de baixa cilindrada e velocidade limitada.

É uma espécie de “meio termo” entre não ter nada e tirar uma habilitação completa.

A grande vantagem da ACC é que:

  • O processo é mais barato e rápido que o da CNH;
  • Pode ser uma opção interessante para quem só precisa se locomover por trechos curtos;
  • Exige menos carga horária de aulas teóricas e práticas;
  • Ainda assim garante que o condutor tenha noções básicas de trânsito e segurança.

Para tirar a ACC, você deve ter pelo menos 18 anos, saber ler e escrever, e passar por exames semelhantes aos exigidos para a CNH, mas com carga horária reduzida.

Quais motos podem ser pilotadas com ACC?

Aqui vai o ponto que, sem dúvida, mais interessa: os modelos de moto sem CNH tradicional (com ACC).

Eles são classificados como ciclomotores e precisam obedecer aos seguintes critérios:

  • Cilindrada de até 50 cm³;
  • Velocidade máxima de 50 km/h;
  • Peso e potência compatíveis com esse limite.

Modelos elétricos também entram nessa lista, desde que respeitem as mesmas regras.

Abaixo, listamos os tipos de motos e ciclomotores que podem ser conduzidos com ACC, respeitando a legislação atual:

Bicicletas elétricas com pedal assistido (até 25 km/h)

  • Não exigem ACC nem CNH;
  • Devem ter pedal funcional;
  • Potência limitada a 350W.

Esses modelos, tecnicamente, não entram na categoria de “moto”, mas ainda assim são ótimas alternativas para mobilidade urbana leve.

Scooters elétricas com limite de até 50 km/h

  • Se tiverem acelerador manual, exigem ACC;
  • Precisam ser registradas no Detran;
  • Devem respeitar os limites de potência e velocidade.

Ciclomotores a combustão 50 cc

  • Precisam obrigatoriamente da ACC ou CNH A;
  • Devem ter placa e estar licenciados;
  • São ideais para deslocamentos curtos e econômicos.

Importante: quaisquer modelos acima de 50 cc ou que ultrapassem 50 km/h exigem CNH categoria A. Não há exceções.

Vale a pena comprar uma moto que pode ser pilotada com ACC?

Depende do seu objetivo, por exemplo, se você busca uma solução para deslocamentos rápidos dentro da cidade, entregas leves ou locomoção em áreas urbanas, os ciclomotores são uma opção econômica e funcional. 

Os custos com combustível (ou energia, no caso dos modelos elétricos) são muito baixos, e o valor de compra é acessível.

Por outro lado, se você pretende pilotar por estradas, transportar cargas ou passageiros, ou atingir velocidades maiores, os modelos compatíveis com ACC provavelmente não serão suficientes.

É importante lembrar também que, mesmo com a ACC, o condutor:

  • Deve usar capacete e respeitar todas as regras de trânsito;
  • Precisa registrar e licenciar o veículo;
  • Pode ser multado e ter o veículo apreendido caso não esteja com a documentação em dia.

Ou seja: não é porque a moto é “leve” que as regras são leves também. As exigências continuam, especialmente no que diz respeito à segurança.

Diferença entre CNH e ACC: o que muda?

Característica CNH Categoria A ACC (Autorização para Ciclomotor)
Tipo de veículo Motos de qualquer cilindrada Ciclomotores de até 50 cc
Custo médio Mais elevado Mais acessível
Carga horária 45h teóricas + 20h práticas 20h teóricas + 5h práticas (média)
Validade 10 anos (até 50 anos de idade) 10 anos (igual à CNH)
Permissão para dirigir Nacional Nacional

A ACC é uma boa porta de entrada para quem quer começar a pilotar sem encarar, de imediato, todo o processo da CNH.

Mas vale lembrar que em muitos estados o processo da ACC não está disponível, e acaba sendo mais vantajoso tirar logo a CNH A.

