Você dirige de ressaca? O risco de acidente pode ser igual ao de quem bebeu

Uma reportagem recente veiculada pelo programa Today trouxe à tona um debate de segurança viária frequentemente negligenciado: o risco de assumir o volante sob efeito de ressaca. A premissa, corroborada por especialistas, é que a ausência de álcool no sangue no dia seguinte à farra não garante que as capacidades psicomotoras do motorista estejam restabelecidas.

Para materializar os efeitos físicos dessa condição, a reportagem submeteu a jornalista Vicky Nguyen a um teste prático de direção utilizando um “traje de ressaca”. O equipamento, desenvolvido pelo Instituto Meyer-Hentschel em parceria com a Ford, pesa cerca de 17 quilos e é projetado para sabotar os sentidos do usuário.

Colete, pesos nos pulsos e tornozelos, além de óculos com luzes especiais e fones de ouvido, simulam sintomas como fadiga extrema, tontura, dor de cabeça latejante e hipersensibilidade sensorial. O resultado prático foi uma condução errática, com tempo de reação drasticamente reduzido.

O experimento visual reflete dados acadêmicos sólidos: um estudo conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, monitorou 48 voluntários e constatou que motoristas de ressaca apresentavam um aumento significativo na oscilação entre faixas e variações perigosas de velocidade. A conclusão dos pesquisadores é alarmante: o desempenho desses condutores — mesmo sóbrios no teste do bafômetro — foi comparável ao de pessoas com concentração de álcool no sangue entre 0,05% e 0,08% (o limite legal em muitos países é 0,05% ou tolerância zero, como no Brasil).

O quadro se agrava pela privação do sono, um efeito colateral comum após a ingestão de bebidas alcoólicas, que prejudica ainda mais a atenção. Especialistas em trânsito alertam que a ressaca deve ser tratada com planejamento, derrubando mitos populares: café forte, banho gelado ou energéticos não aceleram o metabolismo do álcool nem restauram as funções cognitivas.

Dados do Departamento de Transportes do Reino Unido reforçam a gravidade do tema, apontando que o consumo residual de álcool está associado a centenas de acidentes anuais. A orientação é técnica e direta: diante de sintomas como visão turva, cansaço excessivo ou dores de cabeça, a única medida segura é não dirigir. O corpo humano requer tempo para a recuperação total, e a sensação de sobriedade nem sempre corresponde à aptidão neurológica para enfrentar o trânsito.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/voce-dirige-de-ressaca-o-risco-de-acidente-pode-ser-igual-ao-de-quem-bebeu/

Multa de trânsito: 5 ‘lembrancinhas’ inesperadas da viagem de férias

Com a chegada de novo ano, vêm também as férias escolares, época em que a maioria dos brasileiros viaja com a família, sendo que muitas vezes resolvem tirar o carro da garagem e colocá-lo na estrada até o seu destino. E o que todos esperam é voltar para casa com boas memórias ou até algum souvenir do local da viagem, mas na verdade muitos acabam retornando com multas de trânsito para pagar.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas e medidas administrativas. E muitas dessas ações são tão comuns que passam despercebidas, mas ainda assim são passíveis de punição. E na estrada uma desatenção boba ou uma simples falta de conhecimento pode custar caro.

Confira a seguir cinco infrações inesperadas que podem te causar um prejuízo de até R$ 1.467,35.

1. Andar devagar na faixa da esquerda

Muita gente acha que ‘liberar’ a faixa da esquerda é papo de gente apressada no trânsito, mas na verdade é algo previsto pela legislação:

“Art. 185 – Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:
I – na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de emergência;
II – nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte”

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

A norma vale tanto para veículos que estão andando abaixo do máximo permitido, sem haver nenhum tráfego ou limitação, quanto para veículos pesados como caminhões e ônibus. Essa atitude é ainda mais imprescindível na estrada, onde veículos trafegam em uma velocidade mais alta.

