Governo aprova norma e CNH sem autoescola entrará em vigor; veja o que muda

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (1º), uma resolução que altera profundamente o modelo de formação de motoristas no Brasil. A principal mudança é o fim da exigência de frequentar autoescolas (Centros de Formação de Condutores) para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), permitindo que a preparação seja feita com instrutores independentes credenciados.

A medida visa reduzir os custos do processo em até 80% e democratizar o acesso à CNH, segundo o governo. A medida já vinha sendo estudada desde agosto, mas agora obterá a ratificação legal para entrar em vigor.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem habilitação e outros 30 milhões estão excluídos do sistema devido aos altos preços, que podem chegar a R$ 5.000.

O que muda?

Pelas novas regras, o curso teórico passará a ser oferecido gratuitamente em formato digital pelo Ministério dos Transportes. Para a parte prática, o candidato poderá optar por aulas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans, eliminando a exclusividade das autoescolas. A abertura do processo poderá ser realizada diretamente pelo site do ministério ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

A resolução, segundo o ministério, alinha o Brasil a modelos internacionais adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, focando a avaliação no desempenho do candidato nos exames, e não na obrigatoriedade de aulas em instituições específicas. As provas teórica e prática continuam obrigatórias e serão aplicadas pelos órgãos de trânsito estaduais para atestar a aptidão dos condutores.

Entidades ligadas às autoescolas criticam a proposta, apontando riscos à formação dos motoristas e à segurança viária. O governo, contudo, sustenta que o rigor nos exames garantirá a capacidade técnica dos novos habilitados.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/contran-aprova-norma-que-introduz-cnh-sem-autoescola-e-outras-mudancas/

Cuidados com o carro para dirigir na chuva com segurança

Está começando a época de chuva em algumas regiões do Brasil e isso exige cuidados com o carro após tantos meses de clima seco. O piso molhado fornece menos aderência e a precipitação afeta a visibilidade.

Alguns dos cuidados com o carro para a época de chuva são simples e baratos, podendo ser feitos até na garagem de casa. Veja quais são:

Pneus

Para rodar com segurança na chuva é preciso estar com pneus bons. O desgaste dentro do limite recomendado significa que os sulcos estão aptos a escoar a água e manter a borracha em contato com o solo.

Quando o desgaste está acentuado o pneu perde essa capacidade de “cortar” a água, criando o risco de aquaplanagem — situação onde as rodas giram sobre uma lâmina d’água e perdem o contato com o solo.

Para verificar o desgaste é preciso procurar na banda de rodagem a marcação do TWI, que é um ressalto dentro dos sulcos. Quando ele está mais destacado é sinal de que precisa trocar os pneus.

Não é apenas o desgaste que pode reduzir a aderência na chuva, um pneu ressecado também é menos eficiente. Mesmo com os sulcos dentro da medida ideal, a borracha envelhecida não consegue boa aderência mesmo em tempo seco, na chuva é ainda pior.

Na hora de comprar um pneu novo é possível ver na etiqueta do Inmetro sua aderência em pisos molhados. Quanto melhor a nota, mais segura será a condução na chuva.

Palhetas do limpador

Tão importante quanto o carro ter tração na chuva, é o motorista enxergar. Nessa condição a visibilidade é reduzida, se as palhetas do limpador estiverem ruins ela será quase nula.

Como a borracha se resseca naturalmente, o mais recomendado é trocar as palhetas uma vez ao ano. Quando estão ruins é possível notar no uso, com elas trepidando ou não limpando bem o vidro.

Na hora de trocar, dê preferência a marcas tradicionais, a diferença de preço para os modelos mais baratos é pequena para a segurança que a peça traz. A troca pode ser feita em casa, em um processo simples e que está explicado no manual do veículo.

Também lembre das palhetas do limpador traseiro nos carros que possuem esse equipamento.

Repelente nos vidros ajudam também Aplicar um repelente de água no para-brisa, vigia e nos retrovisores ajudará a ter mais visibilidade na chuva. Ele também facilita o trabalho do limpador, principalmente em tempestades.

Lâmpadas

tão importante quanto enxergar na chuva é ser visto. É obrigatório ligar o farol baixo (não vale apenas a luz de posição ou apenas a de neblina) nessas condições, não fazer isso é uma infração média com multa de R$ 130,16 e 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Rodar com o farol ligado facilita que o seu carro seja visto na chuva e pode evitar acidentes, não é apenas para evitar multas. Se for uma tempestade, com visibilidade limitada, é recomendável ligar a luz traseira de neblina.