Dicas para quem quer começar com moto sem CNH (com ACC)

Se você está considerando adquirir um ciclomotor ou scooter compatível com ACC, aqui vão algumas dicas práticas para evitar dor de cabeça:

  • Pesquise o modelo com cuidado: verifique se ele realmente se encaixa nas regras de até 50 cc e 50 km/h;
  • Faça a ACC mesmo que seja opcional em sua região: assim você evita multas e dirige com mais segurança;
  • Use sempre os equipamentos de segurança, mesmo em percursos curtos;
  • Evite comprar motos “tunadas” ou alteradas que ultrapassem os limites de fábrica, isso pode invalidar sua permissão.

Moto sem CNH é possível, mas com responsabilidade

Pilotar uma moto sem CNH tradicional é possível sim, desde que seja um modelo de baixa cilindrada e que você tenha a ACC.

Esses veículos são cada vez mais populares por conta da economia, praticidade e facilidade de condução, mas isso não quer dizer que a legislação pode ser ignorada.

Por isso, a recomendação é sempre buscar orientação com o Detran da sua região, manter o veículo regularizado e respeitar as normas de trânsito.

 

FONTE: https://www.chavesnamao.com.br/guia-compra-motos/moto-sem-cnh-modelos-que-voce-pode-pilotar/

CNH sem autoescola; entenda o que já está definido e o que ainda será debatido

Nos últimos meses, a proposta do Governo Federal de tornar os Centros de Formação de Condutores (CFCs) facultativos para quem deseja obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem movimentado o debate público e levantado questionamentos. Por um lado, muitos defendem a CNH sem autoescola em razão da redução de custos e da ampliação do acesso à habilitação, enquanto outros alertam para os riscos de uma formação menos estruturada e seus impactos na segurança viária.

O que já se sabe sobre a proposta de CNH sem autoescola

O que já está definido em relação à questão é:

  • Origem da proposta;
  • Como vai acontecer a redução de custos;
  • Avanço da medida das discussões no Congresso;
  • Posicionamento contrário das autoescolas e sindicatos;
  • Alerta de especialistas sobre risco à segurança.

Origem da proposta

A ideia partiu do Ministério dos Transportes, dentro de um pacote de medidas para simplificar processos e reduzir custos. O argumento central é que a obrigatoriedade das autoescolas encarece a CNH, tornando o documento inacessível para parte da população.

Mais tarde o Secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, manifestou apoio à medida no perfil oficial da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Como a redução de custos vai acontecer

Segundo o Ministério, liberar o candidato da obrigação de frequentar cursos teóricos e práticos em autoescolas poderia baratear a formação. O aluno teria a opção de estudar por conta própria e se preparar para as provas aplicadas pelos Detrans, fazendo quantas aulas achar necessário.

Avanço no Congresso

O tema já chegou à Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e foi debatido em audiência pública. Parlamentares ouviram especialistas, representantes de entidades do setor e defensores da proposta.

Posição contrária das autoescolas

Entidades como o o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores (Sindicfc), a Federação Nacional das Autoescolas do Brasil (Feneauto) e a Associação Brasileira das Autoescolas (Abrauto) se manifestaram contra a mudança. As organizações defendem que a retirada da obrigatoriedade não tem respaldo técnico e que enfraqueceria a formação de condutores, colocando em risco motoristas, passageiros e pedestres.

Inclusive, muitos CFCs afirmam que a medida nem foi definida ainda, mas já impactou seus negócios. Existem diversos relatos de autoescolas que perderam matrículas e receberam demissões de instrutores.

Alerta de especialistas

Muitos especialistas em trânsito demostraram preocupação em relação á proposta e destacaram que o Brasil ainda registra altos índices de sinistros. Para eles, uma formação consistente é essencial para reduzir os riscos e a discussão não pode se limitar ao custo da CNH.