2. Dirigir com o braço para fora do carro

É normal que ao dirigir os motoristas desenvolvam cacoetes e hábitos, mas é preciso ter cuidado, pois você pode estar ferindo o Código de Trânsito com algum deles. Conduzir com o braço para fora da janela, seja do carro, ônibus, caminhão, van ou qualquer outro veículo, é uma infração de trânsito:

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
I – com o braço do lado de fora.

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

Isso porque tomar uma decisão que pode evitar um acidente leva menos que um segundo e ter as duas mãos segurando o volante aumenta consideravelmente as chances da sua reação ser bem sucedida.

3. Transportar pessoas, animais ou coisas no colo

Outro costume que vários motoristas têm é levar crianças, pets e objetos no colo ou à sua esquerda (no espaço entre o condutor e a porta) enquanto dirigem. Mas essa também é uma conduta infratora, que inclusive pode representar um perigo na direção, já que o condutor não terá o mesmo tempo de reação se tiver outras coisas atrapalhando sua mobilidade ou até mesmo causando distrações.

No caso de quem leva crianças e pets no colo, o caso é ainda mais grave, pois em casos de acidentes, você estará colocando esses seres em grande risco.

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
II – transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

4. Ultrapassar onde a linha é contínua

A ultrapassagem consiste em utilizar a faixa com o sentido oposto para tomar a frente de outro veículo. Isso é bastante comum nas estradas e permitido, desde que a manobra seja feita com segurança, boa visibilidade e a sinalização permita sua realização.

Mas, o que muitos motoristas não sabem ou não percebem é a sinalização que proíbe uma ultrapassagem:

“Art. 203 – Ultrapassar pela contramão outro veículo: V – onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela”

Infração – gravíssima (7 pontos);
Penalidade – multa (5x – R$ 1.467,35).

Em outras palavras, ultrapassar pela contramão quando a linha/faixa que divide a pista for contínua (uma linha reta sem nenhuma interrupção ou tracejado) é proibido.

5. Não sinalizar o carro parado na estrada

Quando seu carro estraga no meio da estrada ou acontece um acidente de trânsito, muitos motoristas ficam tão preocupados em resolver o problema, socorrer alguém ou até em lidar com o prejuízo que acabam esquecendo de colocar o triângulo ou outra forma de sinalização na pista. E, de acordo com o CTB, deixar de fazer isso é um grande problema:

De acordo com o artigo 46: “sempre que for necessária a imobilização temporária de um veículo no leito viário, em situação de emergência, deverá ser providenciada a imediata sinalização de advertência”

Sendo assim, o CTB também prevê a punição para quem não estiver com o automóvel imobilizado, mas não sinalizá-lo:

“Art. 225 – Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas ou omitir-se quanto a providências necessárias para tornar visível o local, quando:
I – tiver de remover o veículo da pista de rolamento ou permanecer no acostamento;

II – a carga for derramada sobre a via e não puder ser retirada imediatamente”

Infração – grave (5 pontos);
Penalidade – multa (R$ 195,23).

FONTE:https://autopapo.com.br/noticia/viagem-de-ferias-multas-de-transito/

Nova lei de trânsito: Câmara aprova vistoria anual para carros acima de 5 anos? Entenda

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, no último mês de dezembro, um projeto de lei que institui a vistoria veicular periódica obrigatória para automóveis com mais de cinco anos de fabricação. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda deverá passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça antes de ser encaminhada ao Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo do relator Cezinha de Madureira (PSD-SP) ao Projeto de Lei 3507/25, de autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP). Pela regra estabelecida, caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) definir os intervalos de tempo para a realização das inspeções nos carros que se enquadrem na faixa de idade estipulada.

Atualmente, a vistoria veicular é exigida no Brasil apenas em situações pontuais, como no momento da venda e transferência de propriedade. O novo projeto busca integrar a verificação de itens de segurança ao controle de emissão de poluentes e ruídos — fiscalização que hoje ocorre de forma esporádica e descentralizada, geralmente em blitzes de trânsito.