Usar o farol alto ou rodar com o facho desregulado é jogar contra. A luz forte e apontada para a frente pode refletir na chuva e te ofuscar, por isso a recomendação de usar a luz baixa.

Sistema de ventilação

O vidro do carro embaça durante a chuva ou dias frios. Para resolver isso é preciso ligar o ar-condicionado na temperatura mais fria e direcionar o fluxo para o para-brisa.

Por esse motivo é importante ter o ar-condicionado em dia mesmo com o clima frio. A perda de eficiência nele pode ser resolvida com uma simples carga no gás, caso não exista uma falha grave no sistema.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/servico-carro-dirigir-chuva/

Freio chiando: por que acontece e como eliminar o ruído

O motorista reclama que ao pisar no freio vem um desagradável chiado, um ruído que incomoda muito.

Chegou com o carro reclamando isso para o mecânico, a solução vem imediatamente. Ele dá uma lixada nas pastilhas, porque segundo ele, é o contato entre a pastilha e o disco que provoca esse desagradável ruído.

Mas nem sempre. Muitas vezes esse ruído é provocado por um pistãozinho que empurra a pastilha contra o disco.

E para evitar isso algumas pastilhas já estão vindo com uma camada protetora exatamente no ponto em que recebe esse pistãozinho. Quando a pastilha não vem com essa proteção é só colocar uma flanelinha entre ela e o pistão.

fonte: https://autopapo.com.br/blog-do-boris/freio-chiando-por-que-acontece-e-como-eliminar-o-ruido/

 

Desconto da Petrobras é repassado e gasolina fica mais barata nos postos

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros recuou 0,47% na primeira quinzena de novembro, fixando-se em R$ 6,33. Este é o menor valor registrado para o combustível desde setembro, segundo apontamentos do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O etanol acompanhou o movimento de arrefecimento, com queda de 0,45% e média nacional de R$ 4,42.

O cenário indica um reflexo tardio do reajuste realizado nas refinarias no mês anterior. “A redução anunciada pela Petrobras em outubro começa a refletir no bolso do consumidor, embora o repasse ainda seja tímido. O movimento de queda também se observa, de forma mais sutil, no etanol”, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No recorte geográfico, todas as regiões brasileiras apresentaram retração no valor da gasolina. O Nordeste liderou a baixa percentual, com recuo de 0,93% (R$ 6,39). O Sudeste, contudo, mantém as bombas mais competitivas do país, com preço médio de R$ 6,19, enquanto o Norte figura com o combustível mais caro, custando R$ 6,82 por litro.

Entre as unidades federativas, a disparidade de preços é notável: a Bahia registrou a maior redução na gasolina (-2,33%), mas é na Paraíba onde se encontra o menor preço absoluto (R$ 6,08). Na outra ponta, Roraima ostenta a gasolina mais cara do Brasil (R$ 7,41), mesmo após leve recuo. O Rio Grande do Norte foi na contramão da tendência nacional, registrando a maior alta do período (+1,62%).

Já o mercado de etanol mostrou estabilidade na maioria das regiões, com exceção do Nordeste, onde o preço caiu 2,83%. São Paulo segue com o biocombustível mais barato (R$ 4,21), enquanto o Amazonas registra o maior valor (R$ 5,47).

Para o motorista que busca economia, a conta na ponta do lápis favorece o derivado da cana em 14 estados, incluindo todo o Centro-Oeste. Segundo Mascarenhas, além do fator preço, a escolha pelo etanol neste momento fortalece a mobilidade sustentável pela menor emissão de poluentes.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/desconto-da-petrobras-e-repassado-e-gasolina-fica-mais-barata-nos-postos/

Registro, emplacamento e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026;

Os ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos como patinetes, skates e até cadeiras de rodas com motor elétrico terão novas regras a partir de 2026.

As normas, aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em junho de 2023, definem o enquadramento dos ciclomotores e trazem regras sobre equipamentos obrigatórios e de proteção, e regulam a necessidade de registro, emplacamento e até CNH para determinadas categorias.

Quais são as regras para cada tipo de veículo?