O que ainda não está definido sobre o fim da obrigatoriedade das autoescolas

  • Texto final da proposta;
  • Alterações nos exames teórico e de direção;
  • Cursos gratuitos oferecidos pela Senatran;
  • Formação prática e instrutores
  • Tirar CNH em carro automático e elétrico;
  • Posicionamento dos Detrans
  • Impactos na segurança viária

Texto final da proposta

Ainda não existe um projeto de lei consolidado detalhando como funcionaria a formação sem autoescola. Até agora, circulam apenas ideias e possibilidades, sem definição clara de procedimentos.

Mudanças nos exames vão ocorrer?

Embora inicialmente o governo tenha afirmado que não haveriam alterações, ainda não está definido se os exames teóricos e práticos aplicados pelos Detrans serão mantidos como estão ou se precisariam ser adaptados. Caso o candidato estude por conta própria, os critérios de avaliação podem necessitar ajustes e até mesmo as exigências para se realizar o exame.

Cursos gratuitos ofertados pela Senatran

Na parte teórica, segundo Adrualdo Catão, todos os candidatos terão acesso a um curso gratuito oferecido pela Senatran, uma das principais manieras de reduzir o custo da CNH. No entanto isso não foi confirmado, já que o texto final da medida ainda não foi formulado.

Formação prática e instrutores

Hoje, as autoescolas oferecem instrutores habilitados e estrutura para simular situações reais de trânsito. Sem essa obrigatoriedade, não está claro como seria comprovadada a experiência prática do candidato.

De acordo com o Secretário de Trânsito, o candidato poderá decidir quantas horas de aula precisa e poderá escolher uma autoescola ou contratar um instrutor autônomo credenciado, que não precisará estar vinculado a uma empresa. Inclusive Adrualdo Catão afirmou que existe um interesse por parte da Uber em participar do projeto com uma plataforma de aplicativo para instrutores autônomos.

Apesar disso, a empresa afirmou que não houve qualquer proposta concreta, apenas uma reunião técnica com o Ministério dos Transportes. Outra mudança que pode acontecer é a não obrigatoriedade do veículo adaptado para o treinamento, dessa forma a pessoa poderia usar um carro particular ou um veículo do próprio instrutor.

Possibilidade de obtenção da CNH em carro automático

Em entrevista o Adrualdo Catão afirmou que a proposta inclui também uma mudança que altera bastante a lógica do processo de habilitação: candidatos poderão tirar a carteira em carros automáticos e elétricos. O secretário ainda afirmou que o aluno que tirar a CNH em um carro automático terá a mesma habilitação de categoria B ofertada atualmente.

Logo, ele poderá conduzir um modelo manual, mesmo não tendo feito nenhuma aula ou sido examinado com essa transmissão.

Posicionamento dos Detrans

Os Detrans ainda não apresentaram um posicionamento unificado. Mas, como eles são órgãos responsáveis pela aplicação dos exames e fiscalização do processo de habilitação, certamente terão participação importante e peso nas decisões.

Impactos na segurança viária

Até o momento, o governo não apresentou estudos técnicos que comprovem que a mudança não afetaria os índices de sinistros. Essa ausência de dados concretos mantém o debate mais no campo das expectativas do que das evidências.

O futuro da CNH e das autoescolas ainda está em andamento

Enquanto o texto final da proposta não é apresentado, permanecem mais perguntas do que respostas em relação ao assunto. O que já se sabe indica a intenção de flexibilizar a formação, mas muitos aspectos ainda precisam ser definidos e terão grande impacto para as autoescolas, instrutores e candidatos, além da segurança viária.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/cnh-sem-autoescola-definicoes-debates/

Como identificar se o óleo do motor foi adulterado?

O óleo do motor é essencial para o funcionamento do carro, garantindo lubrificação do sistema de propulsão, redução do atrito, controle da temperatura e manutenção do motor limpo. Ele retém partículas de combustão e evita a formação de depósitos que poderiam comprometer componentes internos.

