Volkswagen cria Kombi clássica com motor elétrico e dobro de potência

A Volkswagen escolheu o Bremen Classic Motorshow de 2026, na Alemanha, para exibir uma fusão entre seu passado mais glorioso e o presente eletrificado. A montadora revelou o e-Bulli, uma releitura oficial baseada na icônica Kombi Samba de 1966. O projeto se enquadra na categoria de “eletromod” — termo que designa a restauração de veículos antigos com a implantação de tecnologias contemporâneas de propulsão e conforto.

A principal mudança é radical: sai de cena o ruidoso motor boxer refrigerado a ar e entra um trem de força totalmente elétrico. O modelo recebeu um motor de 83 cv e 21,6 kgfm de torque imediato — especificações similares às do compacto e-Up. Na prática, a nova “Velha Senhora” tem o dobro da potência do modelo original de meados dos anos 60.

Para sustentar essa nova performance, a engenharia da VW precisou intervir no chassi. O sistema de freios e a suspensão foram redimensionados para lidar com o peso e a dinâmica do kit elétrico, que é alimentado por uma bateria de 58 kWh — com tecnologia derivada da família ID e capacidade de recarga rápida de até 100 kW.

Visualmente, o e-Bulli preserva a identidade da Samba, mas com refinamentos modernos. A carroceria exibe uma pintura bicolor em laranja metálico e areia fosco, enquanto os faróis redondos agora abrigam projetores de LED diurnos. No interior, o contraste entre épocas é ainda mais evidente: a alavanca de câmbio foi substituída por um seletor no console central.

O acabamento busca um ar de sofisticação naval, com assoalho em madeira real estilo parquet e bancos em couro bicolor. Contudo, para não ferir totalmente a nostalgia, a Volkswagen manteve o volante original: fino, grande e em posição quase horizontal, marca registrada da dirigibilidade da Kombi.

https://autopapo.com.br/curta/adeus-motor-a-ar-volkswagen-cria-kombi-classica-com-motor-eletrico-e-dobro-de-potencia/

Evite prejuízo: saiba identificar a hora exata de trocar as velas de ignição do seu carro

Responsáveis pela centelha que inflama a mistura ar-combustível, as velas de ignição são termômetros precisos da saúde do motor. Quando desgastadas, elas emitem sinais claros que, se ignorados, evoluem de simples incômodos para prejuízos mecânicos graves. O primeiro alerta geralmente surge na partida: se o motor gira excessivamente antes de pegar, especialmente em dias frios, é provável que as velas já não consigam gerar a faísca necessária para a combustão inicial.

A degradação da peça não afeta apenas o arranque. O desgaste progressivo dos eletrodos ou o acúmulo de carbono comprometem toda a eficiência energética do veículo.

Marcha lenta irregular e o bolso do motorista

Em movimento, os sintomas se tornam mais evidentes. O motorista pode notar uma marcha lenta instável (o carro treme quando parado no sinal) e hesitação em retomadas de velocidade. Como a queima do combustível se torna ineficiente, o consumo dispara: o motor precisa injetar mais gasolina ou etanol para compensar as falhas de ignição (misfiring), reduzindo drasticamente a autonomia.

O perigo para o catalisador

O problema mais crítico, contudo, é o efeito dominó. Quando a vela falha, o combustível não queimado passa direto para o sistema de escape. Isso pode superaquecer e destruir o catalisador — uma das peças mais caras do veículo. O painel costuma avisar: uma luz de injeção eletrônica piscando é, frequentemente, o código para falhas de ignição em curso.