Além do critério cronológico, a obrigatoriedade da inspeção será estendida a casos específicos, como a recuperação de veículos roubados e situações de suspeita de clonagem. Segundo o relator, o corte de cinco anos tem como objetivo evitar custos adicionais para proprietários de carros novos e seminovos.

“A medida respeita os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e compatibiliza essa exigência com a realidade econômica e operacional da frota brasileira”, afirmou Madureira em seu parecer.

O descumprimento da nova regra será classificado como infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro. O condutor que for flagrado circulando sem a vistoria em dia ou com laudo de reprovação estará sujeito a multa de R$ 195,23, anotação de cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e retenção do veículo para regularização.

Caso seja aprovado na CCJ e não haja recurso para votação no plenário da Câmara, o projeto seguirá diretamente para análise dos senadores.

https://autopapo.com.br/curta/nova-lei-de-transito-camara-aprova-vistoria-anual-para-carros-acima-de-5-anos-entenda/

CNH brasileira agora é válida em Portugal (e vice-versa)

Já entrou em vigor o acordo de reciprocidade entre Brasil e Portugal que permite aos motoristas brasileiros utilizarem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir em solo português. A medida, que dispensa a necessidade de troca do documento pelo equivalente local, beneficia tanto turistas quanto residentes, alterando a dinâmica de mobilidade para imigrantes na Europa.

O decreto estabelece que a CNH brasileira é válida em Portugal até a data de seu vencimento original. No entanto, o benefício não é irrestrito: a regra aplica-se exclusivamente às categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

Limites de idade e emissão

Para garantir a segurança viária, as autoridades de trânsito de ambos os países estabeleceram “filtros” técnicos. A facilidade é válida apenas para condutores com até 60 anos de idade. Além disso, o documento apresentado — seja em formato físico ou na versão digital, que possui o mesmo valor legal — deve ter sido emitido ou renovado há menos de 15 anos.

Pelo princípio da reciprocidade diplomática, as mesmas regras passam a valer para cidadãos portugueses que dirigem no Brasil, fortalecendo a integração no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Fim da fila para imigrantes

O impacto prático da medida é imediato, sobretudo para a comunidade brasileira residente em Portugal. Até então, após fixar residência, o motorista tinha um prazo curto para solicitar a troca da habilitação, enfrentando burocracia e custos elevados. Com a mudança, elimina-se a espera por agendamentos nos órgãos de trânsito portugueses.

Para o setor de turismo, a expectativa é de aquecimento no mercado de aluguel de veículos, uma vez que a barreira administrativa para a condução foi removida. A nova legislação consolida Portugal como um dos destinos com maior facilidade de adaptação para brasileiros no exterior.

Fonte: https://autopapo.com.br/curta/cnh-brasileira-agora-e-valida-em-portugal-e-vice-versa/

Saiba o que fazer com o carro em caso de chuva forte, alagamento ou enchente

O verão chegou e com ele vieram também grandes volumes de chuva que afetaram várias partes do país com alagamentos e enchentes. Isso acendeu um alerta para vários motoristas, já que a combinação de carro e chuva forte pode ser muito perigosa, resultando em veículos arrastados e submersos ou até mesmo em fatalidades.

Por isso, é preciso saber agir da forma correta em cada situação e quais os principais cuidados com o automóvel em caso de grande volume de chuvas. Nesta matéria, você confere o que fazer em cada cenário e cinco dicas essenciais para enfrentar essas situações de risco mantendo a sua segurança e, se possível, evitando prejuízos materiais.

Antes de sair de casa, se planeje, programe o roteiro

Em períodos de chuva é preciso ficar atento ao volante e programar sua rota antes de sair de casa ou do trabalho. Com chuva, o trânsito fica congestionado devido à pior condição de direção, logo, o risco de ficar preso no engarrafamento e ser pego por uma inundação é enorme.