Apesar de sua importância, não é tão simples seguir os padrões de manutenção exigidospara o bom funcionamento, seja por desconhecimento dos consumidores e oficinas ou pela grande circulação de produtos adulterados no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), cerca de 20% dos lubrificantes vendidos no país podem estar adulterados, por isso, além de seguir rigorosamente o que é recomendado pela montadora, é importante saber observar sinais de adulteração nos lubrificantes e evitar maiores riscos.

Alterações visuais e físicas

Danilo Sad, gerente de Marketing de Aditivos da Lubrizol América Latina, destaca que “o principal sinal visual de alteração do óleo é o escurecimento excessivo, que pode indicar oxidação ou acúmulo de resíduos da combustão”. Ele reforça que a presença de partículas metálicas ou sujeira na vareta de medição pode apontar desgaste de componentes como mancais, pistões ou engrenagens.

O aspecto do óleo também é relevante: óleos com aparência leitosa geralmente estão contaminados por água ou líquido de arrefecimento, formando emulsão que compromete a lubrificação. Clayton Zabeu, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia complementa: “A textura do óleo, ou seja, sua viscosidade, só pode ser avaliada com precisão em laboratório; o toque manual não é suficiente para identificar variações sutis”.

Thiago Vega, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Vibra acrescenta que mudanças abruptas de cor, associadas a cheiro forte ou textura incomum, podem indicar degradação acelerada ou contaminação. Além disso, a formação de borra ou depósitos é um indício de que o óleo já não desempenha sua função de forma adequada.

O odor do óleo também oferece pistas importantes. Sad explica que “cheiro de combustível indica contaminação por gasolina ou diesel, odor de queimado sugere sobreaquecimento e odor adocicado pode revelar presença de líquido de arrefecimento”, reforçando que todos esses sinais devem ser avaliados com atenção.

Limites da inspeção caseira

Verificar o nível e o aspecto do óleo com a vareta é uma prática simples, mas limitada. Zabeu observa que “queda de volume pode indicar vazamento ou desgaste, enquanto aumento pode sinalizar contaminação por combustível ou líquido de arrefecimento”. No entanto, isso não confirma adulteração ou degradação química do lubrificante, que só pode ser identificada em laboratório.

Vega explica que “análises laboratoriais permitem medir viscosidade, acidez, contaminação por água ou combustível e presença de metais provenientes do desgaste interno do motor”. Sad complementa que “mesmo óleos aparentemente normais podem ter alterações químicas que comprometem a eficiência, por isso a inspeção caseira deve ser vista apenas como medida preventiva”. Esse cuidado ajuda a detectar problemas iniciais antes que o motor sofra danos mais graves, oferecendo maior segurança para o veículo e para o condutor.

Causas de degradação precoce

O óleo pode se degradar antes do intervalo recomendado por diversos fatores. Zabeu explica que “combustível de baixa qualidade ou adulterado aumenta a diluição do óleo e acelera a formação de depósitos”. Motores que funcionam em condições severas de operação, como tráfego intenso, partidas frequentes e altas cargas, tendem a apresentar maior desgaste do lubrificante.

Sad complementa que falhas mecânicas também influenciam: “Problemas como junta de cabeçote com falha ou desgaste de anéis permitem que líquidos e resíduos de combustão entrem no óleo, comprometendo sua função de proteção do motor”. Ele reforça que a escolha do óleo correto e o uso de combustíveis de qualidade são fundamentais para prevenir degradação precoce.

Além disso, Sad destaca que “óleos formulados com aditivos adequados, como detergentes e dispersantes, protegem contra oxidação, borra e desgaste, sendo essenciais para a durabilidade do motor, principalmente em uso urbano e rodoviário”.

Consequências de usar óleo adulterado

Rodar com óleo adulterado ou degradado pode causar sérios danos. Vega explica que “a lubrificação insuficiente aumenta o atrito entre peças críticas, acelerando o desgaste e elevando a temperatura de operação do motor”. Zabeu reforça que “a formação de borra e depósitos pode obstruir canais de lubrificação, prejudicando a refrigeração interna e reduzindo a eficiência do veículo”.