O Contran estipulou as seguintes regras para cada tipo de veículo em circulação no Brasil:

As regras passarão a ser fiscalizadas a partir de janeiro de 2026. A maior mudança fica por conta dos ciclomotores, que passarão a exigir:

  • CNH nas categorias A (motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
  • Uso de capacete; e
  • Emplacamento.

Cada estado pode regular de acordo com suas necessidades. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro, existe até mesmo a previsão de pagamento do IPVA para estes veículos.

O que são bicicleta, bicicleta elétrica, ciclomotor e autopropelido?

Segundo as novas regras, estes são os aspectos que definem uma bicicleta:

  • Veículo de propulsão humana;
  • Dotado de duas rodas.

Estas são as definições para um veículo autopropelido:

  • Equipamento com uma ou mais rodas;
  • Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio;
  • Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h;
  • Largura não superior a 70 cm;
  • Distância entre eixos de até 130 cm.

Já para bicicleta elétrica, estas são as definições que caracterizam o veículo:

  • Veículos de propulsão humana;
  • Com duas rodas;
  • Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
  • Motor só pode funcionar quando o usuário pedala;
  • Não pode ter acelerador;
  • Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h.

Estas são as regras que definem um ciclomotor:

  • Veículo de duas ou três rodas;
  • Motor a combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico de até 4 kW (4.000 watts);
  • Velocidade máxima de 50 km/h.

Existem exceções para algum dos veículos?

Sim, segundo a resolução do Contran, estão isentos das novas regras os veículos:

  • Veículos de uso exclusivo fora de estrada;
  • Veículos de competição;
  • Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade;

Ciclomotor pode levar multa?

A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se:

  • Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH;
  • Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH;
  • Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
  • Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH;
  • Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH.

FONTE: https://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2025/11/18/ciclomotor-novas-regras-contran.ghtml

 

Cortar giro é garantia de ‘fritar’ o óleo da moto e até derreter peças

O hábito de cortar giro (quando se eleva até o limite da rotação aceita pela central eletrônica) do motor já se tornou algo cultural de determinadas regiões das metrópoles brasileiras, e além do incômodo gerado com o estrondoso som emanado, estes motociclistas sempre são reprimidos por “agredirem” também o motor da motocicleta. Afinal os danos podem aparecer com eles ou com o próximo dono.

Problemas nos anéis, bielas, válvulas, pistões e outros são sempre lembrados e quando eles aparecem chegam junto de barulhos estranhos, perda na potência, aumento no consumo, e por aí vai. Porém, um problema que pode ser imediato e imperceptível é a contaminação do óleo. Este quase ninguém se lembra.

Em entrevista, o especialista em desenvolvimento do setor de pesquisa da Honda, Bismark do Vale, esclarece que os problemas do hábito de cortar giro têm motivo.

“O motor, quando ele está em corte de giro, tende a cortar a ignição. Então o bico injetor vai continuar injetando um pouco de combustível. Lógico que o corte repentino, quando você percebe que [por exemplo] tem que trocar a marcha, você vai trocar. Mas nessas situações que o condutor usa o corte de giro em longos períodos, a gasolina vai se misturar com óleo. Ela vai contaminar o óleo.” aponta o pesquisador.

Bismark explica que esse fenômeno de mistura dos líquidos e consequentemente a contaminação do óleo pode acontecer mesmo com as peças internas do motor em bom estado.

Em um motor quatro tempos convencional a queima do combustível ocorre quando o sistema de ignição aciona a vela. Com o giro acima dos limites, este sistema é interrompido, porém a injeção permanece e faz com que a câmara de combustão se encha de gasolina. Essa admissão exagerada não é correta, pois o combustível deve entrar, queimar e liberar os gases provenientes, possibilitando que mais gasolina (na quantidade correta) entre no sistema e ciclo se repita.

O especialista aponta que é aí que está o perigo, pois a gasolina acumulada tem que escoar para algum lugar caso não seja queimada. Então o combustível, por conta de sua densidade menor que do óleo, desce pela parede do cilindro e se mistura ao lubrificante.

O que fazer com o óleo contaminado pelo corte de giro?

Nestes casos não tem o que fazer, a troca do óleo deve ser imediata. Mesmo que o óleo lubrificante seja novo, a contaminação exige a substituição.

O óleo lubrificante é responsável pelo funcionamento e deslize correto das partes internas do motor da moto. Ele passa, lubrifica e resfria o conjunto.

