Moto sem CNH: conheça os modelos que você pode pilotar

Pilotar uma moto sem CNH é ilegal, mas calma, isso não significa que toda e qualquer motocicleta exige uma habilitação tradicional.

O que muita gente ainda não sabe é que existe uma alternativa legal chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), que permite a condução de certos veículos sobre duas rodas mesmo sem a tradicional Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Por isso, se você quer entender quais modelos de moto podem ser conduzidos sem CNH, quais os requisitos para isso e se vale a pena investir nesses veículos, fica com a gente até o final!

Existe moto que pode ser pilotada sem CNH?

A resposta é sim, desde que você tenha uma ACC válida.

A ACC é uma autorização emitida pelo Detran que permite que o condutor pilote ciclomotores com até 50 cilindradas (50 cc), cuja velocidade máxima não ultrapasse 50 km/h. 

Esses veículos são conhecidos popularmente como “cinquentinhas” e, por muito tempo, eram pilotados por pessoas sem nenhuma autorização legal. Isso mudou.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro exige a ACC ou CNH categoria A até mesmo para ciclomotores, ou seja: não é permitido pilotar absolutamente nada sem nenhum tipo de permissão.

O termo “moto sem CNH”, portanto, se refere a modelos que podem ser conduzidos com a ACC, e não literalmente sem qualquer autorização.

O que é ACC e como funciona?

A Autorização para Conduzir Ciclomotor é um documento mais simples que a CNH, voltado exclusivamente para veículos de baixa cilindrada e velocidade limitada.

É uma espécie de “meio termo” entre não ter nada e tirar uma habilitação completa.

A grande vantagem da ACC é que:

  • O processo é mais barato e rápido que o da CNH;
  • Pode ser uma opção interessante para quem só precisa se locomover por trechos curtos;
  • Exige menos carga horária de aulas teóricas e práticas;
  • Ainda assim garante que o condutor tenha noções básicas de trânsito e segurança.

Para tirar a ACC, você deve ter pelo menos 18 anos, saber ler e escrever, e passar por exames semelhantes aos exigidos para a CNH, mas com carga horária reduzida.

Quais motos podem ser pilotadas com ACC?

Aqui vai o ponto que, sem dúvida, mais interessa: os modelos de moto sem CNH tradicional (com ACC).

Eles são classificados como ciclomotores e precisam obedecer aos seguintes critérios:

  • Cilindrada de até 50 cm³;
  • Velocidade máxima de 50 km/h;
  • Peso e potência compatíveis com esse limite.

Modelos elétricos também entram nessa lista, desde que respeitem as mesmas regras.

Abaixo, listamos os tipos de motos e ciclomotores que podem ser conduzidos com ACC, respeitando a legislação atual:

Bicicletas elétricas com pedal assistido (até 25 km/h)

  • Não exigem ACC nem CNH;
  • Devem ter pedal funcional;
  • Potência limitada a 350W.

Esses modelos, tecnicamente, não entram na categoria de “moto”, mas ainda assim são ótimas alternativas para mobilidade urbana leve.

Scooters elétricas com limite de até 50 km/h

  • Se tiverem acelerador manual, exigem ACC;
  • Precisam ser registradas no Detran;
  • Devem respeitar os limites de potência e velocidade.

Ciclomotores a combustão 50 cc

  • Precisam obrigatoriamente da ACC ou CNH A;
  • Devem ter placa e estar licenciados;
  • São ideais para deslocamentos curtos e econômicos.

Importante: quaisquer modelos acima de 50 cc ou que ultrapassem 50 km/h exigem CNH categoria A. Não há exceções.

Vale a pena comprar uma moto que pode ser pilotada com ACC?

Depende do seu objetivo, por exemplo, se você busca uma solução para deslocamentos rápidos dentro da cidade, entregas leves ou locomoção em áreas urbanas, os ciclomotores são uma opção econômica e funcional. 

Os custos com combustível (ou energia, no caso dos modelos elétricos) são muito baixos, e o valor de compra é acessível.

Por outro lado, se você pretende pilotar por estradas, transportar cargas ou passageiros, ou atingir velocidades maiores, os modelos compatíveis com ACC provavelmente não serão suficientes.

É importante lembrar também que, mesmo com a ACC, o condutor:

  • Deve usar capacete e respeitar todas as regras de trânsito;
  • Precisa registrar e licenciar o veículo;
  • Pode ser multado e ter o veículo apreendido caso não esteja com a documentação em dia.

Ou seja: não é porque a moto é “leve” que as regras são leves também. As exigências continuam, especialmente no que diz respeito à segurança.

Diferença entre CNH e ACC: o que muda?

Característica CNH Categoria A ACC (Autorização para Ciclomotor)
Tipo de veículo Motos de qualquer cilindrada Ciclomotores de até 50 cc
Custo médio Mais elevado Mais acessível
Carga horária 45h teóricas + 20h práticas 20h teóricas + 5h práticas (média)
Validade 10 anos (até 50 anos de idade) 10 anos (igual à CNH)
Permissão para dirigir Nacional Nacional

A ACC é uma boa porta de entrada para quem quer começar a pilotar sem encarar, de imediato, todo o processo da CNH.