Sad alerta que “um óleo alterado compromete o desempenho do motor, aumentando consumo de combustível, desgaste prematuro, risco de superaquecimento e até falhas mecânicas graves”. Além disso, produtos falsificados podem prejudicar outros sistemas vitais, como transmissão e direção, colocando em risco a segurança do veículo.

Prevenção e boas práticas

Para se proteger, é essencial adquirir lubrificantes apenas em revendedores confiáveis. Zabeu comenta que “preços muito abaixo do mercado podem indicar produtos falsificados, e é essencial seguir as especificações do fabricante quanto à viscosidade, classificação técnica e intervalos de troca”. Vega acrescenta que “a inspeção periódica do óleo ajuda a identificar sinais iniciais, mas não substitui análises laboratoriais em caso de suspeita de adulteração”.

Sad reforça que “os lubrificantes devem atender às normas do fabricante e possuir aditivos adequados para garantir proteção, durabilidade e eficiência energética. Óleos com baixo teor de cinzas, fósforo e enxofre (low SAPS) protegem catalisadores e filtros de partículas, sendo indispensáveis para motores modernos”. Ele conclui que “a escolha correta do lubrificante evita desgaste prematuro, falhas mecânicas e perda da vida útil do motor”.

A observação visual do óleo é apenas um alerta inicial. Para proteger o motor, é necessário usar lubrificantes confiáveis, respeitar as especificações do fabricante e realizar inspeções periódicas. Como resume Zabeu: “O óleo escuro não é problema; o verdadeiro risco está em confiar em produtos sem procedência”. Sad reforça que “seguir corretamente as recomendações do fabricante e utilizar lubrificantes com formulação adequada é a forma mais eficaz de preservar o motor e a eficiência do veículo”.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2025/09/identificar-oleo-motor-adulterado.ghtml

Posso estacionar em cima de uma tampa de bueiro? Veja o que diz a lei

Quem estaciona o carro na rua deve prestar atenção às saídas de garagem, guias rebaixadas, pontos de táxi e ônibus e até aos rotativos pagos. No entanto, algo que nem todo motorista sabe é que estacionar com uma das rodas sobre as tampas de galerias de esgoto também pode render multa

“Estacionar sobre ou ao lado de hidrantes, registros de água ou tampas de poços de visita de galerias subterrâneas, quando devidamente sinalizados, conforme as normas do Contran, configura infração prevista no artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)”, nos respondeu o órgão, autoridade máxima de trânsito no Brasil.

Neste caso, o motorista será penalizado da seguinte forma:

  • Infração: média (4 pontos na CNH)
  • Multa: R$ 130,16
  • Medida administrativa: remoção do veículo

Vale ressaltar que o Contran se refere às tampas redondas que dão acesso às galerias subterrâneas, desde que devidamente identificadas. Isso porque estas servem de acesso de profissionais para redes de água, esgoto, eletricidade e telecomunicações.

Quanto a estacionar ao lado de uma entrada de bueiro, contanto que seja uma área permitida, não há restrição. Bom destacar, claro, que é recomendável não fazê-lo em situação alguma.

O inciso VI do Artigo 181 do CTB também aponta que é proibido estacionar junto ou sobre hidrantes de incêndio, conforme especificação do Contran.

Posso estacionar na frente da minha casa?

O artigo 181 do CTB também diz que é proibido estacionar em guia rebaixada, mesmo que seja o carro do próprio morador. Nestes casos, a multa é de R$ 130,16, com quatro pontos adicionados à CNH. Para completar, como medida administrativa, o veículo é removido do local.

Entretanto, há de ser dito que, na maioria das vezes, os agentes de trânsito só atuam nestes casos caso sejam acionados. Como o carro estacionado não estará incomodando ninguém, os fiscais não serão chamados.