Visualmente, velas condenadas apresentam eletrodos arredondados pela erosão, isoladores de cerâmica rachados ou excesso de resíduos pretos. A recomendação é clara: seguir o plano de manutenção do manual do proprietário e substituir o jogo completo ao primeiro sinal de fadiga. A economia na peça barata quase sempre resulta em uma conta alta na oficina.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/evite-prejuizo-saiba-identificar-a-hora-exata-de-trocar-as-velas-de-ignicao-do-seu-carro/

Entenda como o limpador de para-brisa pode te render uma multa

A Resolução 14/1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) possui uma lista dos equipamentos que são obrigatórios para rodar com um carro em vias públicas. Dentre esses equipamentos essenciais está o limpador e o lavador de para-brisa.

Essa resolução é usada como referência para o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Rodar sem os equipamentos descritos é considerado como infração grave, rendendo multa de R$ 195,23, 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo para regularização.

Isso mesmo que você leu, rodar sem o limpador de para-brisa rende multa e o carro é retido. O mesmo vale para o reservatório do lavador vazio, popularmente conhecido como esguicho.

O artigo 230 do CTB também coloca como infração rodar com o limpador desligado em dias de chuva. Isso também é infração grave, com a mesma penalidade de rodar sem o equipamento.

É importante lembrar que durante a chuva só é preciso estar com o limpador dianteiro para não ser multado. O traseiro, quando equipado, deve ser acionado quando for necessário, como na hora de dar ré ou quando a visão pelo retrovisor fica obstruída.

Como ver se o limpador de para-brisa está em condições de uso

O motorista pode aferir o estado das palhetas do limpador de para-brisa na garagem. Com uma inspeção visual é possível identificar se a borracha está ressecada ou deteriorada.

Se sua região estiver sem chover há muito tempo molhe bastante o vidro e ligue o limpador para testar. Ele deve tirar a água dos vidros e funcionar sem trepidação.

O ideal é trocar as palhetas do limpador anualmente. Elas são baratas e podem ser encontradas nos postos de gasolina. Mesmo sem uso elas podem deteriorar, principalmente em regiões com maior incidência solar.

O que usar no esguicho do limpador de para-brisa

O reservatório do limpador de para-brisa pode ser abastecido apenas com água, já cumprindo sua função dessa maneira. Mas o motorista pode misturar ao reservatório um sabão próprio para isso, que ajuda a tirar sujeiras mais pesadas e hidrata a borracha das palhetas.

Produtos como limpa vidros caseiro, detergente e álcool devem ser evitados. Eles podem agredir a borracha e, no caso do álcool, é inflamável.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/multa-limpador-de-para-brisa/

 

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

  • Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Preços dos combustíveis nas refinarias
Em R$ o litro

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir do dia 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/petrobras-reduz-preco-da-gasolina-para-distribuidoras.ghtml

Fim da baliza? Detrans de quatro estados mudam regras da CNH e liberam uso de câmbio automático

O tradicional exame de baliza em área demarcada por estacas — considerado um dos momentos mais tensos para quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — deixou de ser obrigatório em São Paulo.

O Detran-SP, acompanhando o que também foi feito no Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, implementou mudanças significativas no processo de avaliação desde a última segunda-feira (26). As alterações atendem à resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e buscam modernizar o sistema.

A principal novidade é a substituição da manobra técnica entre cavaletes por uma situação real de trânsito. O objetivo, segundo o órgão, é focar na dinâmica de circulação e reduzir o “engessamento” do teste.

O que muda na prática

A extinção das estacas não significa que o candidato não precisará saber estacionar. A diferença é que, agora, o examinador solicitará que o motorista estacione o veículo em via pública, junto ao meio-fio, simulando o cotidiano das ruas. A avaliação priorizará o comportamento do condutor em conversões, a interação com pedestres e outros veículos, colocando a segurança viária acima da precisão de uma manobra isolada.

Permissão do câmbio automático

Outra mudança relevante é a democratização do câmbio automático: antes restrito a categorias específicas (como PcD), o uso de veículos sem pedal de embreagem foi liberado para todos os candidatos. A medida é uma resposta à atualização da frota nacional, onde a presença de carros automáticos cresce anualmente, tornando o domínio da embreagem manual uma competência menos universal do que era décadas atrás.