Como dirigir corretamente na chuva forte

Quando estiver dirigindo em uma tempestade, tome os seguintes cuidados:

  • Reduza a velocidade e aumente a distância do veículo à frente para evitar aquaplanagem e possíveis colisões, já que nesses casos a distância de frenagem (necessária para fazer o carro parar) aumenta.
  • Mantenha os faróis acesos, mesmo durante o dia.
  • Nunca atravesse áreas alagadas sem saber a profundidade da água, pois além de representar risco à segurança, pode causar sérios danos ao motor e ao sistema elétrico do carro.
  • Se a água começar a subir rapidamente, procure parar em um local seguro e mais alto, como calçadas, postos de combustível e meios de cruzamentos costumam ser os ideais.

Fui pego pela enchente e agora?

Se você for surpreendido por um trecho alagado, em uma rua ou avenida, o primeiro passo é observar. Fique atento ao nível da água e aos demais carros que tentaram atravessar ou que estejam parados no alagamento.

Se a profundidade passar da metade da roda do seu veículo, nem tente passar. Opte por ficar nas partes mais altas da via e espere a inundação diminuir.

Além disso, também não arrisque se o volume de água estiver como um rio corrente, pois carro pode ser arrastado. Redobre a atenção em locais que você não esteja habituado a passar, com canais ou valas, já que o veículo pode ser “sugado” para um rio que esteja “escondido” pelas águas.

Mas, caso o nível esteja abaixo da metade da roda, é possível passar pelo trecho. Certifique-se de seguir estas cinco dicas:

1. Observe o caminho que você vai tomar na inundação
Não se importe se tem gente buzinando atrás, antes de encarar o trecho alagado, preste atenção onde é a parte mais alta da via, que geralmente é o centro da rua e o caminho que você deve escolher. Mais uma vez vale dar aquela checada no nível da água nas rodas dos carros que tentaram atravessar para evitar os trechos mais ‘fundos’.

2. Marcha forte e velocidade reduzida para cruzar o alagamento
Mantenha a marcha forte e vá devagar: engate a primeira ou segunda marchas, pois o giro estará elevado e o motor irá entregar mais torque, o que garantirá tração nas rodas.

3. Aceleração contínua é fundamental em uma inundação
Continue acelerando de forma constante, isso é fundamental pois evita que o motor apague e entre água pelo escapamento. Mantenha o pé no acelerador, de preferência com o ponteiro do conta-giros entre 2.800 e 3.000 rpm. Em carros automáticos, use marcha reduzida “L” ou segure a mais baixa possível nas mudanças sequenciais.

4. Não mude de marcha ou direção no meio da enchente
Evite mudar de marchas durante a travessia e nada de virar o volante sem necessidade. Não é aconselhável, ainda, executar acelerações ou frenagens bruscas, isso pode criar marolas na parte alagada e esta “onda” pode atingir outros veículos ou bater em um muro, voltar e pegar o seu carro.

5. Cuidado na fila
Seguir outro carro que está cortando caminho à frente pode fazer com que você encare o trecho alagado com um menor nível de água. Porém, isso também pode apresentar riscos, pois se ele parar no meio do alagamento, você terá de frear. Com isso, toda aquela água que ele abriu pode virar aquela ‘onda’ mencionada anteriormente e atingir o seu automóvel.

Superei a enchente, agora quais são os cuidados?

Mesmo que seu veículo tenha passado aparentemente ileso pelo alagamento, leve-o para uma revisão, pois sistemas como freios, suspensão, transmissão, componentes elétricos e filtros podem ter sido afetados. Sons incomuns, dificuldade ao dar partida, perda de potência, luzes de alerta no painel e odor de umidade no interior podem indicar danos consequentes da chuva e exigem avaliação imediata.