Fique atento às esquinas

Outra infração comum ao estacionar na rua diz respeito às esquinas, pois este hábito pode atrapalhar a visão de outros motoristas em cruzamentos. Ainda de acordo com o artigo 181 do CTB, estacionar um veículo nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal é considerado infração média.

A penalidade nestes casos é multa de R$ 130,16 e quatro pontos são adicionados à CNH. Além disso, o automóvel será removido do local como medida administrativa.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2025/09/estacionar-em-cima-tampa-bueiro-lei.ghtml

SUVs podem ser perigosos no trânsito; entenda por quê

Nos últimos anos, os SUVs e as picapes se consolidaram como os queridinhos do mercado brasileiro. De acordo com a Anfavea, mais de 60% dos carros vendidos em 2024 no país foram SUVs, que são vistos como modernos, espaçosos e, acima de tudo, “mais seguros”.

No entanto, estudos mostram que isso é geral e que, na verdade, os automóveis com esse tipo de carroceria podem ser mais perigosos do que sedãs, hatches ou coupés, por exemplo. Estudos internacionais, especialmente da Europa e dos Estados Unidos, apontam que eles podem aumentar a gravidade de sinistros e o debate sobre esse assunto é forte.

SUVs apresentam maior risco para pedestres, ciclistas e motociclistas

O Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), organização científica e educacional independente e sem fins lucrativos nos EUA, demonstrou que SUVs e picapes apresentam maior probabilidade de causar mortes em atropelamentos. Isso acontece em razão de alguns fatores:

  • Altura do para-choque: em carros menores, o impacto costuma atingir as pernas, permitindo chances maiores de sobrevivência; em SUVs, o choque atinge tronco e cabeça;
  • Peso elevado: mais massa significa mais energia liberada em colisões, aumentando a gravidade dos ferimentos;
  • Pontos cegos maiores: a posição elevada do condutor amplia áreas não visíveis, especialmente em relação a crianças, ciclistas e motociclistas.

Dados atestam maior perigo e medidas já estão sendo tomadas na Europa

De acordo com o portal AP News, nos Estados Unidos, as mortes de pedestres e ciclistas cresceram 64% entre 2011 e 2022. Esse período coincide com o crescimento das vendas de SUVs e picapes, que atualmente são responsáveis por quase 80% do mercado de novos veículos.

Na Europa esse tópico é alvo de várias discussões, que inclusive se traduziram em ações reais. Em 2024, por exemplo, foi aprovada uma medida em Paris que triplica a tarifa de estacionamento para SUVs de não residentes, podendo chegar a €18 por hora em áreas centrais.

Segundo a BBC e a CNN, mais de 54% dos parisienses apoiaram a proposta em referendo, já que esses veículos ocupam mais espaço, poluem mais e representam risco adicional para usuários vulneráveis do trânsito. Outras cidades francesas, como Lyon e Grenoble, estudam iniciativas semelhantes.

Enquanto isso, no Brasil, essa discussão está longe de ser relevante e os SUVs ainda são diretamente associados a conforto e status sem qualquer menção a essas questões de segurança.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/suvs-perigosos-transito-entenda/

5 sinais de que seu carro foi abastecido com combustível adulterado

Abastecer o carro deveria ser uma tarefa simples, mas envolve riscos que muitos motoristas ainda subestimam. O combustível adulterado é uma realidade no Brasil e pode comprometer desde o desempenho imediato do veículo até a vida útil do motor.

A adulteração acontece quando o produto recebe aditivos não permitidos ou fora da proporção correta, como excesso de etanol na gasolina, solventes químicos e até água. O resultado surge rapidamente: falhas, aumento do consumo e até danos irreversíveis ao conjunto mecânico. Além do prejuízo no bolso, há impacto na segurança e no meio ambiente, já que a queima incorreta gera mais poluentes.