A simplificação, contudo, enfrenta resistência. A Associação dos Centros de Formação de Condutores de São Paulo (Acesp) vê a medida com cautela. Para a entidade, o fim da baliza tradicional pode comprometer a formação técnica, argumentando que a manobra entre estacas é fundamental para que o motorista desenvolva noção espacial e controle do carro em baixa velocidade.

Enquanto o Detran defende a desburocratização, as autoescolas alertam para o risco de colocar nas ruas condutores menos preparados para situações de espaço restrito.

fonte: https://autopapo.com.br/curta/fim-da-baliza-detrans-de-quatro-estados-mudam-regras-da-cnh-e-liberam-uso-de-cambio-automatico/

5 hábitos que aumentam o consumo do carro

Muitos motoristas culpam o consumo alto do carro em todo tipo de fator, mas a causa pode estar em quem dirige. As médias de consumo apresentadas pelo carro são um reflexo direto de como ele é dirigido, de seu estado de manutenção e das condições onde roda.

Não adianta ter um carro que saiu bem nos testes padronizados de consumo e dirigi-lo de forma agressiva no trânsito. A falta de controle no pé direito vai acabar afetando no seu bolso.

Listamos a seguir cinco hábitos dos motoristas que podem fazer o consumo de combustível do carro aumentar. Se você comete algum desses, vale a pena se reeducar, o bolso e o carro agradecerão.

1. Falta de antecipação

Não podemos controlar o trânsito das cidades e sabemos como é estressante passar horas no anda-e-para. Mas é preciso manter a calma e manter a suavidade ao volante para gastar menos nessa situação.

Viu que o sinal à frente vai fechar? Solte o acelerador e vá reduzindo a velocidade aos poucos, pode até usar o freio motor se possível. O sinal abriu? Acelere com suavidade, não adianta pisar fundo sabendo que será preciso frear daqui alguns metros.

Também é importante antecipar a rota: se precisar sair à direita daqui uns metros, já fique na faixa adequada. Quem deixa para mudar de faixa ou pega uma saída de última pode precisar acelerar para pegar uma brecha. Além de gastar mais, é perigoso e pode causar um acidente.

2. Trocar as marchas na hora errada

Essa dica é mais voltada para quem tem carro com câmbio manual. Para ter mais economia é preciso trocar as marchas nas rotações de maior eficiência, adiar ou atrasar causam problemas diferentes.

Trocar marcha muito cedo e forçar o motor em baixas rotações pode parecer que está economizando, mas ocorre o contrário. O carro irá injetar mais combustível para conseguir girar mais ou irá exigir uma redução para conseguir seguir o ritmo.

Já atrasar as trocas significa trabalhar em rotações elevadas, o que também consome mais. Nesse caso é preciso ter prática para acertar a hora de trocar as marchas sem deixar o carro perder o folego.

3. Usar a ‘banguela’

Antigamente, quando os carros usavam carburador, era mais econômico deixar o câmbio no ponto morto para ganhar velocidade em descidas. Hoje, com a injeção eletrônica, a situação é diferente.

Quando você desce desengatado, popularmente conhecido como “banguela”, o carro segue injetando combustível para manter a marcha lenta. Se ele estiver engatado o computador da injeção não irá fornecer combustível, pois o movimento das rodas que está mantendo o motor girando.

Ou seja, com o carro engatado você irá gastar menos combustível. Além de economizar, você terá também o freio motor, poupando os freios de serviço em descidas longas e evitando o fading.

4. Não calibrar os pneus

Passe no posto mais próximo de casa para calibrar os pneus a cada 15 dias. Parece uma chatice, mas rodar sempre na pressão recomendada pelo fabricante vai ajudar a gastar menos com combustível.

Se puder, compre um calibrador para fazer isso em casa, ajuda a economizar um dinheiro se os postos da sua cidade cobrarem pelo ar. O ideal é fazer esse serviço sempre com os pneus frios.