Na hora da revisão, é recomendável:

  • Trocar os óleos do motor e da transmissão;
  • Checar o filtro de ar, pastilhas e discos de freios;
  • Averiguar se os faróis não foram comprometidos;
  • Fazer uma limpeza na parte externa do radiador;
  • Pneus e rodas devem ser inspecionados para identificar danos causados por buracos ocultos pela água.
  • Se a água chegou a entrar dentro da cabine, o ideal é retirar bancos, tapetes, carpete e todas as forrações, lavar tudo muito bem e deixar secar naturalmente.
  • Certifique-se que o assoalho está limpo e seco, pois o acúmulo de sujeira e água pode causar corrosão de várias partes.
  • Verifique se é necessário fazer o procedimento também no porta-malas.

Confira se a sua proteção veicular cobre danos por alagamentos e enchentes
Boa parte das proteções veiculares têm coberturas para os chamados acidentes naturais, como alagamentos, enchentes e quedas de árvores. Isso pode te salvar de um prejuízo, caso você tenha algum tipo de dano no veículo.

Porém, existem cláusulas que invalidam o sinistro caso fique comprovado que o motorista tenha assumido o risco e encarado a enchente de forma inconsequente.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/o-que-fazer-carro-chuva-forte-alagamento-enchente/#goog_rewarded

 

Sulco mínimo do pneu é fundamental para rodar com segurança

Pneus tem sempre que estar com um sulco mínimo de 1,6 milímetros. Não sei se vocês já repararam, mas até na Fórmula 1, muitas vezes começa a chover e o pessoal corre para trocar os pneus lisos no box por outros com sulcos, que evitam a água entre o pneu e o asfalto.

Os pneus do seu automóvel também devem ter um sulco mínimo de 1,6 milímetro. E esse sulco mínimo é definido por uns tijolinhos de borracha que ficam no fundo do sulco, quando o pneu vai gastando até atingir.

Esse tijolinho de borracha é sinal de que já chegou no mínimo. Essa borrachinha é o TWI, iniciais em inglês para Indicador do Desgaste do Sulco.

fonte: https://autopapo.com.br/blog-do-boris/sulco-minimo-pneu/

IPVA 2026: como consultar, quando pagar e descontos

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo anual de competência dos estados e do Distrito Federal. Neste final de ano, as unidades federativas já estão divulgando instruções a respeito tributo para o próximo ano. As principais informações sobre o IPVA 2026 incluem:

  • calendário de pagamento;
  • valores das alíquotas;
  • descontos;
  • condições de pagamento;
  • condições de isenções.

Como calcular o IPVA

Em primeiro lugar, é importante saber de onde vem o valor do imposto e como calculá-lo. A base da conta do IPVA considera o valor venal do veículo e a alíquota estadual do tributo.

A fórmula para saber quanto ele custa é: valor venal do veículo x alíquota cobrada em cada estado = IPVA

De forma resumida, o valor venal é o valor de mercado do seu veículo que, normalmente, é baseado na cotação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a famosa Tabela Fipe. Já a alíquota é definida por cada estado de acordo com o tipo de veículo.

Exemplo: considere o tributo de alguém que reside em São Paulo, onde a alíquota atual é de 4% para carros de passeio. Suponha que esse motorista acabou de comprar um veículo cujo valor venal é de R$ 50.000,00. Para calcular o IPVA, ele deve fazer a seguinte conta:

50.000 X 4% = IPVA -> 50.000 X 0,04 = R$ 2.000

Isenção de IPVA 2026

Antes de tratar das condições e datas de cada localidade, vale a pena conhecer as regras de isenção do IPVA, já que muitas são válidas para boa parte dos estados e te fazem econcomizar uma quantia significativa.

O tempo de fabricação é levado em conta e graças à nova emenda constitucional aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, veículos com mais de 20 anos não pagam o imposto. A depender do estado a regra pode ser ainda mais flexível com limite mínimo de 10 ou 15 anos.

Já outra critério de isenção utilizado por cerca de 17 estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, entre outros, são os veículos elétricos ou híbridos. Além disso, de forma geral, estão isentos do IPVA:

  • Automóveis de empresas concessionárias de serviço público de transporte coletivo,
  • Veículos terrestres com motor de potência inferior a 50 cm³;
  • Embarcações com potência inferior a 25 cv;
  • Máquinas agrícolas;
  • Táxis de propriedade de motoristas profissionais autônomos;
  • Carros registrados em nome de pessoas com deficiência (PcDs);
  • Veículos pertencentes à embaixadas e diplomatas.