1) Perda de potência e “engasgos”

Se o carro ficou “amarrado” logo após abastecer, desconfie. Sintomas como perda de potência, falhas nas retomadas e dificuldade em ultrapassagens são causados pela combustão irregular do combustível. Os “engasgos” em saídas de semáforo são gerados pelo mesmo problema, mas vale ficar atento ao fato de que o sintoma é mais evidente em carros não flex, que não se ajustam a misturas fora do padrão de etanol na gasolina.

2) Dificuldade para ligar e marcha lenta irregular

O uso de gasolina adulterada potencializa falhas na partida e oscilações de rotação. “A marcha lenta fica instável, com vibrações”, diz Clayton Zabeu, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia. Como dissemos, em modelos flex a eletrônica pode mascarar esse problema, que só fica evidente quando a adulteração é mais severa. Já com o diesel, o motorista pode notar perda de força e fumaça em excesso.

3) Consumo acima do normal

Outro indicativo de que você pode ter abastecido seu carro com combustível adulterado é o aumento repentino do consumo, característica ainda mais frequente no caso do etanol. Se o veículo passa a beber mais e render menos depois de um único abastecimento, fique atento: são grandes as chances de o combustível estar fora do padrão. Outra característica é que o motor passa a ter um funcionamento mais áspero.

4) Luz de injeção acesa e “batida de pino”

Em casos graves de adulteração, a baixa octanagem e a presença de solventes provocam a chamada pré-ignição, pré-detonação ou “batida de pino”. O professor do Instituto Mauá alerta que o risco de o motor fundir aumenta se o motorista exigir mais potência nesses casos. A presença de contaminantes como metanol torna o cenário ainda mais perigoso, pois são gases tóxicos. O primeiro sinal pode ser o acendimento da luz de injeção.

5) Componentes danificados e reparos caros

Manutenção excessiva com bicos injetores e bomba de combustível por corrosão interna é outro sinal importante de que seu carro está consumindo combustível adulterado. Depois, os problemas podem se alastrar para velas, válvulas, pistões e até escapamento, conforme aponta Juliano Barbosa, professor de Engenharia de Materiais do Mackenzie. O risco maior é o motor travar e exigir retífica, o que gera um alto prejuízo ao proprietário.

Como se prevenir e minimizar riscos?

Uma dica preciosa dos especialistas para minimizar riscos é abastecer sempre em postos com bandeira e de confiança. Procure recomendação com amigos, familiares e vizinhos. Caso precise abastecer em um local desconhecido, guarde a nota fiscal e fique atento ao início de qualquer um desses sintomas.

Se o veículo apresentar problemas, leve o carro a uma oficina para esgotar o tanque, se possível, e evite exigir muito do motor. Use o guincho em caso de falhas mais intensas. Para denunciar irregularidades, procure a ANP (0800 970 0267 ou pelo site oficial).

 

FONTE: https://autoesporte.globo.com/combustivel-consciente/noticia/2025/09/sinais-carro-abastecido-combustivel-adulterado.ghtml

Como renovar CNH vencida há muito tempo; confira passo a passo

Nos últimos anos, aconteceram algumas mudanças na legislação de trânsito envolvendo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por isso várias dúvidas sobre esse assunto surgiram. A principal delas envolve como renovar a CNH vencida, especialmente se já se passou muito tempo do prazo de validade.

Mas, antes de entender se é possível renová-la e como fazer isso, é preciso entender quanto tempo é possível conduzir com a habilitação vencida e qual punição você pode enfrentar se for pego com a carteira irregular.

Quanto tempo posso andar com a CNH vencida?

Quando a CNH vence, ainda há um prazo de 30 dias para renovar o documento. Se a data de validade da sua habilitação é 30/05, por exemplo, você tem até 30/06 para renová-la. Durante esse período de um mês, é possível dirigir tranquilo, sem ferir a legislação de trânsito ou ser penalizado com multas.

Inclusive, a lei não faz distinção entre categorias ou em relação a motoristas profissionais que exercem atividade remunerada. Assim, todos os condutores das categorias ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), A, B, C , D, E e PPD (Permissão para Dirigir) têm os mesmos 30 dias de tolerância.