Para que esteja tudo nos conformes é fundamental que as especificações indicadas no manual do proprietário sejam seguidas. Só assim sabe-se que o óleo lubrificante com espessura e aditivos adequados estão sendo utilizados.

Se o óleo for contaminado pela gasolina tudo isso fica comprometido e os riscos de má lubrificação e resfriamento aumentam, elevando também as chances dos defeitos e quebras de componentes.

“As quebras ocorrem basicamente porque ela enriquece a mistura, ou seja, enche a câmara de combustível e quando retorna ele dá uma explosão com uma temperatura bem maior do que o normal e aí pode ocorrer a quebra. É bem mais grave do que o que a pessoa imagina”, completa do Vale.

Bismark ainda aponta outro risco grande, o de superaquecimento. Superaquecer a moto com o corte de giro pode ocasionar na quebra de alguma peça ou até na combustão espontânea do conjunto.

Atenção à falta de cuidado

O especialista conclui que esses problemas costumam aparecer “a longo prazo”. Neste caso o alerta vai para o quem olha uma moto usada, tome cuidado para não levar uma moto de um piloto que vivia cortando giro.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/corte-de-giro-oleo-moto/

Celular ao volante já é a principal causa de acidentes no Brasil

Os próprios motoristas apontam que os smartphones são o maior vilão das ruas, superando até a criminalidade

É cada vez mais comum ver, nas ruas, carros desviando da faixa ou reduzindo a velocidade repentinamente. Há, ainda, os que demoram para frear diante de obstáculos ou mesmo acelerar quando o semáforo fica verde. Os motoristas estariam embriagados? Nem sempre. São sintomas da epidemia do celular ao volante, fenômeno com riscos conhecidos há anos.

O paradoxo é que agora os próprios usuários apontam o celular como um dos maiores perigos no trânsito. Ao mesmo tempo, não conseguem ceder à tentação de usar o aparelho. Em uma pesquisa do Sem Parar — empresa conhecida pelo serviço de pagamento automático de pedágios — divulgada durante a Semana do Trânsito, no fim de setembro, 76% dos entrevistados apontaram o smartphone como o “principal vilão das ruas e estradas”.

O percentual superou o da criminalidade, indicada como principal problema por 44% dos 400 clientes entrevistados pelo Sem Parar.

De nada adiantou a indústria desenvolver dispositivos para conectar o automóvel ao aparelho celular e, assim, permitir ligações telefônicas sem tirar as mãos do volante.

Agora, as pessoas querem dirigir e digitar mensagens ao mesmo tempo. E não apenas em carros mas também em motocicletas e bicicletas. Sem falar no pedestre que se aventura a atravessar a rua com os olhos grudados na pequena tela.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o uso do celular ao volante é não só o principal motivo da falta de atenção na condução de um veículo como também a terceira causa de acidentes de trânsito no Brasil. Fica atrás apenas do excesso de velocidade e do uso de álcool.

Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária indicam que, com a atenção no celular, o tempo para reagir a situações de emergência pode aumentar em até mais de 50%, dificultando, assim, frenagem e desvio de obstáculos. Isso porque o cérebro está focado na conversa ou mensagem, perdendo 70% da visualização do ambiente. Até mesmo a vibração do aparelho distrai, segundo o Observatório.

O Código de Trânsito Brasileiro considera infração média quando o motorista é flagrado com o aparelho na orelha, o que resulta em quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 130,16. Já o condutor que manuseia ou segura um celular enquanto dirige está sujeito à multa de R$ 293,47 e recebe sete pontos na carteira pela infração, considerada gravíssima. É um alerta para quem pensa ser menos arriscado ditar uma mensagem do que digitar.

De acordo com a Abramet, o risco de o condutor se envolver em um acidente aumenta 400% quando ele checa mensagens de texto e, ainda mais, quando digita. É como se a pessoa dirigisse de olhos vendados.

Existe, ainda, o que os especialistas da Abramet chamam de situação “pós-chamada”. O risco de acidentes permanece por alguns segundos porque, ao desligar o aparelho, nossa capacidade cognitiva continua com foco na informação recebida.

No futuro, os carros serão autônomos. Sem motoristas, será o fim de todos os perigos dos tempos em que os veículos eram conduzidos por humanos.

FONTE: https://autoesporte.globo.com/servicos/post-coluna/2025/11/celular-volante-principal-causa-acidentes-brasil.ghtml

Sacola no braço ou no guidão da moto: pode ou não pode?