Mas vale lembrar que em muitos estados o processo da ACC não está disponível, e acaba sendo mais vantajoso tirar logo a CNH A.

Dicas para quem quer começar com moto sem CNH (com ACC)

Se você está considerando adquirir um ciclomotor ou scooter compatível com ACC, aqui vão algumas dicas práticas para evitar dor de cabeça:

  • Pesquise o modelo com cuidado: verifique se ele realmente se encaixa nas regras de até 50 cc e 50 km/h;
  • Faça a ACC mesmo que seja opcional em sua região: assim você evita multas e dirige com mais segurança;
  • Use sempre os equipamentos de segurança, mesmo em percursos curtos;
  • Evite comprar motos “tunadas” ou alteradas que ultrapassem os limites de fábrica, isso pode invalidar sua permissão.

Moto sem CNH é possível, mas com responsabilidade

Pilotar uma moto sem CNH tradicional é possível sim, desde que seja um modelo de baixa cilindrada e que você tenha a ACC.

Esses veículos são cada vez mais populares por conta da economia, praticidade e facilidade de condução, mas isso não quer dizer que a legislação pode ser ignorada.

Por isso, a recomendação é sempre buscar orientação com o Detran da sua região, manter o veículo regularizado e respeitar as normas de trânsito.

 

FONTE: https://www.chavesnamao.com.br/guia-compra-motos/moto-sem-cnh-modelos-que-voce-pode-pilotar/

CNH sem autoescola; entenda o que já está definido e o que ainda será debatido

Nos últimos meses, a proposta do Governo Federal de tornar os Centros de Formação de Condutores (CFCs) facultativos para quem deseja obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem movimentado o debate público e levantado questionamentos. Por um lado, muitos defendem a CNH sem autoescola em razão da redução de custos e da ampliação do acesso à habilitação, enquanto outros alertam para os riscos de uma formação menos estruturada e seus impactos na segurança viária.

O que já se sabe sobre a proposta de CNH sem autoescola

O que já está definido em relação à questão é:

  • Origem da proposta;
  • Como vai acontecer a redução de custos;
  • Avanço da medida das discussões no Congresso;
  • Posicionamento contrário das autoescolas e sindicatos;
  • Alerta de especialistas sobre risco à segurança.

Origem da proposta

A ideia partiu do Ministério dos Transportes, dentro de um pacote de medidas para simplificar processos e reduzir custos. O argumento central é que a obrigatoriedade das autoescolas encarece a CNH, tornando o documento inacessível para parte da população.

Mais tarde o Secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, manifestou apoio à medida no perfil oficial da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Como a redução de custos vai acontecer

Segundo o Ministério, liberar o candidato da obrigação de frequentar cursos teóricos e práticos em autoescolas poderia baratear a formação. O aluno teria a opção de estudar por conta própria e se preparar para as provas aplicadas pelos Detrans, fazendo quantas aulas achar necessário.

Avanço no Congresso

O tema já chegou à Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e foi debatido em audiência pública. Parlamentares ouviram especialistas, representantes de entidades do setor e defensores da proposta.

Posição contrária das autoescolas

Entidades como o o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores (Sindicfc), a Federação Nacional das Autoescolas do Brasil (Feneauto) e a Associação Brasileira das Autoescolas (Abrauto) se manifestaram contra a mudança. As organizações defendem que a retirada da obrigatoriedade não tem respaldo técnico e que enfraqueceria a formação de condutores, colocando em risco motoristas, passageiros e pedestres.

Inclusive, muitos CFCs afirmam que a medida nem foi definida ainda, mas já impactou seus negócios. Existem diversos relatos de autoescolas que perderam matrículas e receberam demissões de instrutores.

Alerta de especialistas

Muitos especialistas em trânsito demostraram preocupação em relação á proposta e destacaram que o Brasil ainda registra altos índices de sinistros. Para eles, uma formação consistente é essencial para reduzir os riscos e a discussão não pode se limitar ao custo da CNH.

O que ainda não está definido sobre o fim da obrigatoriedade das autoescolas

  • Texto final da proposta;
  • Alterações nos exames teórico e de direção;
  • Cursos gratuitos oferecidos pela Senatran;
  • Formação prática e instrutores
  • Tirar CNH em carro automático e elétrico;
  • Posicionamento dos Detrans
  • Impactos na segurança viária

Texto final da proposta

Ainda não existe um projeto de lei consolidado detalhando como funcionaria a formação sem autoescola. Até agora, circulam apenas ideias e possibilidades, sem definição clara de procedimentos.

Mudanças nos exames vão ocorrer?

Embora inicialmente o governo tenha afirmado que não haveriam alterações, ainda não está definido se os exames teóricos e práticos aplicados pelos Detrans serão mantidos como estão ou se precisariam ser adaptados. Caso o candidato estude por conta própria, os critérios de avaliação podem necessitar ajustes e até mesmo as exigências para se realizar o exame.

Cursos gratuitos ofertados pela Senatran

Na parte teórica, segundo Adrualdo Catão, todos os candidatos terão acesso a um curso gratuito oferecido pela Senatran, uma das principais manieras de reduzir o custo da CNH. No entanto isso não foi confirmado, já que o texto final da medida ainda não foi formulado.