Rodar com pressão baixa nos pneus aumenta o arrasto, exigindo mais força para mover o carro e, consequentemente, aumentando o consumo. Isso também torna o desgaste irregular, abreviando a vida útil do pneu.

5. Atrasar as manutenções

Troca de óleo, dos filtros, ajuste de válvulas, troca de velas e outros serviços venceram? Não enrole e faça dentro do prazo, senão os prejuízos só vão aumentar.

Vamos pegar o filtro de ar como exemplo. Quando ele está saturado o fluxo de ar que vai para o motor é prejudicado e aumenta o consumo. E a peça custa menos de R$ 70.

Rodar com óleo velho pode aumentar o desgaste das peças internas. Velas ruins fazem uma queima incompleta do combustível. Insistir em rodar dessa forma pode resultar em quebras.

Para gastar menos é preciso que o carro esteja com o motor em dia. Não vai apenas economizar combustível como também economizar idas à oficina fora das revisões preventivas.

fonte: https://autopapo.com.br/noticia/habitos-aumentam-consumo-carro/

Brasil pode adotar prisão para quem dirigir carros ou motos barulhentos

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende endurecer significativamente o combate à poluição sonora causada por veículos no Brasil. O texto propõe transformar em contravenção penal a reincidência de motoristas flagrados com modificações que aumentem o ruído, como o uso de escapamento aberto ou silenciadores adulterados.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata o excesso de ruído apenas como infração administrativa, punível com multa e retenção do veículo para regularização. A nova proposta (PL 4573/25), de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), busca elevar a gravidade da conduta para quem insiste no erro.

Prisão simples e multa dobrada

Pelo texto apresentado, o condutor que for autuado pela mesma infração dentro de um período de 12 meses estará sujeito a pena de prisão simples (que pode ser cumprida em regime semiaberto ou aberto) ou multa de R$ 1 mil. Caso haja uma nova reincidência, o valor da multa será dobrado.

Na justificativa da matéria, Kataguiri argumenta que as sanções atuais são insuficientes para coibir o desrespeito às normas ambientais e de sossego público nas cidades. “A reincidência demonstra elevado grau de desrespeito às normas e impõe ao Estado a necessidade de resposta mais firme”, afirmou o parlamentar.

Tramitação

O projeto deixa explícito que qualquer instalação, remoção ou alteração de equipamento com o objetivo de ampliar o ruído original do veículo será enquadrada na nova regra. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, seguirá para o Senado.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/brasil-pode-adotar-prisao-para-quem-dirigir-carros-ou-motos-barulhentos/

Você dirige de ressaca? O risco de acidente pode ser igual ao de quem bebeu

Uma reportagem recente veiculada pelo programa Today trouxe à tona um debate de segurança viária frequentemente negligenciado: o risco de assumir o volante sob efeito de ressaca. A premissa, corroborada por especialistas, é que a ausência de álcool no sangue no dia seguinte à farra não garante que as capacidades psicomotoras do motorista estejam restabelecidas.

Para materializar os efeitos físicos dessa condição, a reportagem submeteu a jornalista Vicky Nguyen a um teste prático de direção utilizando um “traje de ressaca”. O equipamento, desenvolvido pelo Instituto Meyer-Hentschel em parceria com a Ford, pesa cerca de 17 quilos e é projetado para sabotar os sentidos do usuário.

Colete, pesos nos pulsos e tornozelos, além de óculos com luzes especiais e fones de ouvido, simulam sintomas como fadiga extrema, tontura, dor de cabeça latejante e hipersensibilidade sensorial. O resultado prático foi uma condução errática, com tempo de reação drasticamente reduzido.