Não é segredo que um dos pesares da motocicleta é a falta de local para guardar objetos. Os pilotos mais caprichosos instalam baús em seus modelos, porém não é incomum ver outros rodando com sacolas – muitas vezes exageradas e comprometendo a segurança – nos braços ou no guidão. A discussão sobre a permissibilidade disso é grande, afinal, pode ou não pilotar moto com sacolas penduradas na moto?

É permitido pilotar moto com sacolas nos braços ou no guidão?

Como muitas vezes aponta nosso querido publisher Boris Feldman: depende! Partindo do princípio da Lei, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não aborda especificamente este assunto em nenhum de seus artigos. Porém, caso o condutor seja exagerado demais, algum parágrafo pode qualificar o ato de carregar sacolas nos braços ou guidão como infração.

Artigos qualificatórios

O Art. 252 do CTB fala de algumas atividades parecidas. Nele, em seu inciso segundo, conduzir um veículo “transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas” é uma infração média, ou seja, passível de 5 pontos na carteira e multa de R$ 130,16.

Por mais que não implique diretamente em objetos nos braços ou guidão, fica claro que apoiar objetos no tanque ou até mesmo rodar com a mochila virada para frente, não é permitido. No caso, se a sacola estiver presa ao braço ou guidão, e apoiada no meio das pernas, a multa é aplicada.

Porém, o artigo 169 é o que mais abre margem para a aplicação de multa em sacolas no guidão ou cotovelos. Segundo ele, “dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança” é infração leve de 3 pontos na carteira e multa de R$ 88,38.

Aqui a infração fica a critério do agente fiscalizador e dos costumes locais, porém casos exagerados não costumam fugir da multa.

  • Objetos muito grandes ou pesados podem se enquadrar por dificultar a condução do motociclista.

Existe ainda uma resolução do Contran, que, embora aplicada apenas a mototaxistas e motofretistas em atividade remunerada, pode servir de parâmetro para o fiscalizador e o piloto.

A resolução Nº 943 afirma em seu artigo 10 que: “Os dispositivos de transporte de cargas em motocicleta e motoneta podem ser do tipo fechado (baú), aberto (grelha), alforjes, bolsas ou caixas laterais desde que atendidas as dimensões máximas fixadas nesta Resolução e as especificações do fabricante do veículo no tocante à instalação e ao peso máximo admissível”.

No decorrer da norma, independente do tipo de armazém, a largura máxima deve ser de 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores; o comprimento não pode exceder a extremidade traseira do veículo; e a altura pode ser de até 70 a partir do assento do veículo.

Estas medidas podem ser utilizadas para julgar se o objeto transportado no guidão ou braços do condutor de um motociclista está ou não dentro da lei, afinal, se for grande ou pesado demais o artigo 169 do CTB o reprime.

Melhor local para transportar objetos na moto

Para não correr o risco de ser multado ou pior, sofrer um acidente, o melhor é transportar objetos dentro de baús ou outros equipamentos apropriados.

O capacete, por exemplo, que comumente é lavado nos braços quando há um sobressalente, pode ser um grande agravante de lesões no caso de queda ou colisões.

FONTE: https://autopapo.com.br/motos/sacola-no-braco-ou-guidao-da-moto/

Confira 5 infrações de trânsito que mais pegam os motoristas desavisados

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas de trânsito e medidas administrativas. Dentre as mais conhecidas estão o avanço de semáforo ou de placa de pare e o excesso de velocidade, seja pelo maior risco à segurança ou por serem muito frequentes.

No entanto, existem outras ações que passam despercebidas, mas que também são muito comuns e passíveis de punição. Confira a seguir cinco ações que são infrações e que podem te causar um prejuízo de R$ 130,16.

1. Estacionar perto de esquinas

Todos os motoristas sabem que estacionar o veículo em local proibido sinalizado por placas é infração de trânsito. Porém existem vários locais que, mesmo sem nenhuma sinalização, não é permitido parar o seu carro. Essa são infrações de trânsito bem comuns que pegam muitos condutores desprevenidos.

A esquina de um cruzamento e suas proximidades são um bom exemplo disso:

Art. 181– Estacionar o veículo: Em esquinas e a menos de 5 metros do cruzamento com a via transversal

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16);
  • Medida administrativa – remoção do veículo.