Formação prática e instrutores

Hoje, as autoescolas oferecem instrutores habilitados e estrutura para simular situações reais de trânsito. Sem essa obrigatoriedade, não está claro como seria comprovadada a experiência prática do candidato.

De acordo com o Secretário de Trânsito, o candidato poderá decidir quantas horas de aula precisa e poderá escolher uma autoescola ou contratar um instrutor autônomo credenciado, que não precisará estar vinculado a uma empresa. Inclusive Adrualdo Catão afirmou que existe um interesse por parte da Uber em participar do projeto com uma plataforma de aplicativo para instrutores autônomos.

Apesar disso, a empresa afirmou que não houve qualquer proposta concreta, apenas uma reunião técnica com o Ministério dos Transportes. Outra mudança que pode acontecer é a não obrigatoriedade do veículo adaptado para o treinamento, dessa forma a pessoa poderia usar um carro particular ou um veículo do próprio instrutor.

Possibilidade de obtenção da CNH em carro automático

Em entrevista o Adrualdo Catão afirmou que a proposta inclui também uma mudança que altera bastante a lógica do processo de habilitação: candidatos poderão tirar a carteira em carros automáticos e elétricos. O secretário ainda afirmou que o aluno que tirar a CNH em um carro automático terá a mesma habilitação de categoria B ofertada atualmente.

Logo, ele poderá conduzir um modelo manual, mesmo não tendo feito nenhuma aula ou sido examinado com essa transmissão.

Posicionamento dos Detrans

Os Detrans ainda não apresentaram um posicionamento unificado. Mas, como eles são órgãos responsáveis pela aplicação dos exames e fiscalização do processo de habilitação, certamente terão participação importante e peso nas decisões.

Impactos na segurança viária

Até o momento, o governo não apresentou estudos técnicos que comprovem que a mudança não afetaria os índices de sinistros. Essa ausência de dados concretos mantém o debate mais no campo das expectativas do que das evidências.

O futuro da CNH e das autoescolas ainda está em andamento

Enquanto o texto final da proposta não é apresentado, permanecem mais perguntas do que respostas em relação ao assunto. O que já se sabe indica a intenção de flexibilizar a formação, mas muitos aspectos ainda precisam ser definidos e terão grande impacto para as autoescolas, instrutores e candidatos, além da segurança viária.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/cnh-sem-autoescola-definicoes-debates/

Como identificar se o óleo do motor foi adulterado?

O óleo do motor é essencial para o funcionamento do carro, garantindo lubrificação do sistema de propulsão, redução do atrito, controle da temperatura e manutenção do motor limpo. Ele retém partículas de combustão e evita a formação de depósitos que poderiam comprometer componentes internos.

Apesar de sua importância, não é tão simples seguir os padrões de manutenção exigidospara o bom funcionamento, seja por desconhecimento dos consumidores e oficinas ou pela grande circulação de produtos adulterados no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), cerca de 20% dos lubrificantes vendidos no país podem estar adulterados, por isso, além de seguir rigorosamente o que é recomendado pela montadora, é importante saber observar sinais de adulteração nos lubrificantes e evitar maiores riscos.

Alterações visuais e físicas

Danilo Sad, gerente de Marketing de Aditivos da Lubrizol América Latina, destaca que “o principal sinal visual de alteração do óleo é o escurecimento excessivo, que pode indicar oxidação ou acúmulo de resíduos da combustão”. Ele reforça que a presença de partículas metálicas ou sujeira na vareta de medição pode apontar desgaste de componentes como mancais, pistões ou engrenagens.

O aspecto do óleo também é relevante: óleos com aparência leitosa geralmente estão contaminados por água ou líquido de arrefecimento, formando emulsão que compromete a lubrificação. Clayton Zabeu, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia complementa: “A textura do óleo, ou seja, sua viscosidade, só pode ser avaliada com precisão em laboratório; o toque manual não é suficiente para identificar variações sutis”.

Thiago Vega, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Vibra acrescenta que mudanças abruptas de cor, associadas a cheiro forte ou textura incomum, podem indicar degradação acelerada ou contaminação. Além disso, a formação de borra ou depósitos é um indício de que o óleo já não desempenha sua função de forma adequada.

O odor do óleo também oferece pistas importantes. Sad explica que “cheiro de combustível indica contaminação por gasolina ou diesel, odor de queimado sugere sobreaquecimento e odor adocicado pode revelar presença de líquido de arrefecimento”, reforçando que todos esses sinais devem ser avaliados com atenção.

Limites da inspeção caseira

Verificar o nível e o aspecto do óleo com a vareta é uma prática simples, mas limitada. Zabeu observa que “queda de volume pode indicar vazamento ou desgaste, enquanto aumento pode sinalizar contaminação por combustível ou líquido de arrefecimento”. No entanto, isso não confirma adulteração ou degradação química do lubrificante, que só pode ser identificada em laboratório.