O experimento visual reflete dados acadêmicos sólidos: um estudo conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, monitorou 48 voluntários e constatou que motoristas de ressaca apresentavam um aumento significativo na oscilação entre faixas e variações perigosas de velocidade. A conclusão dos pesquisadores é alarmante: o desempenho desses condutores — mesmo sóbrios no teste do bafômetro — foi comparável ao de pessoas com concentração de álcool no sangue entre 0,05% e 0,08% (o limite legal em muitos países é 0,05% ou tolerância zero, como no Brasil).

O quadro se agrava pela privação do sono, um efeito colateral comum após a ingestão de bebidas alcoólicas, que prejudica ainda mais a atenção. Especialistas em trânsito alertam que a ressaca deve ser tratada com planejamento, derrubando mitos populares: café forte, banho gelado ou energéticos não aceleram o metabolismo do álcool nem restauram as funções cognitivas.

Dados do Departamento de Transportes do Reino Unido reforçam a gravidade do tema, apontando que o consumo residual de álcool está associado a centenas de acidentes anuais. A orientação é técnica e direta: diante de sintomas como visão turva, cansaço excessivo ou dores de cabeça, a única medida segura é não dirigir. O corpo humano requer tempo para a recuperação total, e a sensação de sobriedade nem sempre corresponde à aptidão neurológica para enfrentar o trânsito.

FONTE: https://autopapo.com.br/curta/voce-dirige-de-ressaca-o-risco-de-acidente-pode-ser-igual-ao-de-quem-bebeu/

Multa de trânsito: 5 ‘lembrancinhas’ inesperadas da viagem de férias

Com a chegada de novo ano, vêm também as férias escolares, época em que a maioria dos brasileiros viaja com a família, sendo que muitas vezes resolvem tirar o carro da garagem e colocá-lo na estrada até o seu destino. E o que todos esperam é voltar para casa com boas memórias ou até algum souvenir do local da viagem, mas na verdade muitos acabam retornando com multas de trânsito para pagar.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê mais de 200 infrações que podem ser punidas com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas e medidas administrativas. E muitas dessas ações são tão comuns que passam despercebidas, mas ainda assim são passíveis de punição. E na estrada uma desatenção boba ou uma simples falta de conhecimento pode custar caro.

Confira a seguir cinco infrações inesperadas que podem te causar um prejuízo de até R$ 1.467,35.

1. Andar devagar na faixa da esquerda

Muita gente acha que ‘liberar’ a faixa da esquerda é papo de gente apressada no trânsito, mas na verdade é algo previsto pela legislação:

“Art. 185 – Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo:
I – na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, exceto em situações de emergência;
II – nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte”

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

A norma vale tanto para veículos que estão andando abaixo do máximo permitido, sem haver nenhum tráfego ou limitação, quanto para veículos pesados como caminhões e ônibus. Essa atitude é ainda mais imprescindível na estrada, onde veículos trafegam em uma velocidade mais alta.

2. Dirigir com o braço para fora do carro

É normal que ao dirigir os motoristas desenvolvam cacoetes e hábitos, mas é preciso ter cuidado, pois você pode estar ferindo o Código de Trânsito com algum deles. Conduzir com o braço para fora da janela, seja do carro, ônibus, caminhão, van ou qualquer outro veículo, é uma infração de trânsito:

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
I – com o braço do lado de fora.

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

Isso porque tomar uma decisão que pode evitar um acidente leva menos que um segundo e ter as duas mãos segurando o volante aumenta consideravelmente as chances da sua reação ser bem sucedida.

3. Transportar pessoas, animais ou coisas no colo

Outro costume que vários motoristas têm é levar crianças, pets e objetos no colo ou à sua esquerda (no espaço entre o condutor e a porta) enquanto dirigem. Mas essa também é uma conduta infratora, que inclusive pode representar um perigo na direção, já que o condutor não terá o mesmo tempo de reação se tiver outras coisas atrapalhando sua mobilidade ou até mesmo causando distrações.

No caso de quem leva crianças e pets no colo, o caso é ainda mais grave, pois em casos de acidentes, você estará colocando esses seres em grande risco.