IPVA Santa Catarina (SC) 2026

O Governo de Santa Catarina publicou as informações referentes ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para o exercício de 2026. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-SC), as alíquotas permanecem as mesmas, por isso o IPVA SC continua sendo um dos mais baratos do país.

Os contribuintes poderão quitar o tributo de três formas:

  • Cota única: o imposto deve ser quitado até o final de cada mês, de acordo com o final de cada placa;
  • Parcelamento em três vezes sem juros: o pagamento da 1ª cota deve ocorrer até o dia 10 do mês indicado, de acordo com o final de cada placa;
  • Parcelamento em até 12 vezes pelo cartão de crédito.

Valores do IPVA SC As taxas do IPVA em Santa Catarina se mantêm as mesmas desde 2024. Apesar de não oferecer nenhum tipo de desconto para antecipação ou programa específico, o estado possui as segundas menores alíquotas de todo o país. São elas:

2% para carros e utilitários nacionais ou importados;
1% para motocicletas, veículos de carga, transporte de passageiros e locadoras.

O IPVA catarinense segue atrás apenas do Paraná, que reduziu a alíquota para 1,9% e assumiu a liderança nacional.

Como pagar o imposto

O contribuinte poderá pagar o IPVA SC em cota única ou parcelado, por meio de um agente arrecadador ou lotérica apresentando o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) emitido no site do Detran.

Desde agosto, também é possível pagar via PIX, utilizando o QR Code disponível no boleto. Há ainda a possibilidade de quitar o imposto por meio de cartão de crédito ou débito desde que o pagamento ocorra através de uma empresa credenciada.

Isenção do IPVA SC 2025 A partir de 2026, veículos com 20 anos ou mais de fabricação estarão isentos do imposto, conforme determinação da Emenda Constitucional 137/2025. A regra não vale para ônibus, micro-ônibus e caminhões.

Com a mudança, cerca de 950 mil veículos deixarão de pagar IPVA, o que deve reduzir a arrecadação em aproximadamente R$ 180 milhões no próximo ano. Até 2025, a isenção era concedida apenas para veículos com 30 anos ou mais.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/ipva-2026-consultar-calendario-desconto/

 

Verão: especialistas ensinam como cuidar do carro no calor brasileiro

A combinação de radiação solar intensa, chuvas repentinas e variações bruscas de temperatura transforma o verão na estação mais agressiva para a lataria dos veículos. Especialistas em tintas e revestimentos alertam que a negligência neste período pode acelerar a degradação do verniz, resultando em manchas irreversíveis e perda de valor de revenda.

O erro mais frequente cometido pelos motoristas, segundo Ricardo Vettorazzi, gerente técnico da PPG, é a lavagem do automóvel com a carroceria aquecida. O contato da água fria e do sabão com o metal quente provoca um choque térmico que acelera a secagem dos produtos químicos antes do enxágue, fixando manchas na pintura. A regra de ouro é aguardar o resfriamento total da superfície à sombra antes de iniciar a limpeza.

A escolha da vaga de estacionamento também exige estratégia.

Embora a sombra seja desejável para proteger o interior e a pintura dos raios UV, parar sob árvores traz riscos biológicos. A queda de seiva vegetal e, principalmente, de fezes de pássaros atua como ácido corrosivo sobre o verniz. Nesses casos, a remoção deve ser imediata e cuidadosa, utilizando apenas água e um pano úmido, sem raspar, para evitar microrriscos na área afetada.

Outro ponto de atenção é o excesso de zelo estético

O polimento, muitas vezes visto como solução para dar brilho, é um processo abrasivo que retira uma fina camada de verniz ou esmalte a cada aplicação. Se realizado com frequência exagerada, o procedimento reduz a espessura da proteção original, deixando a chapa vulnerável à oxidação.