Vega explica que “análises laboratoriais permitem medir viscosidade, acidez, contaminação por água ou combustível e presença de metais provenientes do desgaste interno do motor”. Sad complementa que “mesmo óleos aparentemente normais podem ter alterações químicas que comprometem a eficiência, por isso a inspeção caseira deve ser vista apenas como medida preventiva”. Esse cuidado ajuda a detectar problemas iniciais antes que o motor sofra danos mais graves, oferecendo maior segurança para o veículo e para o condutor.

Causas de degradação precoce

O óleo pode se degradar antes do intervalo recomendado por diversos fatores. Zabeu explica que “combustível de baixa qualidade ou adulterado aumenta a diluição do óleo e acelera a formação de depósitos”. Motores que funcionam em condições severas de operação, como tráfego intenso, partidas frequentes e altas cargas, tendem a apresentar maior desgaste do lubrificante.

Sad complementa que falhas mecânicas também influenciam: “Problemas como junta de cabeçote com falha ou desgaste de anéis permitem que líquidos e resíduos de combustão entrem no óleo, comprometendo sua função de proteção do motor”. Ele reforça que a escolha do óleo correto e o uso de combustíveis de qualidade são fundamentais para prevenir degradação precoce.

Além disso, Sad destaca que “óleos formulados com aditivos adequados, como detergentes e dispersantes, protegem contra oxidação, borra e desgaste, sendo essenciais para a durabilidade do motor, principalmente em uso urbano e rodoviário”.

Consequências de usar óleo adulterado

Rodar com óleo adulterado ou degradado pode causar sérios danos. Vega explica que “a lubrificação insuficiente aumenta o atrito entre peças críticas, acelerando o desgaste e elevando a temperatura de operação do motor”. Zabeu reforça que “a formação de borra e depósitos pode obstruir canais de lubrificação, prejudicando a refrigeração interna e reduzindo a eficiência do veículo”.

Sad alerta que “um óleo alterado compromete o desempenho do motor, aumentando consumo de combustível, desgaste prematuro, risco de superaquecimento e até falhas mecânicas graves”. Além disso, produtos falsificados podem prejudicar outros sistemas vitais, como transmissão e direção, colocando em risco a segurança do veículo.

Prevenção e boas práticas

Para se proteger, é essencial adquirir lubrificantes apenas em revendedores confiáveis. Zabeu comenta que “preços muito abaixo do mercado podem indicar produtos falsificados, e é essencial seguir as especificações do fabricante quanto à viscosidade, classificação técnica e intervalos de troca”. Vega acrescenta que “a inspeção periódica do óleo ajuda a identificar sinais iniciais, mas não substitui análises laboratoriais em caso de suspeita de adulteração”.

Sad reforça que “os lubrificantes devem atender às normas do fabricante e possuir aditivos adequados para garantir proteção, durabilidade e eficiência energética. Óleos com baixo teor de cinzas, fósforo e enxofre (low SAPS) protegem catalisadores e filtros de partículas, sendo indispensáveis para motores modernos”. Ele conclui que “a escolha correta do lubrificante evita desgaste prematuro, falhas mecânicas e perda da vida útil do motor”.

A observação visual do óleo é apenas um alerta inicial. Para proteger o motor, é necessário usar lubrificantes confiáveis, respeitar as especificações do fabricante e realizar inspeções periódicas. Como resume Zabeu: “O óleo escuro não é problema; o verdadeiro risco está em confiar em produtos sem procedência”. Sad reforça que “seguir corretamente as recomendações do fabricante e utilizar lubrificantes com formulação adequada é a forma mais eficaz de preservar o motor e a eficiência do veículo”.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2025/09/identificar-oleo-motor-adulterado.ghtml

Posso estacionar em cima de uma tampa de bueiro? Veja o que diz a lei

Quem estaciona o carro na rua deve prestar atenção às saídas de garagem, guias rebaixadas, pontos de táxi e ônibus e até aos rotativos pagos. No entanto, algo que nem todo motorista sabe é que estacionar com uma das rodas sobre as tampas de galerias de esgoto também pode render multa

“Estacionar sobre ou ao lado de hidrantes, registros de água ou tampas de poços de visita de galerias subterrâneas, quando devidamente sinalizados, conforme as normas do Contran, configura infração prevista no artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)”, nos respondeu o órgão, autoridade máxima de trânsito no Brasil.

Neste caso, o motorista será penalizado da seguinte forma:

  • Infração: média (4 pontos na CNH)
  • Multa: R$ 130,16
  • Medida administrativa: remoção do veículo

Vale ressaltar que o Contran se refere às tampas redondas que dão acesso às galerias subterrâneas, desde que devidamente identificadas. Isso porque estas servem de acesso de profissionais para redes de água, esgoto, eletricidade e telecomunicações.

Quanto a estacionar ao lado de uma entrada de bueiro, contanto que seja uma área permitida, não há restrição. Bom destacar, claro, que é recomendável não fazê-lo em situação alguma.

O inciso VI do Artigo 181 do CTB também aponta que é proibido estacionar junto ou sobre hidrantes de incêndio, conforme especificação do Contran.

Posso estacionar na frente da minha casa?