Esse período permite que o motorista providencie todos os trâmites para renovar a CNH sem precisar parar de dirigir.

Multa por dirigir com CNH vencida

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro:

Art. 162. Dirigir veículo:

V – com Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de 30 (trinta) dias”

  • Infração – gravíssima;
  • Penalidade – multa;
  • Medida administrativa – retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado

Caso infrinja essa norma, o motorista infrator terá que pagar multa no valor de R$ 293,47 e perderá sete pontos do prontuário. Além disso, conforme está previsto no artigo, ele terá a CNH recolhida e o veículo retido.

CNH está vencida há mais de 1 ano, posso renovar?

Muitas pessoas pensam que se você demorar muito para renovar a sua CNH ela pode ser cancelada, mas isso é puro mito. Não existe prazo limite para renovar a carteira de motorista.

Depois de vencida, a CNH pode ser renovada a qualquer tempo. Mesmo que fique anos inativa, o cidadão não perde o direito a uma nova habilitação. E, desde que não dirija, o condutor não está fazendo nada de errado, só é multado quem conduz com o documento vencido há mais de 30 dias.

É preciso fazer o curso da CNH novamente?

Em alguns estados, como o Mato Grosso do Sul, quem está com o documento vencido há mais tempo, pode ter que apresentar uma atualização dos conhecimentos. Conforme determina a Resolução 789/20 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), essa atualização pode ser feita de três formas:

  • Curso presencial – carga horária de 15 horas/aula com conteúdos como direção defensiva e primeiros socorros. O investimento é de R$ 89,45 no MS e não é necessário fazer a prova final;
  • Curso a distância (EAD) é necessário fazer o curso e o exame teórico, os valores variam de acordo com as empresas credenciadas pela Senatran;
  • Prova teórica sem curso – registro de opção de autoaprendizagem na Senatran, valor é de R$ 89,45.

Independente da modalidade escolhida, após a aprovação, o condutor pode dar sequência à renovação da CNH.

Como renovar a carteira de motorista vencida?

O Detran de cada estado tem seu protocolo de renovação para CNH vencida, por isso o mais recomendado é consultar no site do órgão em específico como proceder. Muitos estados já têm esse processo digitalizado, sem precisar ir presencialmente para atualizar foto e assinatura, por exemplo, o que facilita muito a vida do condutor.

Mas, no geral, para renovar a CNH vencida pela internet é preciso seguir esses passos:

  1. No site do Detran, procure a página “Renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)”;
  2. Preencha os campos: CPF; Data de Nascimento; Data da 1ª. Habilitação e Município Residencial;
  3. Complete o formulário que abrirá automaticamente;
  4. Faça download do Documento de Arrecadação Estadual (DAE);
  5. Agende data e horário dos exames médico e psicotécnico;
  6. Imprima e efetue o pagamento do DAE.

Condutores que tenham algum tipo de restrição podem ser convocados a comparecer pessoalmente ao órgão de trânsito para realizar a renovação. O processo também pode ser feito em pessoa, seguindo os passos:

  1. Ir até o Departamento Estadual de Trânsito;
  2. Realizar a captura de imagem, impressão digital e assinatura;
  3. Realizar o pagamento da taxa emitida pelo órgão de trânsito;
  4. Submeter-se ao exame toxicológico em laboratórios credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (exclusivo para categorias C, D e E);
  5. Dirigir-se à clínica credenciada indicada para realização do exame médico.

É importante lembrar que só é possível renovar a carteira de motorista se não houver nenhum débito no prontuário do condutor. A obrigatoriedade está descrita no artigo 159 do CTB:

“8º A renovação da validade da Carteira Nacional de Habilitação ou a emissão de uma nova via somente será realizada após quitação de débitos constantes do prontuário do condutor.”

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/renovar-cnh-vencida-muito-tempo/