2. Dirigir usando fones de ouvido

Usar o celular enquanto dirige é uma ação muito comum e que a maioria dos motoristas sabem que é errada. Mas, o que talvez muitos não saibam é que utilizar fones de ouvido, mesmo sem usar o seu smartphone também é infração.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

3. Usando chinelo ou outro calçado inadequado (mas descalço pode)

Muitos motoristas gostam de ter conforto ao fazer pequenos percursos, como ir à padaria ou ao mercado. Nessas ocasiões, alguns preferem calçar aquele par de chinelos Havaianas, mas dirigir com esse tipo de calçado vai contra o CTB.

Art. 252 – Dirigir o veículo:
IV – usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais;

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Mas, de acordo com a lei, o motorista pode dirigir descalço. O que é proibido é a utilização de sapatos que atrapalham o controle do veículo. Essas peças são aquelas que não cobrem o calcanhar, como chinelos e sandálias sem alças traseiras.

4. Esquecer de abastecer e ter pane seca

A falta de combustível no veículo, também conhecida como pane seca, é infração de trânsito. Isso porque é obrigação legal do condutor verificar se há combustível suficiente para percorrer seu trajeto antes de colocar o veículo em circulação, como previsto no artigo 27 do CTB.

Art. 180 – Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Esse problema, diferentemente de uma pane elétrica ou mecânica, é facilmente evitado com um pouco mais de atenção e planejamento do motorista.

Vale destacar que o agente de trânsito, ao autuar este tipo de infração, deve constatar que o problema ocorrido foi, efetivamente, a falta de combustível.

5. Jogar objetos ou lixo para fora da janela/na via

Jogar um cupom fiscal antigo, recibo de estacionamento, papel de bala, panfleto, entre outros objetos é algo bem comum entre os condutores. Porém essa atitude, além de contribuir para sujar e poluir as vias, pode dar multa de trânsito;

Art. 172 – Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias:

  • Infração – média (4 pontos);
  • Penalidade – multa (R$ 130,16).

Evitar essa infração é muito simples, basta ter uma sacolinha ou compartimento como lixinho dentro do seu veículo.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/5-infracoes-de-transito-pegam-motoristas-desavisados/

Alinhamento e balanceamento não precisam ser feitos juntos

Os quatro pneus do carro tocam o solo, mas a forma que isso ocorre varia entre os carros. Cada modelo possui um parâmetro de alinhamento e balanceamento das rodas para que a suspensão trabalhe da forma que foi projetada.

São serviços relativamente simples e que trazem grandes benefícios. Mas é preciso ficar atento quando for fazer para não cair em pegadinhas ou realizar outros desnecessários.

Quando é preciso fazer o alinhamento e o balanceamento

Alguns serviços não possuem prazos fixos para a realização, já que a necessidade depende do uso do carro. O alinhamento e o balanceamento estão nessa categoria.

O recomendado pelos fabricantes é checar o alinhamento a cada revisão e fazer se existir a necessidade. Rodar por pisos mais irregulares, passar por buracos e outras situações adversas podem afetar nessa regulagem.

Já o balanceamento é menos frequente. Ele deve ser feito na hora de montar o pneu, futuramente pode existir a necessidade de realizar novamente para compensar algum desgaste.

O motorista pode notar a necessidade do alinhamento enquanto dirige o carro. Isso é percebido quando a direção puxa para algum lado, principalmente em frenagens, quando o volante não fica alinhado quando o carro está rodando em linha reta e quando o comportamento em curvas está diferente do normal.

O que é o alinhamento

O alinhamento é um serviço onde os ângulos das rodas são ajustados. Esse acerto faz parte do acerto de suspensão feito pela fábrica, podendo afetar na estabilidade, segurança, desempenho e consumo quando está fora do padrão.

Importante! Durante o alinhamento não deve ser feito o ajuste de cambagem, a não ser que o manual do veículo diga que é necessário. Realizar esse ajuste em carro que não precisa dele pode entortar as bandejas da suspensão.

O que é o balanceamento

O serviço de balanceamento dos pneus busca tornar a distribuição de peso nele uniforme. A construção do pneu, posição da válvulas e reparos podem gerar pontos mais pesados que outros.

Para trazer esse equilíbrio são colados pequenos pesos de chumbo na roda, para compensar a massa. Com isso feito os pneus irão girar com equilíbrio e sem gerar vibrações.

FONTE: https://autopapo.com.br/noticia/alinhamento-balanceamento-quando-fazer/