O artigo 181 do CTB também diz que é proibido estacionar em guia rebaixada, mesmo que seja o carro do próprio morador. Nestes casos, a multa é de R$ 130,16, com quatro pontos adicionados à CNH. Para completar, como medida administrativa, o veículo é removido do local.

Entretanto, há de ser dito que, na maioria das vezes, os agentes de trânsito só atuam nestes casos caso sejam acionados. Como o carro estacionado não estará incomodando ninguém, os fiscais não serão chamados.

Fique atento às esquinas

Outra infração comum ao estacionar na rua diz respeito às esquinas, pois este hábito pode atrapalhar a visão de outros motoristas em cruzamentos. Ainda de acordo com o artigo 181 do CTB, estacionar um veículo nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal é considerado infração média.

A penalidade nestes casos é multa de R$ 130,16 e quatro pontos são adicionados à CNH. Além disso, o automóvel será removido do local como medida administrativa.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2025/09/estacionar-em-cima-tampa-bueiro-lei.ghtml

SUVs podem ser perigosos no trânsito; entenda por quê

Nos últimos anos, os SUVs e as picapes se consolidaram como os queridinhos do mercado brasileiro. De acordo com a Anfavea, mais de 60% dos carros vendidos em 2024 no país foram SUVs, que são vistos como modernos, espaçosos e, acima de tudo, “mais seguros”.

No entanto, estudos mostram que isso é geral e que, na verdade, os automóveis com esse tipo de carroceria podem ser mais perigosos do que sedãs, hatches ou coupés, por exemplo. Estudos internacionais, especialmente da Europa e dos Estados Unidos, apontam que eles podem aumentar a gravidade de sinistros e o debate sobre esse assunto é forte.

SUVs apresentam maior risco para pedestres, ciclistas e motociclistas

O Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), organização científica e educacional independente e sem fins lucrativos nos EUA, demonstrou que SUVs e picapes apresentam maior probabilidade de causar mortes em atropelamentos. Isso acontece em razão de alguns fatores:

  • Altura do para-choque: em carros menores, o impacto costuma atingir as pernas, permitindo chances maiores de sobrevivência; em SUVs, o choque atinge tronco e cabeça;
  • Peso elevado: mais massa significa mais energia liberada em colisões, aumentando a gravidade dos ferimentos;
  • Pontos cegos maiores: a posição elevada do condutor amplia áreas não visíveis, especialmente em relação a crianças, ciclistas e motociclistas.

Dados atestam maior perigo e medidas já estão sendo tomadas na Europa

De acordo com o portal AP News, nos Estados Unidos, as mortes de pedestres e ciclistas cresceram 64% entre 2011 e 2022. Esse período coincide com o crescimento das vendas de SUVs e picapes, que atualmente são responsáveis por quase 80% do mercado de novos veículos.

Na Europa esse tópico é alvo de várias discussões, que inclusive se traduziram em ações reais. Em 2024, por exemplo, foi aprovada uma medida em Paris que triplica a tarifa de estacionamento para SUVs de não residentes, podendo chegar a €18 por hora em áreas centrais.

Segundo a BBC e a CNN, mais de 54% dos parisienses apoiaram a proposta em referendo, já que esses veículos ocupam mais espaço, poluem mais e representam risco adicional para usuários vulneráveis do trânsito. Outras cidades francesas, como Lyon e Grenoble, estudam iniciativas semelhantes.

Enquanto isso, no Brasil, essa discussão está longe de ser relevante e os SUVs ainda são diretamente associados a conforto e status sem qualquer menção a essas questões de segurança.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/suvs-perigosos-transito-entenda/

5 sinais de que seu carro foi abastecido com combustível adulterado

Abastecer o carro deveria ser uma tarefa simples, mas envolve riscos que muitos motoristas ainda subestimam. O combustível adulterado é uma realidade no Brasil e pode comprometer desde o desempenho imediato do veículo até a vida útil do motor.

A adulteração acontece quando o produto recebe aditivos não permitidos ou fora da proporção correta, como excesso de etanol na gasolina, solventes químicos e até água. O resultado surge rapidamente: falhas, aumento do consumo e até danos irreversíveis ao conjunto mecânico. Além do prejuízo no bolso, há impacto na segurança e no meio ambiente, já que a queima incorreta gera mais poluentes.

1) Perda de potência e “engasgos”

Se o carro ficou “amarrado” logo após abastecer, desconfie. Sintomas como perda de potência, falhas nas retomadas e dificuldade em ultrapassagens são causados pela combustão irregular do combustível. Os “engasgos” em saídas de semáforo são gerados pelo mesmo problema, mas vale ficar atento ao fato de que o sintoma é mais evidente em carros não flex, que não se ajustam a misturas fora do padrão de etanol na gasolina.

2) Dificuldade para ligar e marcha lenta irregular

O uso de gasolina adulterada potencializa falhas na partida e oscilações de rotação. “A marcha lenta fica instável, com vibrações”, diz Clayton Zabeu, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia. Como dissemos, em modelos flex a eletrônica pode mascarar esse problema, que só fica evidente quando a adulteração é mais severa. Já com o diesel, o motorista pode notar perda de força e fumaça em excesso.