Para veículos que já apresentam sinais de desgaste, como opacidade ou marcas de chuva ácida, a recomendação é buscar serviços de cristalização ou vitrificação com profissionais qualificados. O uso de produtos de repintura à base de água e com alto teor de sólidos tem se mostrado mais eficaz para suportar as dilatações térmicas típicas do verão brasileiro.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/verao-especialistas-ensinam-como-cuidar-do-carro-no-calor-brasileiro/

Como proteger a pintura de um carro novo

Comprar um carro zero km significa que tudo estará novo e perfeito, incluindo a pintura, certo? Não é bem assim. O carro já sofre ações do tempo desde que sai da fábrica até ser entregue ao consumidor. Por isso, pode ser preciso tomar alguns cuidados com seu carro novo.

Por ser problemas estéticos, realizar uma correção da pintura em um veículo zero km não afeta a garantia. É até melhor fazer isso em um especialista logo nos primeiros dias, para ter o carro bonito por mais tempo.

O que causa problemas na pintura em carros novos

O carro sai da fábrica com a pintura perfeita. Porém minutos depois já está correndo riscos: ele fica em um pátio exposto ao tempo. Pode receber chuva ácida, fica empoeirado e pode até ser atingido por fezes de pássaros.

Alguns fabricantes possuem pátios cobertos. A Fiat, por exemplo, já foi atingida por uma chuva de granizo que estragou vários carros novos e cobriu seu pátio após isso.

O seu carro novo sai do pátio rumo a concessionária em um caminhão, igualmente exposto. Aí podem ocorrer outros problemas, como ser atingido por pedriscos ou galhos no caminho. Também há o risco do transportador bater o carro enquanto sobe na carreta ou atingi-lo com algum equipamento.

Nas concessionárias o carro fica em um pátio da mesma forma, podendo ser exposto. Nos importados existe o agravante do transporte dentro dos portos e a maresia, mas eles costumam ter algumas proteções adicionais.

O que olhar na pintura de um carro novo

As concessionárias lavam o carro para a entrega, algumas até dão um polimento. Em muitos casos esses serviços é feito dentro da loja sem o cuidado de uma estética automotiva e pode deixar manchas na pintura.

Tudo isso pode ser corrigido posteriormente por um profissional. Quando for buscar, analise bem a pintura sob a luz do sol para checar a uniformidade da cor.

Quando o carro é avariado no transporte, é comum realizar uma repintura no local atingido. A correção disso é mais difícil ou até impossível sem um banho de tinta. Se a repintura for mal feita o consumidor pode exigir a troca do carro, pois isso desvaloriza o bem.

O que fazer em seu carro novo

Se existir micro riscos e outras pequenas falhas na pintura de seu carro zero km, leve ele para um polimento. Esse serviço é próprio para corrigir defeitos na pintura.

Cada marca possui um tipo de verniz, por isso o processo do polimento sempre varia. Com isso feito a superfície ficará uniforme e sem os riscos.

Como proteger a longo prazo

Para complementar, o proprietário pode pedir uma vitrificação. Esse é o nome de um processo que protege a pintura contra riscos, fezes, agentes químicos e outros elementos que atacam a pintura.

O vitrificador é um produto aplicado na pintura, assim como a cera. Seu diferencial é ter duração maior, que pode ir de um a cinco anos. O valor é mais alto que encerar, mas é compensado pela durabilidade.

Outra vantagem é que elimina a necessidade de realizar polimentos ou enceramentos enquanto durar a vitrificação. Será preciso apenas lavar o carro quando preciso. O enceramento, por exemplo, protege apenas do sol e da água e dura menos tempo.