“Art. 252 – Dirigir o veículo:
II – transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;

Infração – média (4 pontos);
Penalidade – multa (R$ 130,16).

4. Ultrapassar onde a linha é contínua

A ultrapassagem consiste em utilizar a faixa com o sentido oposto para tomar a frente de outro veículo. Isso é bastante comum nas estradas e permitido, desde que a manobra seja feita com segurança, boa visibilidade e a sinalização permita sua realização.

Mas, o que muitos motoristas não sabem ou não percebem é a sinalização que proíbe uma ultrapassagem:

“Art. 203 – Ultrapassar pela contramão outro veículo: V – onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela”

Infração – gravíssima (7 pontos);
Penalidade – multa (5x – R$ 1.467,35).

Em outras palavras, ultrapassar pela contramão quando a linha/faixa que divide a pista for contínua (uma linha reta sem nenhuma interrupção ou tracejado) é proibido.

5. Não sinalizar o carro parado na estrada

Quando seu carro estraga no meio da estrada ou acontece um acidente de trânsito, muitos motoristas ficam tão preocupados em resolver o problema, socorrer alguém ou até em lidar com o prejuízo que acabam esquecendo de colocar o triângulo ou outra forma de sinalização na pista. E, de acordo com o CTB, deixar de fazer isso é um grande problema:

De acordo com o artigo 46: “sempre que for necessária a imobilização temporária de um veículo no leito viário, em situação de emergência, deverá ser providenciada a imediata sinalização de advertência”

Sendo assim, o CTB também prevê a punição para quem não estiver com o automóvel imobilizado, mas não sinalizá-lo:

“Art. 225 – Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas ou omitir-se quanto a providências necessárias para tornar visível o local, quando:
I – tiver de remover o veículo da pista de rolamento ou permanecer no acostamento;

II – a carga for derramada sobre a via e não puder ser retirada imediatamente”

Infração – grave (5 pontos);
Penalidade – multa (R$ 195,23).

FONTE:https://autopapo.com.br/noticia/viagem-de-ferias-multas-de-transito/

Nova lei de trânsito: Câmara aprova vistoria anual para carros acima de 5 anos? Entenda

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, no último mês de dezembro, um projeto de lei que institui a vistoria veicular periódica obrigatória para automóveis com mais de cinco anos de fabricação. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda deverá passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça antes de ser encaminhada ao Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo do relator Cezinha de Madureira (PSD-SP) ao Projeto de Lei 3507/25, de autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP). Pela regra estabelecida, caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) definir os intervalos de tempo para a realização das inspeções nos carros que se enquadrem na faixa de idade estipulada.

Atualmente, a vistoria veicular é exigida no Brasil apenas em situações pontuais, como no momento da venda e transferência de propriedade. O novo projeto busca integrar a verificação de itens de segurança ao controle de emissão de poluentes e ruídos — fiscalização que hoje ocorre de forma esporádica e descentralizada, geralmente em blitzes de trânsito.

Além do critério cronológico, a obrigatoriedade da inspeção será estendida a casos específicos, como a recuperação de veículos roubados e situações de suspeita de clonagem. Segundo o relator, o corte de cinco anos tem como objetivo evitar custos adicionais para proprietários de carros novos e seminovos.

“A medida respeita os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e compatibiliza essa exigência com a realidade econômica e operacional da frota brasileira”, afirmou Madureira em seu parecer.

O descumprimento da nova regra será classificado como infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro. O condutor que for flagrado circulando sem a vistoria em dia ou com laudo de reprovação estará sujeito a multa de R$ 195,23, anotação de cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e retenção do veículo para regularização.

Caso seja aprovado na CCJ e não haja recurso para votação no plenário da Câmara, o projeto seguirá diretamente para análise dos senadores.

https://autopapo.com.br/curta/nova-lei-de-transito-camara-aprova-vistoria-anual-para-carros-acima-de-5-anos-entenda/