3) Consumo acima do normal

Outro indicativo de que você pode ter abastecido seu carro com combustível adulterado é o aumento repentino do consumo, característica ainda mais frequente no caso do etanol. Se o veículo passa a beber mais e render menos depois de um único abastecimento, fique atento: são grandes as chances de o combustível estar fora do padrão. Outra característica é que o motor passa a ter um funcionamento mais áspero.

4) Luz de injeção acesa e “batida de pino”

Em casos graves de adulteração, a baixa octanagem e a presença de solventes provocam a chamada pré-ignição, pré-detonação ou “batida de pino”. O professor do Instituto Mauá alerta que o risco de o motor fundir aumenta se o motorista exigir mais potência nesses casos. A presença de contaminantes como metanol torna o cenário ainda mais perigoso, pois são gases tóxicos. O primeiro sinal pode ser o acendimento da luz de injeção.

5) Componentes danificados e reparos caros

Manutenção excessiva com bicos injetores e bomba de combustível por corrosão interna é outro sinal importante de que seu carro está consumindo combustível adulterado. Depois, os problemas podem se alastrar para velas, válvulas, pistões e até escapamento, conforme aponta Juliano Barbosa, professor de Engenharia de Materiais do Mackenzie. O risco maior é o motor travar e exigir retífica, o que gera um alto prejuízo ao proprietário.

Como se prevenir e minimizar riscos?

Uma dica preciosa dos especialistas para minimizar riscos é abastecer sempre em postos com bandeira e de confiança. Procure recomendação com amigos, familiares e vizinhos. Caso precise abastecer em um local desconhecido, guarde a nota fiscal e fique atento ao início de qualquer um desses sintomas.

Se o veículo apresentar problemas, leve o carro a uma oficina para esgotar o tanque, se possível, e evite exigir muito do motor. Use o guincho em caso de falhas mais intensas. Para denunciar irregularidades, procure a ANP (0800 970 0267 ou pelo site oficial).

 

FONTE: https://autoesporte.globo.com/combustivel-consciente/noticia/2025/09/sinais-carro-abastecido-combustivel-adulterado.ghtml

Como renovar CNH vencida há muito tempo; confira passo a passo

Nos últimos anos, aconteceram algumas mudanças na legislação de trânsito envolvendo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por isso várias dúvidas sobre esse assunto surgiram. A principal delas envolve como renovar a CNH vencida, especialmente se já se passou muito tempo do prazo de validade.

Mas, antes de entender se é possível renová-la e como fazer isso, é preciso entender quanto tempo é possível conduzir com a habilitação vencida e qual punição você pode enfrentar se for pego com a carteira irregular.

Quanto tempo posso andar com a CNH vencida?

Quando a CNH vence, ainda há um prazo de 30 dias para renovar o documento. Se a data de validade da sua habilitação é 30/05, por exemplo, você tem até 30/06 para renová-la. Durante esse período de um mês, é possível dirigir tranquilo, sem ferir a legislação de trânsito ou ser penalizado com multas.

Inclusive, a lei não faz distinção entre categorias ou em relação a motoristas profissionais que exercem atividade remunerada. Assim, todos os condutores das categorias ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor), A, B, C , D, E e PPD (Permissão para Dirigir) têm os mesmos 30 dias de tolerância.

Esse período permite que o motorista providencie todos os trâmites para renovar a CNH sem precisar parar de dirigir.

Multa por dirigir com CNH vencida

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro:

Art. 162. Dirigir veículo:

V – com Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de 30 (trinta) dias”

  • Infração – gravíssima;
  • Penalidade – multa;
  • Medida administrativa – retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado

Caso infrinja essa norma, o motorista infrator terá que pagar multa no valor de R$ 293,47 e perderá sete pontos do prontuário. Além disso, conforme está previsto no artigo, ele terá a CNH recolhida e o veículo retido.

CNH está vencida há mais de 1 ano, posso renovar?

Muitas pessoas pensam que se você demorar muito para renovar a sua CNH ela pode ser cancelada, mas isso é puro mito. Não existe prazo limite para renovar a carteira de motorista.

Depois de vencida, a CNH pode ser renovada a qualquer tempo. Mesmo que fique anos inativa, o cidadão não perde o direito a uma nova habilitação. E, desde que não dirija, o condutor não está fazendo nada de errado, só é multado quem conduz com o documento vencido há mais de 30 dias.

É preciso fazer o curso da CNH novamente?

Em alguns estados, como o Mato Grosso do Sul, quem está com o documento vencido há mais tempo, pode ter que apresentar uma atualização dos conhecimentos. Conforme determina a Resolução 789/20 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), essa atualização pode ser feita de três formas:

  • Curso presencial – carga horária de 15 horas/aula com conteúdos como direção defensiva e primeiros socorros. O investimento é de R$ 89,45 no MS e não é necessário fazer a prova final;
  • Curso a distância (EAD) é necessário fazer o curso e o exame teórico, os valores variam de acordo com as empresas credenciadas pela Senatran;
  • Prova teórica sem curso – registro de opção de autoaprendizagem na Senatran, valor é de R$ 89,45.

Independente da modalidade escolhida, após a aprovação, o condutor pode dar sequência à renovação da CNH.