Com esses cuidados o seu carro zero km vai continuar com cara de novo por mais tempo. E poderá ficar até mais bonito que os expostos na concessionária.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/proteger-pintura-carro-novo/

Entenda as novas regras da CNH em 7 pontos, de aulas gratuitas a renovação automática para ‘bons condutores’

Novas regras vão permitir cursos gratuitos, autorizar atuação de instrutores autônomos e reduzir os custos para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O processo para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil sofreu mudanças estruturais aprovadas recentemente. Reunimos os principais pontos das novas medidas, que passam a valer em todo o país após sua publicação no Diário Oficial da União. Saiba mais abaixo.

1. Fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola
Um dos principais pontos das novas regras é o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para quem deseja obter a habilitação.

Agora, os cursos teórico e prático podem ser realizados fora das autoescolas, seja em instituições credenciadas ou com instrutores autônomos autorizados. Cabe ao instrutor registrar e validar a presença e participação do aluno em cada aula.

A mudança, no entanto, não extingue as autoescolas nem os cursos que elas já oferecem. Quem preferir poderá manter o modelo atual e realizar todo o curso teórico e prático diretamente em uma autoescola.

2. Aulas teóricas gratuitas e online
As aulas teóricas não precisam mais ser feitas presencialmente em Centros de Formação de Condutores; poderão ser realizadas gratuitamente e online pelo novo aplicativo “CNH do Brasil”, lançado nesta terça-feira (9). O app é vinculado ao governo federal e deverá ser acessado pela plataforma do gov.br.

Além disso, já não há exigência de 45 horas teóricas; o candidato estuda no ritmo próprio, sem limite mínimo de horas.

3. Redução das aulas práticas e possiblidade de usar carro próprio
As horas práticas obrigatórias caem de 20 para apenas 2 horas, nas quais o candidato pode escolher entre:

Aulas em autoescolas tradicionais;
Aulas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.
Outra mudança é a possibilidade de o candidato utilizar um carro próprio nas aulas práticas. Segundo o Ministério dos Transportes, o veículo precisa apenas atender aos requisitos do Código de Trânsito Brasileiro, como:

  • Ter equipamentos obrigatórios em dia
  • Manutenção adequada;
  • Documentação regular.

4. Instrutores autônomos regularizados
Profissionais independentes podem dar aulas, desde que cadastrados pelos Detrans, com requisitos de idade, experiência e formação pedagógica. O sistema registra suas atividades no app, garantindo transparência.

Todos os instrutores autorizados terão seus nomes disponíveis no site oficial do Ministério dos Transportes e também poderão ser consultados pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT)”. A lista incluirá:

  • Foto;
  • Dados de credenciamento;
  • Validade da autorização.

Mesmo vinculado a uma autoescola, o instrutor pode oferecer aulas de forma independente.

5. Processo sem limite de prazo e segunda tentativa gratuita
Acabou o prazo de um ano para concluir todo o processo de habilitação; o candidato pode progredir no seu tempo.

Quem reprovar na prova prática tem direito a uma segunda tentativa gratuita.

6. Renovação automática para “bons condutores”
A renovação poderá ser automática e gratuita para quem for considerado um “bom condutor”. Enquadram-se no critério: motoristas com zero pontos de infração no ano anterior terão renovação automática e gratuita da carteira.

Esse benefício elimina a necessidade de exames médicos e psicológicos, salvo exceções para determinados grupos.

Não terão direito à renovação automática:

  • Condutores com 70 anos ou mais;
  • Motoristas a partir de 50 anos, que receberão o benefício apenas uma vez;
  • Motoristas cuja validade da CNH foi reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.

7. O que permanece obrigatório
Segundo o Ministério dos Transportes, os candidatos ainda terão de comparecer presencialmente em algumas etapas obrigatórias:

  • Registro biométrico;
  • Exame médico;
  • Prova teórica;
  • Prova prática.

Objetivo da mudança e impacto esperado
O governo afirma que as mudanças podem reduzir em até 80% o custo para que o cidadão se habilite para dirigir – que hoje pode chegar a R$ 5 mil. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito, 20 milhões de pessoas estão dirigindo sem habilitação e 30 milhões têm idade para tirar a carteira, mas não têm dinheiro para pagar.

fonte:https://g1.globo.com/carros/