Como renovar a carteira de motorista vencida?

O Detran de cada estado tem seu protocolo de renovação para CNH vencida, por isso o mais recomendado é consultar no site do órgão em específico como proceder. Muitos estados já têm esse processo digitalizado, sem precisar ir presencialmente para atualizar foto e assinatura, por exemplo, o que facilita muito a vida do condutor.

Mas, no geral, para renovar a CNH vencida pela internet é preciso seguir esses passos:

  1. No site do Detran, procure a página “Renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)”;
  2. Preencha os campos: CPF; Data de Nascimento; Data da 1ª. Habilitação e Município Residencial;
  3. Complete o formulário que abrirá automaticamente;
  4. Faça download do Documento de Arrecadação Estadual (DAE);
  5. Agende data e horário dos exames médico e psicotécnico;
  6. Imprima e efetue o pagamento do DAE.

Condutores que tenham algum tipo de restrição podem ser convocados a comparecer pessoalmente ao órgão de trânsito para realizar a renovação. O processo também pode ser feito em pessoa, seguindo os passos:

  1. Ir até o Departamento Estadual de Trânsito;
  2. Realizar a captura de imagem, impressão digital e assinatura;
  3. Realizar o pagamento da taxa emitida pelo órgão de trânsito;
  4. Submeter-se ao exame toxicológico em laboratórios credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (exclusivo para categorias C, D e E);
  5. Dirigir-se à clínica credenciada indicada para realização do exame médico.

É importante lembrar que só é possível renovar a carteira de motorista se não houver nenhum débito no prontuário do condutor. A obrigatoriedade está descrita no artigo 159 do CTB:

“8º A renovação da validade da Carteira Nacional de Habilitação ou a emissão de uma nova via somente será realizada após quitação de débitos constantes do prontuário do condutor.”

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/renovar-cnh-vencida-muito-tempo/

3 infrações de trânsito que você comete todo dia e não sabia

Veja ações que são muito comuns no cotidiano, mas que, para a surpresa da maioria dos condutores, dão multa de trânsito

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações de trânsito que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas e medidas administrativas. Dentre as mais conhecidas estão o avanço de semáforo ou de placa de pare, estacionamento em local proibido e excesso de velocidade, seja pelo maior risco à segurança ou por serem muito frequentes.

No entanto, existem outras atitudes que passam despercebidas, mas que também são muito comuns e passíveis de punição. Confira a seguir cinco ações que são infrações e que podem te causar um prejuízo de até R$ 293,47.

1. Andar devagar na faixa da esquerda

Muita gente acha que ‘liberar’ a faixa da esquerda é papo de gente apressada no trânsito, mas na verdade é algo previsto pela legislação:

Art. 185 – Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:I – na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de emergência;II – nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte”

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

A norma vale tanto para veículos que estão andando abaixo do máximo permitido, sem haver nenhum tráfego ou limitação, quanto para veículos pesados como caminhões e ônibus.

2. Usar celular com o carro parado, mesmo que seja no semáforo ou no trânsito é infração

A grande maioria, senão todos os condutores, sabe muito bem que usar o smartphone na direção é uma ação que viola o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Porém, muitos deles acreditam que utilizar o celular no carro ou na moto quando você está parado no semáforo, por exemplo, não constitui uma infração.

No entanto, não é bem assim que funciona. De acordo com o artigo 252 do CTB:

Dirigir o veículo:

V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;

VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracterizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor estar segurando ou manuseando telefone celular. (Parágrafo único incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)”

  • Infração – média (4 pontos) ou gravíssima P.ú. (7 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16 ou R$ 293,47 – P.ú.)

A legislação, especialmente o parágrafo único, deixa claro que qualquer uso, mesmo com o carro parado na via, seja por tráfego intenso ou semáforo fechado, será penalizado.

3. Estacionar seu carro ou moto na esquina ou próximo dela dá multa

Além dos locais delimitados por placas, existem outros espaços na via em que é proibido estacionar, mesmo que não haja nenhum tipo de sinalização. Isso acaba pegando inúmeros condutores desprevenidos

O artigo 181 do CTB lista todos esses lugares e uma das infrações mais comuns é:

Estacionar o veículo:

I – nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal”

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16);
  • Medida administrativa – remoção do veículo.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/5-infracoes-de-transito-todo-dia/

Pode usar celular no carro ou na moto, quando está parado no semáforo? Cuidado com a multa!

Legislação brasileira prevê uma série de infrações que envolvem a distração do motorista, incluindo o manuseio do smartphone

A grande maioria, senão todos os condutores, sabe muito bem que usar o smartphone na direção é uma ação que viola o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Porém, muitos deles acreditam que utilizar o celular no carro ou na moto quando você está parado no semáforo, por exemplo, não constitui uma infração.

No entanto, não é bem assim que funciona. De acordo com o artigo 252 do CTB:

“Dirigir o veículo:

V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;

VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracterizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor estar segurando ou manuseando telefone celular. (Parágrafo único incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)”

  • Infração – média (4 pontos) ou gravíssima P.ú. (7 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16 ou R$ 293,47 – P.ú.)

A legislação, especialmente o parágrafo único, deixa claro que qualquer uso, mesmo com o carro parado na via, seja por tráfego intenso ou semáforo fechado, será penalizado.

Dessa forma, o mais recomendado é que se você precisar enviar uma mensagem, checar algo no seu smartphone ou até mesmo atender uma ligação, estacione o veículo. Faça isso em local permitido e desligue o carro, assim não há risco para a segurança.

Radares que flagram o uso de celular já existem

Na maior parte do mundo, apenas guardas são capazes de inspecionar o uso de celular enquanto a pessoa dirige ou pilota. Mas, é melhor os motoristas ficarem atentos, pois já existem radares capazes de fazê-lo.

No exterior, esses aparelhos são utilizados para detectar a utilização de smartphone por meio de tecnologia de Inteligência Artificial e 45 câmeras de alta definição.

De acordo com o NSW Transport Departament da Austrália, essa ferramenta pode ser instalada tanto em radares fixos quanto móveis. Ainda segundo o governo australiano, as imagens são capazes de detectar o uso de celular inclusive em dias de tempestade.

 

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/celular-no-carro-moto-parado-multa/

CRLV 2025 já é cobrado; veja quando o documento será exigido no seu estado

Cada Detran estabelece uma data para a exigência do documento do carro; confira cronogramas, o que é o CRLV e como emiti-lo

A partir desta segunda-feira (1/9), poderá ser exigido o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) de 2025 em Minas Gerais. Enquanto isso, outros também já deram início a essa cobrança nas fiscalizações e alguns ainda estão com prazo a vencer.

Por isso, os motoristas devem ficar atentos a sua situação e às datas, já que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), circular com o documento do carro vencido é infração gravíssima, com penalidade de multa no valor de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Cronograma exigência do CRLV no Brasil

Cada Detran define um cronograma de vencimento do licenciamento conforme o final da placa. Após o prazo, o documento atualizado passa a ser cobrado nas fiscalizações. Confira as datas já confirmadas para 2025:

Santa Catarina

Mato Grosso do Sul

O que é o CRLV digital

O documento do carro é o certificado que comprova que o veículo está em dia em relação aos impostos e encargos obrigatórios. Por muito tempo ele esteve disponível no formato físico, mas agora é emitido apenas digitalmente.

O ano de 2025 já está caminhando para o seu últimos meses e nesta altura do campeonato muitos motoristas já pagaram ou estão prestes a quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o licenciamento. Com isso é possível emitir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) atualizado, que passa a ser cobrado nas fiscalizações policiais.

Como emitir o CRLV

A emissão deste certificado está disponível para todos os proprietários de veículos que estiverem com os débitos do veículo quitados, incluindo:

  • Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA);
  • Licenciamento anual;
  • Multas de trânsito pendentes.

Somente após a regularização dessas pendências o documento poderá ser emitido, por meio dos canais digitais da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e dos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRAN)

Pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT):

  1. Instale o aplicativo CDT, disponível para Android e iOS;
  2. Faça login com sua conta Gov.br (caso ainda não tenha, será necessário criar uma);
  3. Depois do login, selecione a opção “Veículos”;
  4. Informe dados do veículo, como placa e RENAVAM;
  5. Após a consulta e validação das informações, o CRLV estará disponível para download e poderá ser salvo no próprio aplicativo em versão digital que pode ser apresentada mesmo sem conexão com a internet.

Emitir CRLV digital pelo site do Detran:

  1. Acesse o site do Detran responsável pelo seu estado;
  2. Entre na área destinada ao licenciamento ou emissão do CRLV;
  3. Faça login com os dados do veículo (geralmente placa e RENAVAM);
  4. Após verificar a situação do veículo e confirmar que os débitos estão quitados, o documento estará disponível para download.

No portal de serviços da Senatran:

  1. Acesse o portal oficial do Senatran;
  2. Entre com sua conta Gov.br;
  3. Clique na opção “Meus Veículos”;
  4. Localize o veículo desejado e faça o download do CRLV-e.

Apesar de ser possível acessar o CRLV digital mesmo sem conexão com a internet, é recomendado levar uma cópia impressa.

Como imprimir o CRLV

É sempre recomendado levar uma cópia impressa do seu CRLV para situações de emergências, como falta de internet para verificação dos dados ou até mesmo se a bateria do seu celular acabar. Por isso siga o passo a passo para realizar a impressão:

Impressão do documento do carro por meio da Senatran:

  1. Acesse o Portal de Serviços Denatran (clique aqui);
  2. Clique em “Entrar com gov.br” e depois selecione “Certificado digital”, ou insira seu CPF;
  3. Na tela inicial, clique em “Baixar CRLV”;
  4. Em seguida, insira o código Renavam, placa do veículo e o código de segurança CRV ou DUT;
  5. O próximo passo é clicar em “Baixar CRLV nos formatos PDF ou P7S”;
  6. O documento será baixado e você poderá imprimir em folha A4.

No site do Detran do seu estado ou no aplicativo do CDT, basta seguir as instruções mencionadas anteriormente, gerar o arquivo do CRLV e imprimi-lo.